{"id":52328,"date":"2018-07-10T22:02:25","date_gmt":"2018-07-11T01:02:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=52328"},"modified":"2018-08-08T13:10:06","modified_gmt":"2018-08-08T16:10:06","slug":"os-bastidores-do-video-de-billie-jean-um-toque-de-midas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-bastidores-do-video-de-billie-jean-um-toque-de-midas\/","title":{"rendered":"OS BASTIDORES DO V\u00cdDEO DE &#8220;BILLIE JEAN&#8221; &#8211; UM TOQUE DE MIDAS"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"52340\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-bastidores-do-video-de-billie-jean-um-toque-de-midas\/michaeljackson2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/michaeljackson2.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"michaeljackson2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/michaeljackson2.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/michaeljackson2.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-52340\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/michaeljackson2.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/michaeljackson2.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Steve Barron come\u00e7ou como come\u00e7am quase todos em qualquer profiss\u00e3o: &#8220;por baixo&#8221;; no caso, assistente de c\u00e2mera, um nome chique de quem servia ch\u00e1 pra quem de fato operava os equipamentos. Apesar disso, o come\u00e7o foi em produ\u00e7\u00f5es de diretores renomados, como &#8220;Os Duelistas&#8221;, a estreia de Ridley Scott em 1977; &#8220;Uma Ponte Longe Demais&#8221;, filme do mesmo ano de Sir Richard Attenborough; e at\u00e9 mesmo no &#8220;Superman&#8221; de Richard Donner, lan\u00e7ado em 1978, trabalho pelo qual ele sequer foi creditado.<\/p>\n<p>Mas isso demorou pouco. Bem pouco. Em 1978 e 1979, ele j\u00e1 estava dirigindo v\u00eddeos pro The Jam, &#8220;Strange Town&#8221;, <a href=\"https:\/\/youtu.be\/GO-3oXkZwPg\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;When You&#8217;re Young&#8221;<\/a>, &#8220;<a href=\"https:\/\/youtu.be\/AE1ct5yEuVY\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Going Underground<\/a>&#8221; e &#8220;Dreams Of Children&#8221; (os \u00faltimos tr\u00eas em 1979), gra\u00e7as \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o com Paul Weller e por circular com gente como Siouxsie Sioux e companhia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/omJZ3z5PYSY\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>N\u00e3o eram pe\u00e7as visuais muito animadoras. Mas o conv\u00edvio com Paul Weller o levou a dirigir outros clipes, como &#8220;Time For Action&#8221; e &#8220;My World&#8221;, do Secret Affair; e &#8220;Antmusic&#8221;, do Adam &#038; The Ants.<\/p>\n<p>O estilo cinematogr\u00e1fico ca\u00eda bem \u00e0 premissa da rec\u00e9m-nascida MTV e da\u00ed foi um pulo pra Barron chegar a outros clipes e faixas famosas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Rm9drIwmmU4\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>S\u00f3 em 1981 e 1982, ele dirigiu uma lista enorme de grandes sucessos &#8211; na MTV e nas r\u00e1dios: &#8220;<a href=\"https:\/\/youtu.be\/uPudE8nDog0\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Don&#8217;t You Want Me<\/a>&#8221; e <a href=\"https:\/\/youtu.be\/1M8a8ox_QeM\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Love Action&#8221;<\/a>, ambas do The Human League; <a href=\"https:\/\/youtu.be\/33W3kMS2vp0\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Penthouse And Pavement&#8221;<\/a>, do Heaven 17; <a href=\"https:\/\/youtu.be\/tX55HEX0hb0\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Promise You A Miracle&#8221;<\/a>, do Simple Minds; <a href=\"https:\/\/youtu.be\/vmwMhjbThKg\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Maid Of Orleans&#8221;<\/a>, do OMD; <a href=\"https:\/\/youtu.be\/ezRluiaRBgg\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Hold Me&#8221;<\/a>, do Fleetwood Mac; os megasucessos <a