{"id":51648,"date":"2018-04-03T21:20:25","date_gmt":"2018-04-04T00:20:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=51648"},"modified":"2021-05-28T12:30:14","modified_gmt":"2021-05-28T15:30:14","slug":"o-danubio-azul-de-um-pais-arrasado-ao-espaco-sideral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-danubio-azul-de-um-pais-arrasado-ao-espaco-sideral\/","title":{"rendered":"O DAN\u00daBIO AZUL: DE UM PA\u00cdS ARRASADO AO ESPA\u00c7O SIDERAL"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51650\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-danubio-azul-de-um-pais-arrasado-ao-espaco-sideral\/strauss1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/strauss1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"strauss1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/strauss1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/strauss1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-51650\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/strauss1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/strauss1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Se voc\u00ea j\u00e1 foi a Viena, a bela capital austr\u00edaca, dificilmente escapar\u00e1 de &#8220;O Dan\u00fabio Azul&#8221;, a valsa mais popular de todos os tempos. Por outra, nem \u00e9 preciso ir a Viena: a m\u00fasica est\u00e1 em muitos filmes, comerciais de tev\u00ea, festas de debutantes e casamentos mundo afora, sistemas de som de lojas de departamento, abertura de shows de astros famosos e onde mais voc\u00ea puder imaginar. \u00c9 sin\u00f4nimo de valsa.<\/p>\n<p>Quando Johann Strauss II a comp\u00f4s, em 1866, o filho mais velho de Johann Strauss j\u00e1 era um compositor de sucesso tanto quanto o pai. Mas o rio n\u00e3o passava exatamente pelo meio de Viena, como \u00e9 hoje (o metr\u00f4 inclusive passa por cima do rio, com uma esta\u00e7\u00e3o bem na margem &#8211; margens que hoje s\u00e3o um parque aberto a todos, pra esportes, piqueniques, namoricos e bronzeamento no curto ver\u00e3o vienense). O Dan\u00fabio ficava, naquela \u00e9poca, um pouco afastado da cidade.<\/p>\n<p>O que Strauss enxergou ali foi um s\u00edmbolo que procurava. Ele leu um poema de Karl Isidor Beck, que se encerrava com o verso &#8220;\u00e0s margens do Dan\u00fabio, o belo e azul Dan\u00fabio&#8221;. Beck nasceu na Hungria, em 1817 e morreu em 1879, sem jamais ouvir a valsa que inspirou o t\u00edtulo.<\/p>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o entre Beck e Strauss &#8211; e &#8220;O Dan\u00fabio Azul&#8221; &#8211; segue por uma via mais longa, entretanto. Beck era um dos escritores (junto com  Moritz Hartmann e tantos outros) que se opunham ao nacionalismo e ao que clamavam como autoritarismo de Klemens Wenzel von Metternich, o comandante do Imp\u00e9rio Austr\u00edaco. Da\u00ed pra caminhar ao apoio ao primeiro-ministro alem\u00e3o Otto Von Bismarck foi um pulo. Bismarck foi escolhido, em 1861, pelo <em>kaiser<\/em> Guilherme I justamente pra construir uma estrat\u00e9gia que levasse \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o da Alemanha.<\/p>\n<p>A geopol\u00edtica europeia no s\u00e9culo XIX era uma loucura de estados e pa\u00edses que pouca gente hoje daria conta de compreender as fronteiras. Pra resumir, basta entender que havia a Pr\u00fassia, o Imp\u00e9rio Austr\u00edaco e a Fran\u00e7a e a It\u00e1lia como pot\u00eancias. O que conhecemos como Alemanha era um apanhado de trinta e nove estados independentes que compunham o que se chamava de Confedera\u00e7\u00e3o Germ\u00e2nica. A \u00c1ustria exercia forte influ\u00eancia sobre eles do ponto de vista pol\u00edtico, mas a Pr\u00fassia tinha influ\u00eancia econ\u00f4mica e a unifica\u00e7\u00e3o faria a \u00c1ustria perder for\u00e7a.