{"id":52838,"date":"2018-09-24T17:56:47","date_gmt":"2018-09-24T20:56:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=52838"},"modified":"2018-10-15T09:15:53","modified_gmt":"2018-10-15T12:15:53","slug":"acidas-os-cupins-e-um-dilema-moderno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-os-cupins-e-um-dilema-moderno\/","title":{"rendered":"\u00c1CIDAS: OS CUPINS E UM DILEMA MODERNO"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"52844\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-os-cupins-e-um-dilema-moderno\/acidas15\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/acidas15.png?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"acidas15\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/acidas15.png?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/acidas15.png?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-52844\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/acidas15.png?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/acidas15.png?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>A casa se desmontava. L\u00e1 pelas tantas, mesmo ap\u00f3s passar pano e aspirar aquele p\u00f3 de serra, ainda flutuavam no ar part\u00edculas min\u00fasculas que viriam a se encaminhar aos nossos pulm\u00f5es. De madeira o piso, os m\u00f3veis da sala e da cozinha. No quarto, a cama precisava de refor\u00e7o constante. Na grande \u00e1rvore em frente, as lascas de soltavam como papel. V\u00e1rios profissionais foram chamados pra resolver a situa\u00e7\u00e3o e nada deu jeito: os cupins estavam desgra\u00e7ando o nosso passado, o nosso presente, o nosso patrim\u00f4nio.<\/p>\n<p>Cupins s\u00e3o importantes na cadeia alimentar, t\u00eam importante papel ecol\u00f3gico, funcionando como consumidores prim\u00e1rios e decompositores. S\u00e3o bichinhos que auxiliam na prepara\u00e7\u00e3o do solo, na distribui\u00e7\u00e3o de nutrientes na terra e na irrita\u00e7\u00e3o de quem n\u00e3o cuida previamente dos m\u00f3veis e estruturas da casa &#8211; nesse caso, minha fam\u00edlia e eu mesmo.<\/p>\n<p>Gastamos muito dinheiro pra deixar todos os m\u00f3veis e principalmente a casa um lugar n\u00e3o acolhedor pra esses seres. Deu um baita trabalho, uma baita dor de cabe\u00e7a e custou um baita dinheiro. Porque cupins meio que se assentam no ambiente como uma praga que s\u00f3 vai ser descoberta quando o estrago j\u00e1 est\u00e1 no processo catastr\u00f3fico. \u00c9 como muita coisa na vida.<\/p>\n<p>\u00c9 como o fascismo que est\u00e1 corroendo a nossa sociedade e democracia, gra\u00e7as a um candidato que prega a ignor\u00e2ncia e a estupidez e quem sabe o auto-golpe &#8211; o uso da democracia pra acabar com ela.<\/p>\n<p>N\u00e3o, cupins n\u00e3o acabam com o pr\u00f3prio meio, a natureza \u00e9 esperta o suficiente pra evitar que o instintivo guia de suas esp\u00e9cies fa\u00e7a isso. Com exce\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica: a humana. Somos capazes e, diria, diletos em auto-destrui\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00f3 a democracia, mas da pr\u00f3pria esp\u00e9cie mesmo. Incapazes de gerir uma sociedade a contento, buscamos organizar a l\u00f3gica em ideologias diversas que invariavelmente v\u00e3o desagradar uma parcela qualquer de pessoas. Nunca h\u00e1 consenso e \u00e9 justamente o equil\u00edbrio desse entendimento de que n\u00e3o h\u00e1 consenso e a busca do di\u00e1logo pra resolver o dissenso \u00e9 que nos faz uma sociedade superior.