href=\"https:\/\/youtu.be\/FTQbiNvZqaY\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Africa&#8221;<\/a> e <a href=\"https:\/\/youtu.be\/qmOLtTGvsbM\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Rosanna&#8221;<\/a>, do Toto; <a href=\"https:\/\/youtu.be\/PJwt2dxx9yg\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Steppin&#8217; Out&#8221;<\/a>, <a href=\"https:\/\/youtu.be\/BA65lg1HWt4\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Real Men&#8221;<\/a> e <a href=\"https:\/\/youtu.be\/n7IGRNWVQkc\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Breaking Us In Two&#8221;<\/a>, de Joe Jackson; e j\u00e1 em 1983, <a href=\"https:\/\/youtu.be\/l_kN_DJQJ3U\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Pale Shelter&#8221;<\/a>, a m\u00fasica que lan\u00e7aria o Tears For Fears; <a href=\"https:\/\/youtu.be\/pufec0Hps00\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Burnin&#8217; Up&#8221;<\/a>, de uma pulsante estrela chamada Madonna.<\/p>\n<p>No meio de tanta atividade, no final de 1982, Barron recebeu o convite que mudaria a vida dele. Ele ficara no radar por conta do v\u00eddeo de &#8220;Don&#8217;t You Want Me&#8221;, do The Human League, que atingiu o topo da parada inglesa, e quando o chamaram pra fazer um v\u00eddeo pra Michael Jackson, n\u00e3o se empolgou muito. &#8220;Jackson n\u00e3o estava na boca de todos&#8221;, admitiu pro <a href=\"https:\/\/www.telegraph.co.uk\/culture\/music\/michael-jackson\/11271754\/The-camera-literally-steamed-up-how-I-made-the-video-for-Michael-Jacksons-Billie-Jean.html\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">The Telegraph, em 2014<\/a>. &#8220;Lembro que o convite veio alguns meses antes de &#8216;Thriller&#8217; ser lan\u00e7ado. Havia, claro, uma magia aparecendo em Michael Jackson, mas eu tava mais empolgado com coisas como o Human League. Minha esposa estava gr\u00e1vida do nosso primeiro filho e minha rea\u00e7\u00e3o inicial foi do tipo &#8216;ah, n\u00e3o creio que consigo fazer esse trabalho&#8217;. N\u00e3o era nada do tipo &#8216;eu <em>tenho<\/em> que pegar esse trabalho&#8217;. Foi minha esposa que me convenceu a aceitar&#8221;.<\/p>\n<p>Barron nasceu em 4 de maio de 1956, em Dublin, na Irlanda, e tinha menos de vinte e sete anos quando recebeu o convite. Estava mais pra um admirador do <em>punk<\/em> e do nascente p\u00f3s-punk e dos <em>new romantics<\/em> do que de qualquer coisa que viesse dos Esteites. Sua m\u00e3e, Zelda, foi diretora de cinema. Seu pai, Ray, um ator. Steve n\u00e3o queria nada com aquilo, a princ\u00edpio. Chegou a largar os estudos pra tentar ser jogador de futebol, mas a vida noturna dos <em>pubs<\/em> e sua predile\u00e7\u00e3o pela m\u00fasica eram incompat\u00edveis com a vida de atleta.<\/p>\n<p>&#8220;A m\u00fasica era o que realmente me interessava. Saindo com o pessoal do The Jam e da Siouxsie And The Banshees, a gente invariavelmente acabava no Speakeasy Club (<em>famoso lugar de shows em Londres<\/em>), ent\u00e3o minha vida social girava em torno da m\u00fasica e n\u00e3o do cinema, ou dos esportes&#8221;, disse em entrevista ao mesmo The Telegraph. &#8220;O pessoal das bandas eram meus amigos e todos eles estavam curiosos sobre meu trabalho em grandes filmes. N\u00e3o havia quase ningu\u00e9m que trabalhasse com m\u00fasica e cinema. N\u00e3o havia de fato uma integra\u00e7\u00e3o. De repente, eu vi uma ponte pra isso, mesmo que eu estivesse s\u00f3 iniciando no cinema, afinal o pessoal da m\u00fasica n\u00e3o via diferen\u00e7a entre ser assistente de c\u00e2mera e um diretor de cinema. Ent\u00e3o, meio que falaram: &#8216;voc\u00ea pode fazer pra gente um desses filmes que voc\u00ea faz a\u00ed?&#8221;.