{"id":53835,"date":"2019-02-25T19:34:06","date_gmt":"2019-02-25T22:34:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=53835"},"modified":"2019-03-15T14:09:21","modified_gmt":"2019-03-15T17:09:21","slug":"o-amanha-e-hoje-as-cancoes-populares-da-uniao-da-ilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-amanha-e-hoje-as-cancoes-populares-da-uniao-da-ilha\/","title":{"rendered":"O AMANH\u00c3 \u00c9 HOJE &#8211; AS CAN\u00c7\u00d5ES POPULARES DA UNI\u00c3O DA ILHA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"53836\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-amanha-e-hoje-as-cancoes-populares-da-uniao-da-ilha\/artigo-uniaodailha\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/artigo-uniaodailha.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"artigo-uniaodailha\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/artigo-uniaodailha.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/artigo-uniaodailha.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-53836\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/artigo-uniaodailha.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/artigo-uniaodailha.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;O samba-enredo da Uni\u00e3o Da Ilha j\u00e1 era cantado em toda a cidade muito antes da escola chegar \u00e0 Rua Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed. Quando entrou na pista, \u00e0s 4:45h, chovia muito e foi sob guarda-chuvas que toda a arquibancada cantou o samba leve, f\u00e1cil e alegre. &#8216;O Amanh\u00e3&#8217; de Jo\u00e3o S\u00e9rgio, tamb\u00e9m mestre de bateria, que conduziu com talento e firmeza seus ritmistas. A Uni\u00e3o Da Ilha, depois de &#8216;Domingo&#8217;, do ano passado, mostrou mais uma vez que entusiasmo e anima\u00e7\u00e3o superam as grandes pretens\u00f5es de outras escolas, a agremia\u00e7\u00e3o n\u00e3o transfere para o luxo a responsabilidade de empolgar a plateia. O tema, que falava do futuro, advinha\u00e7\u00f5es, cartomantes, ciganas, magos, periquitos da sorte, signos zodiacais, foi desenvolvido com gra\u00e7a, samba nos p\u00e9s, e na boca de todos; ao contr\u00e1rio de muitas &#8216;grandes&#8217;, era cantado com um sorriso pelos dois mil e quinhentos integrantes da escola. (&#8230;) Quando terminou o percurso, j\u00e1 o dia clareava. Maria Augusta, criadora do enredo, fugiu de temas hist\u00f3ricos para mostrar um aspecto popular facilmente assimilado por todos. (&#8230;) Debaixo de chuva, deixou a Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed, enquanto Maria Augusta, dizia contente: &#8216;acho que a escola saiu-se muito bem'&#8221;.<\/p>\n<p>O texto de Susana Schild, cr\u00edtica de cinema, escrito especialmente pro Jornal do Brasil de quarta-feira, dia 8 de fevereiro de 1978, mostra ainda pouco do impacto que o samba daquele ano da Uni\u00e3o Da Ilha Do Governador causou. &#8220;o Amanh\u00e3&#8221; era o terceiro de uma s\u00e9rie de muitos sambas da escola que se tornaram cl\u00e1ssicos e que ca\u00edram na boca do povo com a facilidade de m\u00fasica pop atual promocionada em alta rota\u00e7\u00e3o pelas gordas verbas de <em>marketing<\/em> que mobilizam as atuais divas populares.<\/p>\n<p>Em 1977, a escola apresentou &#8220;Domingo&#8221;. Luiz Ant\u00f4nio Simas e F\u00e1bio Fabato escreveram em &#8220;Pra Tudo Come\u00e7ar Na Quinta-Feira: O Enredo Dos Enredos&#8221; (2015, M\u00f3rula Editorial) que &#8220;o time n\u00e3o ganhara em 1977, mas n\u00e3o convinha mexer em receita que estava dando t\u00e3o certo: o novo tema, &#8216;O Amanh\u00e3&#8217;, trazia pegada futurista, sim, mas tinha a ver com vida das pessoas, tal qual o louvado &#8216;Domingo&#8217;. Sim, a proposta de leveza, alegria e cores continuava intacta&#8221;.