<\/p>\n<p>Argumentar, buscar o diferente, discutir, debater s\u00e3o alguns verbos que nos fazem diferentes de cupins, por exemplo, em termos de sociedade. O cupim reprodutor n\u00e3o pode simplesmente deixar de cumprir sua fun\u00e7\u00e3o pra ser o cupim oper\u00e1rio ou um soldado. Ele \u00e9 o que \u00e9. N\u00e3o tem debate, n\u00e3o tem senado, n\u00e3o tem elei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem discord\u00e2ncia. N\u00f3s podemos fazer isso e ainda \u00e9 o melhor jeito de apaziguarmos as diferen\u00e7as na busca de viver na paz poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Se a gente n\u00e3o pode acabar com fascistas usando veneno (como eles gostariam de fazer com quem discorda deles) ou esmag\u00e1-los com um chinelo, temos que criar mecanismos pra que eles n\u00e3o surjam &#8211; educa\u00e7\u00e3o e leis s\u00e3o dois desses mecanismos. O mesmo vale pra todas as outras coisas do mundo. No futebol, temos que conviver em paz com os rivais, aturando a brincadeira nas derrotas e sabendo parar a zoa\u00e7\u00e3o nas vit\u00f3rias. Nas artes, temos que aguentar o que \u00e9 &#8220;feio&#8221; (a partir da nossa subjetividade) pra poder ter acesso ao que nos \u00e9 &#8220;belo&#8221;.<\/p>\n<p>S\u00f3 que obviamente nem tudo s\u00e3o flores. Os cupins da sociedade est\u00e3o carcomendo a l\u00f3gica de facilita\u00e7\u00e3o da conviv\u00eancia. Pra qu\u00ea facilitar se podemos complicar?<\/p>\n<p>No novo s\u00e9culo, o acesso e a divulga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica deveriam ser amplos, com os meios &#8220;democratizados&#8221;. Deveriam, mas ocorre justamente o oposto. Como cupins, a sanha capitalista das grandes corpora\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria v\u00e3o retorcendo os meandros na nossa mob\u00edlia de acesso, de modo que ficamos s\u00f3 com o p\u00f3 de serra que eles deixam. A gente ouve o que eles querem que a gente ou\u00e7a. Seja o sertanejo universit\u00e1rio; seja o funk proibid\u00e3o, que apesar de emergir das camadas perif\u00e9ricas das grandes cidades, utiliza dos algor\u00edtimos das grandes corpora\u00e7\u00f5es pra ampliar seu espectro e literalmente ganhar dinheiro, j\u00e1 ningu\u00e9m quer mudar nada socialmente; seja o rock carcomido pela idade; seja a m\u00fasica torta, que vive nos submundos onanisticamente falando consigo mesma, pros seus e entre os seus; n\u00e3o importa: estamos cada vez mais pregui\u00e7osos, ou tanto quanto sempre fomos, recebemos o que querem que a gente receba.<\/p>\n<p>Tentam me convencer que o <em>rap<\/em>, o <em>hip hop<\/em>, a m\u00fasica eletr\u00f4nica, tudo o que chega da gringol\u00e2ndia vende como &#8220;inovador&#8221; seja de fato inovador e n\u00e3o uma retro-alimenta\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 existe, mas com outra roupagem e com um discurso mais atual. Falar com minorias e com peda\u00e7os perif\u00e9ricos da sociedade \u00e9 \u00f3timo, afinal ningu\u00e9m quer s\u00f3 gente branca fazendo m\u00fasica pra gente branca, o que mais se quer \u00e9 ampliar o espectro.<\/p>\n<p>S\u00f3 que mesmo assim, s\u00f3 se ouve o que eles querem que a gente ou\u00e7a. Os &#8220;g\u00eanios&#8221; s\u00e3o quem eles querem que a gente ache que s\u00e3o g\u00eanios. Divas pop viraram centro magn\u00e9tico de um certo grau de &#8220;genialidade&#8221;. <em>Rappers<\/em> e produtores negros, que falam sobre seus pr\u00f3prios problemas e ganham mares de dinheiro com isso, tornam-se \u00fanica fonte de &#8220;inova\u00e7\u00e3o&#8221;. \u00c9 isso ou revisionismo. Em que casta voc\u00ea est\u00e1?