<\/p>\n<p>O primeiro clipe que Barron dirigiu foi de &#8220;Another Girl Another Planet&#8221;, do The Only Ones. Mas a amizade com o The Jam, uma banda que estava se tornando realmente grande, \u00e9 que fez o diretor dar o salto na carreira. &#8220;No come\u00e7o, eu n\u00e3o era de fato amigo deles. Estava tentando filmar o dia no Reading Fesatival em que eles eram os <em>headliners<\/em>, ent\u00e3o encontrei o agente da banda e fizemos uma filmagem. O Jam estava ciente de que eu estava tentando juntar essas coisas, m\u00fasica e filme. Na \u00e9poca, o que eu estava produzindo n\u00e3o era chamado de v\u00eddeos; eles foram chamados de filmes promocionais. Lembro-me de ter mudado entre 1978 e 1980. No come\u00e7o, as bandas estavam dizendo &#8216;compre um desses filmes promocionais&#8217; e, de repente, era um caso de &#8216;compre um desses v\u00eddeos&#8217;. Foi ent\u00e3o que o videoclipe nasceu&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uPudE8nDog0\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Michael Jackson havia visto o v\u00eddeo de &#8220;Don&#8217;t You Want Me&#8221; e se encantado com a cinematografia. O empres\u00e1rio de Jackson queria que o v\u00eddeo fosse m\u00e1gico, n\u00e3o queria um &#8220;videoclipe com hist\u00f3ria&#8221;, mas que fosse um &#8220;peda\u00e7o de um filme&#8221;, uma pe\u00e7a cinematogr\u00e1fica. Esse era o <em>briefing<\/em>. N\u00e3o era muita coisa.<\/p>\n<p>Quem trabalha com publicidade sabe que o pedido de &#8220;criatividade&#8221; sempre vem atrelado a pouco dinheiro. Nesse caso, n\u00e3o foi diferente. Havia cinquenta mil d\u00f3lares de or\u00e7amento. Pra se ter uma ideia, &#8220;Beat It&#8221;, filmado pouco mais de um m\u00eas depois de &#8220;Billie Jean&#8221;, custou trezentos mil d\u00f3lares; e o v\u00eddeo de &#8220;Thriller&#8221;, a faixa-t\u00edtulo que ganhou tratamento realmente cinematogr\u00e1fico e de curta-metragem, chegou a dois milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Outra compara\u00e7\u00e3o: &#8220;Don&#8217;t You Want Me&#8221; foi filmado em 35mm, o tipo de filme utilizado nas produ\u00e7\u00f5es de Hollywood. Pra &#8220;Billie Jean&#8221;, com tal or\u00e7amento, Barron teve que recorrer ao 16mm, mais utilizado em produ\u00e7\u00f5es de baixo or\u00e7amento, independentes e de curta metragem.<\/p>\n<p>&#8220;A inspira\u00e7\u00e3o veio de uma ideia que tive pra um v\u00eddeo anterior de Joan Armatrading: o lance do &#8216;toque de midas&#8217;. O plano era que por onde Michael Jackson passasse, tudo virasse ouro. Escrevi o conceito e mandei um fax pro Michael e a resposta foi que Michael havia adorado, mas ele queria se sentir como um Peter Pan&#8221;.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, Barron se encontrou com Michael Jackson. &#8220;Ele era doce, super quieto, super tranquilo, e bastante interessado sobre o que eu planejava filmar, at\u00e9 pareceu bastante interessado em saber mais sobre mim&#8221;.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo era fazer os <em>storyboards<\/em> (que s\u00e3o desenhos que decupam as cenas do roteiro). Quando Barron os mostrou a Jackson, havia dois quadros sem nada, um pedido do empres\u00e1rio do cantor, que era o espa\u00e7o onde Jackson dan\u00e7aria \u00e0 vontade. &#8220;Michael estava at\u00e9 praticando em frente ao espelho&#8221;, contou.<\/p>\n<p>&#8220;Contei a Michael a ideia desse <em>paparazzo<\/em> que o segue, que era levemente baseado no que ele me disse ser o conceito b\u00e1sico da can\u00e7\u00e3o: algo que ele leu num jornal sobre um detetive particular&#8221;. &#8220;Billie Jean&#8221;, ao que consta, \u00e9 uma &#8220;homenagem&#8221; \u00e0s <em>groupies<\/em> que seguiam Michael desde a \u00e9poca do Jackson Five, quando ele ainda era um guri.<\/p>\n<p>O problema do &#8220;toque de midas&#8221; era o or\u00e7amento baixo. A grana n\u00e3o permitia que todos os ladrilhos se acendessem como planejado, e Barron teve que se desculpar com Jackson e dizer em quais quadrados ele deveria andar e dan\u00e7ar, uma inconveni\u00eancia que Jackson levou &#8211; literalmente &#8211; no p\u00e9. Assim, o clima de improviso acabou respingando tamb\u00e9m no astro principal. A dan\u00e7a de Jackson foi improvisada.