<\/p>\n<p>Uma semana antes, em 3 de fevereiro de 1978, o mesmo Jornal do Brasil apontava que &#8220;apelando pra temas metaf\u00edsicos, &#8216;Domingo&#8217; e &#8216;O Amanh\u00e3&#8217;, a Uni\u00e3o Da Ilha (&#8230;), no momento, \u00e9 a mais criativa e simp\u00e1tica escola, j\u00e1 que faz um carnaval sem nenhum luxo, mas com flagrante originalidade (&#8230;). Um ponto inteiramente a favor da concep\u00e7\u00e3o de Maria Augusta, \u00fanica carnavalesca de renome num ambiente antes dominado inteiramente pelos homens, saiu do Salgueiro para colocar a Uni\u00e3o Da Ilha tamb\u00e9m no rol das grandes&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de &#8220;Domingo&#8221; e &#8220;O Amanh\u00e3&#8221;, tamb\u00e9m ca\u00edram na boca do povo, com a for\u00e7a de que s\u00f3 m\u00fasicas deliciosamente populares possuem, os sambas &#8220;Bom, Bonito E Barato&#8221; (1980) e &#8220;\u00c9 Hoje&#8221; (1982), ainda mais retumbante. Era uma \u00e9poca em que o Carnaval ainda n\u00e3o era totalmente profissional, n\u00e3o existia o Samb\u00f3dromo (que \u00e9 de 1984), e os atores e atrizes globais n\u00e3o chamavam mais aten\u00e7\u00e3o que a m\u00fasica.<\/p>\n<p>Era tamb\u00e9m uma \u00e9poca que a Uni\u00e3o da Ilha contava com Gustavo Adolfo de Carvalho Baeta Neves, o procurador da Rep\u00fablica que lutava numa vida dupla de &#8220;homem s\u00e9rio&#8221; diante da fam\u00edlia e bo\u00eamio compositor de sambas de enredo. Com essa outra face era conhecido como Didi, autor de vinte e quatro sambas que foram pra avenida, ainda hoje um recorde. &#8220;Era um garoto de 18 anos quando ganhou o primeiro samba de enredo, em 1955&#8221;, escreve seu sobrinho Beto Mussa, em &#8220;Didi, O Mito&#8221; (<a href=\"https:\/\/jornalggn.com.br\/memoria\/didi-o-mito\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">vele muito ler este artigo<\/a>). &#8220;Entre 1954 e 1959, quando a Uni\u00e3o desfilou apenas no Cacuia, Didi, com seu grande amigo e principal parceiro Aurinho da Ilha, ganhou cinco sambas (<em>composi\u00e7\u00f5es que a escola defende na avenida, na disputa do campeonato propriamente dito<\/em>). Um deles, &#8216;Epopeia Do Petr\u00f3leo&#8217;, de 1956, impressionou o imenso Jamel\u00e3o, que acabou gravando o samba numa de suas antologias de sambas de enredo, ao lado de nada menos do que &#8216;Seca do Nordeste&#8217;, o cl\u00e1ssico da Tupi de Br\u00e1s de Pina, que o pr\u00f3prio Jamel\u00e3o considerava o maior de todos os tempos&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1978, ele estava afastado da Ala dos Compositores da escola e n\u00e3o p\u00f4de assinar &#8220;O Amanh\u00e3&#8221;, que de fato \u00e9 dele e de Jo\u00e3o S\u00e9rgio. &#8220;O Que Ser\u00e1?&#8221; e &#8220;\u00c9 Hoje&#8221; s\u00e3o dele, com outros parceiros.<\/p>\n<p>&#8220;Didi vinha num processo radical de afirma\u00e7\u00e3o de identidade. Tendo vivido a maior parte da vida num conflito \u00e9tico e emocional, tendo que escolher entre o samba e a carreira jur\u00eddica, acabou n\u00e3o resistindo; e, quando optou pelo samba, n\u00e3o fez concess\u00f5es&#8221;, escreve seu sobrinho. &#8220;Desde que voltou \u00e0 Uni\u00e3o da Ilha, Didi simplesmente abandonou o escrit\u00f3rio, come\u00e7ou a gastar o dinheiro acumulado, a vender os bens, a beber diariamente (lembro que ele acordava de manh\u00e3 e esvaziava de cara um copo de u\u00edsque), a virar noite, a frequentar rodas de samba, enfim, a viver com \u00eanfase a vida que sempre quis ter vivido, a vida de sambista&#8221;, recorda.