<\/p>\n<p>Eu sou um privilegiado, <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-o-inimigo-nao-dorme\/\">como j\u00e1 contei em outro artigo<\/a>. A m\u00fasica feita com guitarras e certa f\u00faria adolescente v\u00e3 sempre me atraiu. Adoro o revisionismo que sempre se fez do passado, reacendendo sons que foram se enchendo de teias de aranha. N\u00e3o busco &#8220;originalidade&#8221;, sabendo que isso \u00e9 algo bem mais dif\u00edcil do que expulsar cupins de uma casa infestada.<\/p>\n<p>N\u00e3o vou na onda das publica\u00e7\u00f5es superlativas estrangeiras que, na incapacidade de bombar suas &#8220;novas descobertas&#8221;, inflam os artistas que mais pagam jab\u00e1.<\/p>\n<p>Talvez, o que se deva fazer \u00e9 chegar ao meio-termo e discutir, debater (muitas vezes consigo mesmo) e questionar o que nos vendem como &#8220;genial&#8221;. A juventude hoje est\u00e1 esquecendo do rock, porque o rock envelheceu, podre por dentro. A juventude est\u00e1 nos sertanejos, nos <em>raps<\/em> importados, nos proibid\u00f5es, porque \u00e9 o que querem que achemos que \u00e9 inovador e contestador, mesmo sendo o mais-do-mesmo embalado com discurso ou com f\u00faria adolescente. Querem que acreditemos nisso ou naquilo. Podemos, ent\u00e3o, tentar acreditar no que quisermos acreditar. Ou no que quisermos gostar, sem grilos.<\/p>\n<p>\u00c9 o meu caso quando ouvi dois discos bem pr\u00f3ximos um do outro, recentemente. Ambos feito por gente branca pra gente branca velha (eu creio), com quase a totalidade de revisionismo em sua f\u00f3rmula, e que tenta sair um tanto da l\u00f3gica vendida como &#8220;inovador&#8221; como se ser &#8220;inovador&#8221; fosse a \u00fanica caracter\u00edstica poss\u00edvel.<\/p>\n<p>O primeiro \u00e9 o &#8220;V&#8221;, do Wooden Shjips, uma das bandas do maluco barbado Ripley Johnson. O disco foi lan\u00e7ado em janeiro e at\u00e9 hoje n\u00e3o sai da minha cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>S\u00e3o sete m\u00fasicas que parecem ter sido criadas em 1970, com uns aditivos na cabe\u00e7a. Revisionismo puro, um olhar pro passado, n\u00e3o tem nada, necas de originalidade. Porque n\u00e3o precisa. Tem um fundo pol\u00edtico (&#8220;V&#8221; n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o quinto disco da banda, \u00e9 tamb\u00e9m &#8220;v&#8221; da vit\u00f3ria contra a tirania, contra os fascistas que querem acabar com liberdades individuais, e no caso Johnson est\u00e1 apontando o dedo pra Donald Trump, a vers\u00e3o esbranqui\u00e7ada e t\u00e3o amalucada quanto o candidato fascista nosso).<\/p>\n<p>O curioso de &#8220;V&#8221; \u00e9 que \u00e9 mais uma prova de que o Wooden Shjips n\u00e3o faz m\u00fasica ruim, n\u00e3o faz disco ruim, porque n\u00e3o faz m\u00fasica pra bombar na Internet, n\u00e3o fita a juventude com discursos f\u00e1ceis e vazios (n\u00e3o seria a juventude que deveria virar os olhos pra al\u00e9m do que lhe oferecem?).<\/p>\n<p>O senhor Johnson faz as cabe\u00e7as com cabelos brancos, como a dele mesmo. Um tioz\u00e3o doid\u00e3o, que vive um tanto \u00e0 margem dessa maluquice mercadol\u00f3gica, vivendo de shows aqui e ali. Um <em>hippie<\/em> moderno, mas um m\u00f3vel bem cuidado contra os cupins da pretensa modernidade de mercado.