{"id":51754,"date":"2018-04-13T14:22:35","date_gmt":"2018-04-13T17:22:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=51754"},"modified":"2018-04-24T19:53:21","modified_gmt":"2018-04-24T22:53:21","slug":"brian-deneke-morto-por-ser-punk","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/brian-deneke-morto-por-ser-punk\/","title":{"rendered":"BRIAN DENEKE: MORTO POR SER PUNK"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51755\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/brian-deneke-morto-por-ser-punk\/artigo-bombcity\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/artigo-bombcity.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"artigo-bombcity\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/artigo-bombcity.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/artigo-bombcity.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-51755\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/artigo-bombcity.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/artigo-bombcity.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Em 12 de dezembro de 1997, um atleta estudantil de 17 anos, Dustin Camp, deliberadamente passou com seu Cadillac por cima de Brian Theodoro Deneke, de 19 anos, que tinha cabelos espetados, <em>piercings<\/em>, roupa preta com tachinhas, tatuagens e se declarava anarquista e zapatista. Ele morreu no local.<\/p>\n<p>O local do crime foi a cidade de Amrillo, no Texas, conhecida por ser citada na famosa m\u00fasica &#8220;Route 66&#8221;. \u00c9 uma t\u00edpica cidade do interior, com duzentos mil habitantes e todos os preconceitos poss\u00edveis.<\/p>\n<p>O assassinato chocou a cidade e fez um certo barulho no pa\u00eds. Ainda mais por conta do resultado final do julgamento.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 contada no \u00f3timo filme &#8220;Bomb City&#8221;, do diretor e roteirista estreante em longas Jameson Brooks, lan\u00e7ado em 2017. Com alguns nomes omitidos e trocados (Dustin vira Cody Cates), o diretor narra com sutileza e sensibilidade, atuando nas indas e vindas no tempo, a hist\u00f3ria dessa tr\u00e1gica realidade n\u00e3o s\u00f3 estadunidense: a intoler\u00e2ncia ao diferente e a justi\u00e7a seletiva.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ir4IraOtads\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>No <a href=\"https:\/\/www.vice.com\/en_us\/article\/434agp\/what-the-killing-of-a-punk-in-texas-says-about-america\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">bom artigo escrito pra Vice<\/a>, em 12 de dezembro de 2017, Daisy Alioto explica que &#8220;o assassinato chocou Amarillo e a comunidade <em>punk<\/em>&#8220;. Mas foi mais do que isso. O filme &#8220;parece especialmente oportuno, dados os atuais n\u00edveis de divis\u00e3o pol\u00edtica e social na Am\u00e9rica. As diferen\u00e7as entre Deneke e Camp &#8211; homens brancos, de classe m\u00e9dia e jovens &#8211; parecem pequenas em compara\u00e7\u00e3o, resumindo-se a escolhas na m\u00fasica e no vestu\u00e1rio e as distintas culturas que cada uma habitava. Mas o curso de colis\u00e3o revela uma verdade mais doentia sobre a nossa sociedade&#8221;.<\/p>\n<p>E aqui temos a triste sutileza dessa hist\u00f3ria: os dois eram brancos e de uma classe social mais ou menos equivalente. Dustin vinha de uma fam\u00edlia influente de Amarillo, com posses e poder, tinha pais dedicados, amigos, boa educa\u00e7\u00e3o, namoricos, era um adolescente perfeitamente enquadrado no conceito de &#8220;adolescente&#8221;. Deneke, por sua vez, n\u00e3o era muito diferente: seus pais eram compreensivos e amorosos, ele tinha amigos, uma namorada, um irm\u00e3o atencioso e liberdade pra praticar suas escolhas de vida. Foram essas escolhas, no entanto, que passaram a diferenciar Dustin de Deneke. Um era o &#8220;filho perfeito&#8221;, o t\u00edpico &#8220;her\u00f3i crist\u00e3o estadunidense&#8221;. O outro era um questionador do conservadorismo local, gostando de uma m\u00fasica barulhenta e explosiva, e com &#8220;amigos baderneiros&#8221;, uma &#8220;amea\u00e7a \u00e0 sociedade&#8221;.