<\/p>\n<p>De qualquer forma, Barron ficou impressionado com o que viu. &#8220;Billie Jean&#8221; era o primeiro v\u00eddeo promocional do disco e a gravadora, a CBS, n\u00e3o queria liberar mais verba (custaria mais cinco mil d\u00f3lares, ou dez por cento do or\u00e7amento original), de modo que Jackson compreendeu que aquela era a ideia que dava pra ser realizada, a despeito do que ele realmente queria fazer. Por exemplo: Jackson queria que os manequins da loja de ternos ganhassem vida e dan\u00e7assem com ele. N\u00e3o foi poss\u00edvel, por falta de verba.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"52339\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-bastidores-do-video-de-billie-jean-um-toque-de-midas\/michaeljackson1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/michaeljackson1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"michaeljackson1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/michaeljackson1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/michaeljackson1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-52339\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/michaeljackson1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/michaeljackson1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 nada como aquele momento em que ele de fato dan\u00e7ou. Ele est\u00e1 na ponta dos p\u00e9s girando e eu estou olhando pra essa criatura sobre-humana atrav\u00e9s da c\u00e2mera e ela estava fervendo com intensidade. Assim que desliguei a c\u00e2mera no final da tomada e estava&#8230; uau! UAU!&#8221;, descreveu.<\/p>\n<p>&#8220;Eu havia dito pra ele um dia antes de come\u00e7ar a filmar quais os quadrados iriam acender e que desse modo ele n\u00e3o poderia ir e dan\u00e7ar onde quisesse&#8221;. Mas Michael n\u00e3o ensaiou, pelo menos n\u00e3o com o diretor. Barron estava ansioso pra descobrir o que sairia dali.<\/p>\n<p>&#8220;Quando o refr\u00e3o se aproximou, ele come\u00e7ou a mover a perna um pouco mais e ent\u00e3o o refr\u00e3o veio e ele pulou nessa dan\u00e7a que era diferente de tudo que eu j\u00e1 tinha visto. Foi simplesmente extraordin\u00e1rio, instintivo. Ele juntou tudo e transformou no que vimos. Ele ferveu tudo. A c\u00e2mera literalmente emba\u00e7ou, a ocular subiu por causa do calor. Ele quase desapareceu em uma n\u00e9voa atrav\u00e9s da lente, o que a tornou ainda mais parecida com um momento totalmente surreal. Uau!&#8221;.<\/p>\n<p>Michael ajudou na montagem do filme, que aconteceu em Londres. Escolheu tomadas e especialmente a parte da dan\u00e7a que \u00e9 montada com a tela dividida. Parecia tudo bem. Mas n\u00e3o. &#8220;Lembro que, umas duas semanas depois, ouvi dizer que a MTV n\u00e3o ia passar &#8216;Billie Jean&#8217;. Eles justificaram dizendo que n\u00e3o era a audi\u00eancia deles. Ent\u00e3o, ouvi que a CBS ligou furiosa pra MTV: &#8216;como esse baita disco de sucesso, com esse v\u00eddeo incr\u00edvel, e esse artista enorme n\u00e3o \u00e9 sua audi\u00eancia, ent\u00e3o quem \u00e9 sua audi\u00eancia?&#8217;. A resposta \u00e9 que eles representavam aquela Am\u00e9rica mediana. N\u00e3o acho que &#8216;branco&#8217; ou &#8216;negro&#8217; foi usado alguma hora. MTV estava bem no come\u00e7o. A emissora n\u00e3o sabia o que era, n\u00e3o sabia o que iria se tornar, e certamente n\u00e3o fazia ideia que Michael Jackson iria se tornar a MTV. Eles estavam lutando contra aquilo que faria deles o imp\u00e9rio que se tornaram&#8221;. A MTV achava que &#8220;m\u00fasica negra&#8221; n\u00e3o era &#8220;rock&#8221; o suficiente, n\u00e3o era &#8220;jovem&#8221; o suficiente pro estadunidense m\u00e9dio. Mas &#8220;Billie Jean&#8221; quebrou essa barreira. Se tornou o primeiro clipe de um artista negro a rodar com regularidade na televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Barron conta essa hist\u00f3ria por tr\u00e1s do clipe no seu livro &#8220;Egg&#8217; n&#8217; Chips &#038; Billie Jean: A Trip Through The Eighties&#8221;, lan\u00e7ado em 2014, pela CreateSpace Independent, sem tradu\u00e7\u00e3o pro Brasil. <a href=\"http:\/\/www.eggnchipsandbilliejean.com\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">H\u00e1 um site sobre o livro<\/a>, que pouco informa, pra quem tiver curiosidade.