<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 373px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=288507213\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/woodenshjips.bandcamp.com\/album\/v\">V. by Wooden Shjips<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>O outro \u00e9 o novo do Beak>, trio que tem nas suas fileiras Geoff Barrow (do Portshead), Billy Fuller (baixista do Robert Plant e do Massive Attack) e Will Young. \u00c9 o terceiro disco dos caras, o mais acess\u00edvel, misturando <em>krautrock<\/em>, <em>post-rock<\/em>, <em>folk<\/em> e viagens n\u00e3o declaradas.<\/p>\n<p>Creio que &#8220;>>>&#8221; (o nome do disco \u00e9 esse) \u00e9 o trabalho mais arrebatador do trio. Mas tamb\u00e9m \u00e9 revisionismo puro, um olhar reverencial ao passado, sabendo mastigar suas refer\u00eancias. Como o Wooden Shjips, o Beak> consegue se manter longe dos cupins da desinforma\u00e7\u00e3o e da pregui\u00e7a.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Brean Down&#8221;, &#8220;Harvester&#8221;, &#8220;All\u00e9 Sauvage&#8221; e &#8220;Abbots Leigh&#8221; e entenda porque a m\u00fasica n\u00e3o precisa ser exatamente um alvo pra se cravar uma falsa modernidade, mas \u00e9 um estabelecimento de informa\u00e7\u00f5es recicladas, reajustadas e retrabalhadas. E que, assim, pode ser t\u00e3o rica e potente quanto qualquer discurso program\u00e1tico e programado pra catapultar f\u00farias adolescentes.<\/p>\n<p>N\u00f3s podemos chegar a um meio termo nesse dilema? Precisamos de m\u00fasica furiosa pra fazer jovens sa\u00edrem da mesmice do sistema, mas ao mesmo tempo precisamos que eles pensem por conta pr\u00f3pria. N\u00e3o vai ser consumindo a m\u00fasica carcomida pelos cupins do jab\u00e1 programado do mercado de consumo (das suas revistas, sites e &#8220;formadores de conte\u00fado&#8221;), nem tampouco a m\u00fasica podre e envelhecida feita pelos mesmos tioz\u00f5es branquelos de sempre. O jovem precisa procurar algo fora do usual, o que vai lhe dar ganas e n\u00e3o s\u00f3 grana pros bolsos de sempre.<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 472px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=581054831\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/beak.bandcamp.com\/album\/-\">&gt;&gt;&gt; by Beak&gt;<\/a><\/iframe><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-sem-passado-e-sem-futuro\/\" title=\"\u00c1CIDAS &#8211; SEM PASSADO E SEM FUTURO\">\u00c1CIDAS &#8211; SEM PASSADO E SEM FUTURO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-quatro-discos-quatro-vozes-so-mulheres\/\" title=\"\u00c1CIDAS: QUATRO DISCOS, QUATRO VOZES, S\u00d3 MULHERES\">\u00c1CIDAS: QUATRO DISCOS, QUATRO VOZES, S\u00d3 MULHERES<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-o-voo-sem-sentido-asas-pra-se-apoiar\/\" title=\"\u00c1CIDAS: O VOO SEM SENTIDO, ASAS PRA SE APOIAR\">\u00c1CIDAS: O VOO SEM SENTIDO, ASAS PRA SE APOIAR<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-a-adaptacao-de-flores-silvestres\/\" title=\"\u00c1CIDAS: A ADAPTA\u00c7\u00c3O DE FLORES SILVESTRES\">\u00c1CIDAS: A ADAPTA\u00c7\u00c3O DE FLORES SILVESTRES<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-uma-voz-e-tudo\/\" title=\"\u00c1CIDAS &#8211; UMA VOZ E TUDO\">\u00c1CIDAS &#8211; UMA VOZ E TUDO<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A casa se desmontava. 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