<\/p>\n<p>Normalmente, as minorias que a sociedade isola nas periferias das oportunidades hist\u00f3ricas, como negros, ind\u00edgenas, pobres, LGBT, mulheres e pessoas com caracter\u00edsticas f\u00edsicas fora do padr\u00e3o definido pela sociedade de consumo (obesidade, nanismo, albinos etc.) oferecem casos de preconceito mais identific\u00e1veis, simplesmente porque a sociedade se fundou nesses preconceitos e agress\u00f5es (racismo, machismo, homofobia e afins). Mas quando dois jovens equivalentes na estrutura hier\u00e1rquica da sociedade doente se afastam, se odeiam e se distanciam somente pelas roupas que vestem, pela m\u00fasica que ouvem e pelo modo como se comportam, escancara-se que o problema est\u00e1 em simplesmente aceitar &#8220;o diferente&#8221;, entendendo como &#8220;diferente&#8221; qualquer coisa que incomode o <em>status quo<\/em>. A intoler\u00e2ncia aparece na sala de jantar fedendo, raivosa e horrenda pra assustar quem vive na bolha da ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Alioto \u00e9 bem feliz ao notar que o t\u00edtulo do filme, &#8220;Bomb City&#8221;, se refere \u00e0 proximidade de Amarillo com a f\u00e1brica de bombas Pantex &#8211; segundo um dos personagens, a certa altura do filme, os habitantes da cidade est\u00e3o andando por cima de um campo minado. Mas tamb\u00e9m refere-se &#8220;\u00e0 bomba-rel\u00f3gio da divis\u00e3o cultural que a cidade enfrentava no final dos anos 1990 (&#8230;) As cenas de m\u00fasica <em>punk<\/em>, <em>metal<\/em> e <em>industrial<\/em> da regi\u00e3o foram condensadas em um grupo abrangente de exc\u00eantricos, que se viam e eram vistos, por sua vez, como claramente diferentes do resto da cidade conservadora&#8221;.<\/p>\n<p>Os dois grupos, os <em>punks<\/em> e os atletas bem-nascidos, viviam em rusgas, fa\u00edscas que logo poderiam se inflamar. Naquele dia 12 de dezembro, foi exatamente o que aconteceu. Um dos atletas foi at\u00e9 a rep\u00fablica onde os <em>punks<\/em> moravam e realizavam atividades culturais pra se sustentar e depredou o local. O \u00fanico <em>punk<\/em> que estava no momento ficou puto, pegou o carro e foi at\u00e9 a pra\u00e7a central da cidade, onde normalmente o grupo de atletas se reunia. Houve uma primeira briga. O garoto voltou \u00e0 rep\u00fablica e quando os amigos retornaram, uniu o grupo e se dirigiram \u00e0 pra\u00e7a pra vingan\u00e7a. O quebra-pau rolou solto.<\/p>\n<p>Um <a href=\"http:\/\/www.dallasobserver.com\/news\/anarchy-in-amarillo-6406012\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">artigo do Dallas Observer<\/a>, lincado no texto da Vice, conta em detalhes como foi o atropelamento, descrito por Elise Thompson, uma testemunha ocular, que estava dentro do carro, desesperada (essa cena no filme tem uma crueza de revirar o est\u00f4mago).<\/p>\n<p>&#8220;Ela est\u00e1 sentada no banco de tr\u00e1s do enorme Cadillac do amigo (Dustin), e ela est\u00e1 virando e revirando os olhos por todas as janelas do carro, presenciando o caos l\u00e1 fora. O carro se move. Ela n\u00e3o consegue formar palavras, n\u00e3o consegue nem respirar. Imagens nebulosas de bast\u00f5es, cassetetes e correntes cruzavam os contornos sombrios de figuras humanas que se perseguiam, agarrando-se na cal\u00e7ada. Correntes batem contra o vidro e o metal. O carro vira, pula um meio-fio. Ela se segura contra os movimentos. Ela ouve as palavras do motorista, flutuando acima do caos, divorciadas de todo o contexto: &#8216;eu sou um ninja no meu Caddy&#8217;. Ela se vira pra frente, endireita-se no meio do banco de tr\u00e1s. Diretamente na frente do carro, ela v\u00ea um homem com o bra\u00e7o levantado, de costas pra gradil frontal do carro. Ele est\u00e1 vestido com roupas <em>punk<\/em>. Ele est\u00e1 segurando um bast\u00e3o preto. Instantaneamente ele se vira. Ele est\u00e1 olhando diretamente pra ela. O olhar, ela diz, \u00e9 de &#8216;terror total&#8217;. O carro n\u00e3o para. O corpo do homem parece rolar no cap\u00f4, ent\u00e3o \u00e9 sugado pra baixo. Ela sente uma pancada, depois outra. Ela est\u00e1 esperando, esperando desesperadamente, que seja o meio-fio, n\u00e3o o corpo. Ela se vira de novo, olhando pela janela de tr\u00e1s, e v\u00ea uma figura amarrotada na cal\u00e7ada, com os membros abertos, &#8216;sangue por toda parte&#8217;. Uma garota est\u00e1 correndo em dire\u00e7\u00e3o ao corpo. Ela ouve mais palavras do motorista: &#8216;aposto que ele gostou disso&#8217;. O carro n\u00e3o para&#8221;.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o de secar a garganta foi bem parecida com o que ela prestou no julgamento de Dustin Camp, contra o amigo assassino. \u00c9 a\u00ed que surge outro vil\u00e3o da hist\u00f3ria. Dustin, na vis\u00e3o da fil\u00f3sofa alem\u00e3 Hannah Arendt, \u00e9 v\u00edtima ou ferramenta pra &#8220;banalidade do mal&#8221; que se apresenta na sociedade. Ele foi educado pra n\u00e3o aceitar diferen\u00e7as e pra reagir com viol\u00eancia quando sua normalidade \u00e9 amea\u00e7ada. Por outro lado, o seu advogado, Warren L. Clark (que no filme virou Cameron Wilson), \u00e9 o porta-voz desse mal, dessa sociedade doente. Ele consegue convencer os jurados, a despeito do forte depoimento de Thompson, de todas as provas recolhidas e da confiss\u00e3o de Dustin de que ele atropelou Deneke, que na verdade era Deneke o vil\u00e3o. Deneke merecia morrer, porque em sua jaqueta tinha a inscri\u00e7\u00e3o &#8220;destrua tudo&#8221;, porque ele tinha &#8220;hist\u00f3rico violento&#8221; (o que n\u00e3o era realidade, segundo a pr\u00f3pria pol\u00edcia), porque ele era &#8220;uma amea\u00e7a&#8221; aos jovens&#8230; porque ele era diferente.<\/p>\n<p>Foi assim que o j\u00fari entendeu. Dustin foi sentenciado a dez anos por homic\u00eddio culposo e n\u00e3o doloso, mais uma fian\u00e7a de dez mil d\u00f3lares. Segundo essa l\u00f3gica, ele n\u00e3o tinha inten\u00e7\u00e3o de matar, estava s\u00f3 defendendo os amigos que brigavam com aqueles <em>punks<\/em>. S\u00f3 que esses dez anos podiam ser cumpridos em liberdade assistida. Dustin saiu do tribunal pela porta da frente, olhando pros pais de quem ele assassinou.<\/p>\n<p>O diretor Brooks diz que o &#8220;destrua tudo&#8221; de Deneke era uma alus\u00e3o \u00e0 sua banda preferida, a Filth, &#8220;destrua todos os preconceitos sobre todo mundo&#8221;. Uma aula de <em>punk rock<\/em> pro j\u00fari \u00e0 \u00e9poca poderia ser bem-vinda&#8230; &#8220;Destroy Everything&#8221; \u00e9 como o disco compartilhado com o Blatz, &#8220;The Shit Split&#8221;, de 1990, pela Lookout! Records, foi renomeado quando do relan\u00e7amento em 2009. O original tem sete faixas (veja abaixo) e o relan\u00e7amento \u00e9 incrementado com v\u00e1rias faixas-b\u00f4nus.<\/p>\n<p>Dustin at\u00e9 foi preso, mas em 2001, quando tinha 20 anos, por violar a liberdade assistida ao consumir bebida como menor de idade (a maioridade \u00e9 atingida aos 21). Foi sentenciado a oito anos de pris\u00e3o, o que \u00e9 curioso, j\u00e1 que s\u00e3o dois anos a menos que a pena que recebeu por assassinato, com a diferen\u00e7a aqui \u00e9 que ele realmente ficou cinco anos na cadeia. Saiu em 2006 em liberdade condicional, at\u00e9 que em 2009 sua pena acabou e ele \u00e9 hoje um homem livre, sem dever absolutamente nada pra Justi\u00e7a e pra sociedade.