<\/p>\n<p>A Pr\u00fassia instituiu uma pol\u00edtica de coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, a <em>Zollverein<\/em>, que se baseava no livre com\u00e9rcio pelas fronteiras, excluindo os estados que estavam do lado da \u00c1ustria. O poderio econ\u00f4mico aumentou.<\/p>\n<p>Logo, Bismarck entrou em conflito armado com a Dinamarca, em 1866, pelos territ\u00f3rios da Schleswig-Holstein, junto com a \u00c1ustria, em troca de compensa\u00e7\u00f5es territoriais. A jogada de Bismarck foi ter prometido e n\u00e3o ter entregado, o que fez a \u00c1ustria entrar em guerra com a Pr\u00fassia, no que ficou conhecida como a Guerra Das Sete Semanas.<\/p>\n<p>Assim, em menos de dois meses, a Pr\u00fassia p\u00f4de devastar a \u00c1ustria, que perdeu os territ\u00f3rios do sul, inclusive V\u00eaneto pra It\u00e1lia, que apoiara a Pr\u00fassia e ficou com a regi\u00e3o onde fica Veneza.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse cen\u00e1rio de devasta\u00e7\u00e3o financeira, pol\u00edtica e moral que Johann Herbeck, mestre do Wiener M\u00e4nnergesangsverein (Sociedade do Coral Masculino de Viena), repete o pedido que havia feito um ano antes a Strauss sobre uma can\u00e7\u00e3o pra Sociedade. \u00c0 \u00e9poca, Strauss tinha compromissos demais e, apesar de prometer entregar a pe\u00e7a, foi empurrando com a barriga. Diante do novo cen\u00e1rio de derrota, Strauss foi incentivado a rever sua promessa e escrever uma alegre can\u00e7\u00e3o pra levantar o esp\u00edrito dos compatriotas.<\/p>\n<p>Embora o Dan\u00fabio n\u00e3o passasse pela cidade de Viena e Beck se referisse ao Dan\u00fabio de sua cidade natal, Baja, na Hungria, a quatrocentos quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, a ideia de um &#8220;rio azul&#8221; servia como uma s\u00e1tira &#8211; ao mesmo tempo como um s\u00edmbolo de impon\u00eancia perdido &#8211; como bem sublinhou Josef Weyl, o autor da letra pro coral: &#8220;Wiener seid froh! \u2013 Oho, wie so? \/ No so blickt nur um! \u2013 Ich bitt warum? \/ Ein Schimmer des Lichts \u2013 Wir seh&#8217;n noch nichts.  Ei, Fasching ist da \u2013 Ah so, na ja!&#8221; (algo como &#8220;vienense, regojizem-se! &#8211; oh, por qual motivo?&#8221; \/ s\u00f3 olhe ao redor &#8211; por qu\u00ea? \/ Um brilho de luz &#8211; n\u00e3o vemos nenhum. \/ Ei, a festa est\u00e1 aqui &#8211; Ah, tudo bem ent\u00e3o!&#8221;).<\/p>\n<p>Tentar elevar o moral dois austr\u00edacos foi a inten\u00e7\u00e3o primeira de Strauss e de Herbeck, mas o sucesso da can\u00e7\u00e3o foi muito al\u00e9m disso, como bem sabemos hoje. A pe\u00e7a na vers\u00e3o pra coral foi executada pela primeira vez em 15 de fevereiro de 1867, mais de cento e cinquenta anos atr\u00e1s, um sucesso invej\u00e1vel pra qualquer artista pop da atualidade. O t\u00edtulo original era &#8220;An Der Sch\u00f6nen Blauen Donau&#8221;, ou &#8220;No Belo Dan\u00fabio Azul&#8221;.<\/p>\n<p>Desde o princ\u00edpio, a pe\u00e7a foi aclamada como um sucesso. O jornal Neue Fremdenblatt escreveu em 17 de fevereiro de 1867: &#8220;O n\u00famero de abertura da segunda parte foi um acerto decisivo (Schlager)&#8221; &#8211; o primeiro uso documentado da palavra alem\u00e3 &#8220;Schlager&#8221; (&#8220;schlagen&#8221; tamb\u00e9m significa &#8220;sucesso&#8221;\/&#8221;bater&#8221;\/&#8221;<em>hit<\/em>&#8220;). Ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o, o Wiener M\u00e4nnergesangsverein deu a Johann Strauss um ducado de ouro.<\/p>\n<p>Cem anos depois, um cineasta j\u00e1 tido como &#8220;amalucado&#8221; e &#8220;dif\u00edcil&#8221;, de Nova Iorque, viu em &#8220;O Dan\u00fabio Azul&#8221; a sa\u00edda pra um impasse naquela que seria a grande obra da sua vida, &#8220;2001, Uma Odisseia No Espa\u00e7o&#8221; (2001, A Space Odyssey, 1968).<\/p>\n<p>O filme celebra em 2018 cinquenta anos de seu lan\u00e7amento (exatamente dia 3 de abril de 1968) e ressuscitou uma s\u00e9rie de lembran\u00e7as dos seus bastidores e an\u00e1lises acerca da obra.