<\/p>\n<p>Depois do sucesso de &#8220;Billie Jean&#8221;, v\u00eddeo e m\u00fasica, Barron decolou sua carreira pra uma altura maior e com mais ousadia. Ele filmou clipes importantes como <a href=\"https:\/\/youtu.be\/wTP2RUD_cL0\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Money For Nothing&#8221;<\/a>, o hipersucesso da MTV, que rendeu rios de dinheiro do Dire Straits, em 1985; trabalhou com Supertramp em <a href=\"https:\/\/youtu.be\/cvfoyXfcwVU\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Cannonball&#8221;<\/a> (1985), Paul McCartney em &#8220;Pretty Little Head&#8221; (1986); ZZ Top, <a href=\"https:\/\/youtu.be\/Z_4ULKpkLNc\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Rough Boy&#8221;<\/a> e <a href=\"https:\/\/youtu.be\/TKJymx2KDWo\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Sleeping Bag&#8221;<\/a> (ambos de 1986); David Bowie, em <a href=\"https:\/\/youtu.be\/CvLnPO9t4Wg\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;As The World Falls Down&#8221;<\/a> e <a href=\"https:\/\/youtu.be\/CwVqOs3Aess\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Underground&#8221;<\/a> (ambos de 1986); e uma s\u00e9rie de v\u00eddeos pro A-Ha, que ajudou a fazer a banda explodir pelo mundo, incluindo o inovador <a href=\"https:\/\/youtu.be\/djV11Xbc914\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Take On Me&#8221;<\/a> (1985), que misturava anima\u00e7\u00e3o e <em>real action<\/em>.<\/p>\n<p>Mais do que isso: Barron foi pro cinema literalmente. Estreou na dire\u00e7\u00e3o com &#8220;Amores Eletr\u00f4nicos&#8221; (&#8220;Electric Dreams&#8221;, de 1984) e conseguiu bater recordes de bilheteria com o independente &#8220;As Tartarugas Ninja&#8221; (&#8220;Teenage Mutant Ninja Turtles&#8221;, de 1990), que rendeu mais de duzentos milh\u00f5es de d\u00f3lares. Produziu outra s\u00e9rie de filmes e dirigiu outros tantos, embora nenhum com relev\u00e2ncia art\u00edstica.<\/p>\n<p>O v\u00eddeo de &#8220;Billie Jean&#8221; talvez seja a sua grande contribui\u00e7\u00e3o atr\u00e1s das c\u00e2meras, pelo significado que teve na carreira de Michael Jackson, no nascimento da MTV e por sedimentar com seu toque de midas a for\u00e7a dos videoclipes.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Zi_XLOBDo_Y\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-numeros-por-tras-dos-certificados-de-vendas-musicais\/\" title=\"OS N\u00daMEROS POR TR\u00c1S DOS CERTIFICADOS DE VENDAS MUSICAIS\">OS N\u00daMEROS POR TR\u00c1S DOS CERTIFICADOS DE VENDAS MUSICAIS<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/10-videos-em-versao-lego\/\" title=\"10 V\u00cdDEOS EM VERS\u00c3O LEGO\">10 V\u00cdDEOS EM VERS\u00c3O LEGO<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-o-artista-versus-o-ser-humano\/\" title=\"PENSE OU DANCE: O ARTISTA VERSUS O SER HUMANO\">PENSE OU DANCE: O ARTISTA VERSUS O SER HUMANO<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/1001-videoclips-para-ver-antes-de-morrer\/\" title=\"1001 VIDEOCLIPS PARA VER ANTES DE MORRER\">1001 VIDEOCLIPS PARA VER ANTES DE MORRER<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-25-momentos-musicais-que-sacudiram-o-mundo\/\" title=\"OS 25 MOMENTOS (MUSICAIS) QUE SACUDIRAM O MUNDO\">OS 25 MOMENTOS (MUSICAIS) QUE SACUDIRAM O MUNDO<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Steve Barron come\u00e7ou como come\u00e7am quase todos em qualquer profiss\u00e3o: &#8220;por baixo&#8221;; no caso, assistente de c\u00e2mera, um nome chique de quem servia ch\u00e1 pra [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":52340,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2363],"tags":[65],"class_list":["post-52328","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-michael-jackson"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/michaeljackson2.jpg?fit=540%2C300&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-dC0","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52328","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52328"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52328\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}