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 Deneke que entrou pra hist\u00f3ria. Depois de sua morte, uma s\u00e9rie de shows e homenagens foram feitas a ele. Al\u00e9m do filme, esse document\u00e1rio-reportagem foi produzido pela ABC, com entrevistas e uma boa ideia do ocorrido:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zRBZSXyTwa4\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O filme encerra-se com o famoso discurso sobre a viol\u00eancia de Marilyn Manson, ap\u00f3s o chocante <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Massacre_de_Columbine\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">massacre de Columbine<\/a>, em 1999. Tal como qualquer ato de viol\u00eancia nos Esteites, a morte de Deneke se encaixa perfeitamente na fala de Manson:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dnj3184H5JU\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Manson e Deneke se aproximam nas diferen\u00e7as e estranhezas que causam na &#8220;sociedade m\u00e9dia&#8221;. Entretanto, essa \u00e9 a maioria, a que vive confort\u00e1vel dentro dos padr\u00f5es, a que n\u00e3o aceita tais diferen\u00e7as por n\u00e3o saber lidar com elas. \u00c9 dai que surge o &#8220;mal&#8221; e os atritos e a viol\u00eancia. Deneke morreu justamente por isso: s\u00f3 por ser diferente.<\/p>\n<p>&#8220;The Shit Split&#8221; (s\u00f3 as m\u00fasicas do Filth):<br \/>\n1. The List<br \/>\n2. You Are Shit<br \/>\n3. Night Of Rage<br \/>\n4. Filth<br \/>\n5. Violence As A Solution<br \/>\n6. Scarred For Life<br \/>\n7. Banned From The Pubs<\/p>\n<p>Ou\u00e7a na \u00edntegra a vers\u00e3o com as faixas-b\u00f4nus:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uPPWgbIGd08\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-smiths-as-citacoes-de-morrissey-no-cinema\/\" title=\"THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA\">THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-catherine-spaak-lesercito-del-surf-1964\/\" title=\"REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)\">REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/david-shire-a-trilha-apocaliptica-nao-usada\/\" title=\"DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA\">DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/meridian-west-a-banda-obscura-sem-disco-e-quase-esquecida\/\" title=\"MERIDIAN WEST &#8211; A BANDA OBSCURA, SEM DISCO E QUASE ESQUECIDA\">MERIDIAN WEST &#8211; A BANDA OBSCURA, SEM DISCO E QUASE ESQUECIDA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-colecionador-sequestros-serial-killers-groupies-e-musica-pop\/\" title=\"O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP\">O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 12 de dezembro de 1997, um atleta estudantil de 17 anos, Dustin Camp, deliberadamente passou com seu Cadillac por cima de Brian Theodoro Deneke, [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":51755,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2363],"tags":[54,2561],"class_list":["post-51754","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-cinema","tag-filth"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/artigo-bombcity.jpg?fit=540%2C300&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-dsK","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51754","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51754"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51754\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51755"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51754"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51754"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51754"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}