<\/p>\n<p>A parceria entre Stanley Kucrick, o cineasta, e Arthur C. Clarke, o escritor e roteirista, parecia ser promissora. Kubrick era um c\u00e9tico e Clarke um otimista de f\u00e9. A vis\u00e3o de ambos, embora divergente, n\u00e3o foi exatamente conflitante, e Clarke tocou o roteiro como p\u00f4de.<\/p>\n<p>&#8220;O grande m\u00e9rito de &#8216;2001&#8217; reside na expans\u00e3o desse entendimento sobre o her\u00f3i dos mitos, que os autores aplicaram n\u00e3o a um \u00fanico indiv\u00edduo, mas \u00e0 trajet\u00f3ria de toda a humanidade&#8221;, escreveu Helen Beltrame-Linn\u00e9, no <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2018\/04\/meio-seculo-depois-2001-se-mantem-atual-e-ainda-explica-humanidade.shtml?utm_source=twitter&#038;utm_medium=social&#038;utm_campaign=comptw\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">\u00f3timo, pois de simples compreens\u00e3o a todos, artigo pra Ilustr\u00edssima, da Folha De S\u00e3o Paulo<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;&#8216;De macaco a anjo&#8217;, como Kubrick definiria mais tarde. As palavras do diretor aludiam a &#8216;Assim Falou Zaratustra&#8217; (1883), obra do fil\u00f3sofo alem\u00e3o Friedrich Nietzsche, na qual os seres humanos aparecem como uma esp\u00e9cie em transi\u00e7\u00e3o, alguma coisa entre o macaco e o que o autor chamou de &#8216;super-homem'&#8221;.<\/p>\n<p>A autora do artigo lembra que embora Clarke estivesse envolvido com o filme, foi Kubrick quem pensou tudo e pra ele era uma obra mais de sil\u00eancio e m\u00fasica do que de di\u00e1logos. Das quase duas horas e meia de filme, apenas quarenta minutos apresentam algum di\u00e1logo. A primeira palavra se d\u00e1 s\u00f3 depois de mais de vinte minutos.<\/p>\n<p>&#8220;No primeiro rascunho de roteiro&#8221;, segue o artigo, &#8220;Clarke havia escrito uma longa narrativa em <em>off<\/em>, marcadamente descritiva, que lhe parecia essencial pra dirimir d\u00favidas e incertezas do espectador. Com o filme em produ\u00e7\u00e3o, era comum que o escritor aparecesse no est\u00fadio com novas sugest\u00f5es de narra\u00e7\u00e3o, que escrevia depois de considerar incompreens\u00edveis algumas cenas filmadas. O diretor, entretanto, caminhou cada vez mais no sentido de eliminar di\u00e1logos e deixar as coisas subentendidas. Em novembro de 1967, Clarke enviou um telegrama para Kubrick: &#8216;Acabei de retornar turn\u00ea de palestras duas semanas 16 mil km passei cada minuto livre trabalhando narra\u00e7\u00e3o como solicitado&#8217;. O cineasta respondeu sem rodeios: &#8216;Lamento pela narra\u00e7\u00e3o. Conforme o filme \u00e9 montado, ficou evidente que a narra\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1ria&#8217;.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o pra Kubrick veio da m\u00fasica.<\/p>\n<p>&#8220;&#8216;Primeiro movimento: Aurora. O homem sente o poder de Deus. Andante religioso. Mas o homem ainda anseia. Ele mergulha na paix\u00e3o (segundo movimento) e n\u00e3o encontra paz. Ele se vira pra ci\u00eancia e tenta em v\u00e3o resolver os problemas da vida em uma fuga (terceiro movimento). Soam as agrad\u00e1veis m\u00fasicas de dan\u00e7a e ele se torna um indiv\u00edduo. Sua alma se eleva para cima, enquanto o mundo vai afundando debaixo dele&#8217;. Poderia ser uma sinopse po\u00e9tica de &#8216;2001&#8217;, mas se trata da introdu\u00e7\u00e3o escrita por Richard Strauss pra &#8216;Assim Falou Zaratustra&#8217;, obra musical de 1896 que ele definiu como uma sugest\u00e3o sonora do estado de esp\u00edrito do texto liter\u00e1rio. Kubrick faz uso similar da composi\u00e7\u00e3o: \u00e9 o primeiro trecho da obra de Strauss, &#8216;Aurora&#8217;, que d\u00e1 o tom daquela que se tornaria uma das aberturas mais cl\u00e1ssicas do cinema de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n<p>Conforme Kubrick ia montando o filme, ia tamb\u00e9m percebendo que tipo de m\u00fasica gostaria. &#8220;O Dan\u00fabio Azul&#8221;, a grande valsa de todos os tempos, se encaixava perfeitamente na primeira cena &#8220;do futuro&#8221;, quando o espectador \u00e9 transportado da &#8220;aurora da vida&#8221; pra um futuro  at\u00e9 aquele momento distante (e que se mant\u00e9m idealizado at\u00e9 hoje). As naves espaciais bailam ao som da valsa de Johann Strauss II. \u00c9 um verdadeiro bal\u00e9.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0ZoSYsNADtY\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UwAzXBCCQrQ\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O resultado final, apesar de incompreens\u00edvel pra audi\u00eancia &#8211; e o \u00e9 pra muitos ainda hoje &#8211; acabou gerando um sucesso de bilheteria por motivo inesperado. Se nas primeiras sess\u00f5es, as pessoas chegavam a deixar a sala de exibi\u00e7\u00e3o por n\u00e3o entenderem nada, o que fez o pr\u00f3prio diretor cortar quase vinte minutos do longa no intuito de deixar tudo mais fluido, logo uma plateia inusitada come\u00e7ou a encher as salas de cinema: usu\u00e1rios de drogas alucin\u00f3genas potencializavam os efeitos nas cenas em que as luzes coloridas da viagem no hiperespa\u00e7o apareciam. O filme venceu no boca-a-boca.<\/p>\n<p>O filme custou doze milh\u00f5es de d\u00f3lares da \u00e9poca, uma fortuna. J\u00e1 rendeu duzentos milh\u00f5es nesses cinquenta anos (sem atualiza\u00e7\u00e3o pela infla\u00e7\u00e3o, o que elevaria esse n\u00famero pra tr\u00eas ou quatro vezes mais).<\/p>\n<p>Como diz o cartaz comemorativo dos cinquenta anos, esse foi &#8220;o filme que mudou todos os filmes pra sempre&#8221;. Mas nada seria poss\u00edvel sem uma valsa que se perpetuou na hist\u00f3ria cento e cinquenta anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51649\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-danubio-azul-de-um-pais-arrasado-ao-espaco-sideral\/strauss2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/strauss2.jpg?fit=540%2C740&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,740\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"strauss2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/strauss2.jpg?fit=540%2C740&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/strauss2.jpg?resize=540%2C740\" width=\"540\" height=\"740\" class=\"alignnone size-full wp-image-51649\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/strauss2.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/strauss2.jpg?resize=219%2C300&amp;ssl=1 219w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-smiths-as-citacoes-de-morrissey-no-cinema\/\" title=\"THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA\">THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-catherine-spaak-lesercito-del-surf-1964\/\" title=\"REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)\">REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/david-shire-a-trilha-apocaliptica-nao-usada\/\" title=\"DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA\">DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/meridian-west-a-banda-obscura-sem-disco-e-quase-esquecida\/\" title=\"MERIDIAN WEST &#8211; A BANDA OBSCURA, SEM DISCO E QUASE ESQUECIDA\">MERIDIAN WEST &#8211; A BANDA OBSCURA, SEM DISCO E QUASE ESQUECIDA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-colecionador-sequestros-serial-killers-groupies-e-musica-pop\/\" title=\"O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP\">O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea j\u00e1 foi a Viena, a bela capital austr\u00edaca, dificilmente escapar\u00e1 de &#8220;O Dan\u00fabio Azul&#8221;, a valsa mais popular de todos os tempos. 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