<\/p>\n<p>Didi, o poeta, como bem lembra outro cl\u00e1ssico samba da Uni\u00e3o Da Ilha, de 1991, &#8220;De Bar Em Bar, Didi, Um Poeta&#8221; (do famoso refr\u00e3o &#8220;Hoje eu vou tomar um porre \/ N\u00e3o me socorre que eu t\u00f4 feliz \/ Nessa eu vou de bar em bar \/ Beber a vida que eu sempre quis&#8221;), em homenagem a ele, n\u00e3o difere em nada dos muitos mitos criados na m\u00fasica jovem popular feita por guitarras, do <em>punk<\/em> ao pop, do <em>experimental<\/em> ao <em>hardcore<\/em> e <em>grunge<\/em>.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o de mentes como a dele (e Aroldo Melodia, o grande int\u00e9rprete da escola nesse per\u00edodo) e de carnavalescos como Maria Augusta, Max Lopes e Adalberto Sampaio transformaram a Uni\u00e3o Da Ilha na escola mais amada por todos, uma esp\u00e9cie de Ameriquinha, o segundo time de todo carioca, mas com for\u00e7a ainda hoje.<\/p>\n<p>A escolha de temas mais populares, n\u00e3o hist\u00f3ricos ou de exalta\u00e7\u00e3o, foi a sa\u00edda da escola pra uma aproxima\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o. &#8220;O Que Ser\u00e1?&#8221;, de 1979, versava com humor e (auto)cr\u00edtica a toda a comunidade do carnaval, &#8220;Eu queria saber agora \/ O que ser\u00e1? \/ Vou perguntar \/ A menininha do Gantois \/ Pode ser um grande Her\u00f3i \/ \u00cdndios, africanos ou magia \/ Ou ser\u00e1 um tema da velha Bahia? \/ J\u00e1 ouvi dizer que \u00e9 Debret \/ Ou antigos carnavais \/ Mas se for candombl\u00e9 \/ Eu pe\u00e7o ax\u00e9 \/ Aos meus orix\u00e1s&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JWjuiN9IZH8\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s de se repetir, falar de coisas do dia-a-dia, com letras simples, de f\u00e1cil assimila\u00e7\u00e3o. Essa era a receita. &#8220;Domingo&#8221;, a m\u00fasica que deu o in\u00edcio nessa fase, cantava &#8220;Vem amor \/ Vem \u00e0 janela ver o sol nascer \/ Na sutileza do amanhecer \/ Um lindo dia se anuncia \/ Veja o despertar da natureza \/ Olha amor quanta beleza \/ O domingo \u00e9 de alegria \/ No Rio colorido pelo Sol \/ As morenas na praia \/ Que gingam no samba \/ E no meu futebol&#8221;.<\/p>\n<p>Era simplesmente irresist\u00edvel pra grande massa. O carioca se via ali, ao contr\u00e1rio de reis, imperadores, imperatrizes, militares, outros estados e cidades, do candombl\u00e9 (que at\u00e9 tinha aproxima\u00e7\u00e3o). \u00c9 a aposta certa de qualquer can\u00e7\u00e3o popular: falar sobre coisas que as pessoas entendem, sobre o que \u00e9 caro pra vida delas. Didi, Aurinho da Ilha, Aroldo Melodia, Maria Augusta e tantos outros sabiam disso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ewbGylTh2yA\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o tenho luxo e nem riqueza \/ H\u00e1 simplicidade e beleza \/ Na festa do seu cora\u00e7\u00e3o \/ Muito bom \/ O meu bonito \u00e9 barato \/ Da simpatia, o retrato \/ Do povo no carnaval&#8221;: &#8220;Bom, Bonito E Barato&#8221;, de 1980, fazia um problema da escola, a falta de dinheiro, se transformar em trunfo. E o povo n\u00e3o s\u00f3 da comunidade se identificava.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nGTyClufLcc\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Mas foram dois sambas dessa fase que extrapolaram totalmente a avenida, ganharam as r\u00e1dios (n\u00e3o s\u00f3 as populares), as propagandas de TV e a MPB: &#8220;O Amanh\u00e3&#8221; e &#8220;\u00c9 Hoje&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 Hoje&#8221;, de Didi e Mestrinho, ganhou vers\u00f5es variadas. As mais importantes s\u00e3o de Caetano Veloso, no \u00e1lbum &#8220;Uns&#8221;, de 1983, e de Fernanda Abreu, em &#8220;Da Lata&#8221;, de 1997:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/M8BRkF-XViY\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dunKWHtLdoo\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>J\u00e1 &#8220;O Amanh\u00e3&#8221; ganhou duas vers\u00f5es de alta rota\u00e7\u00e3o, em 1983. Uma delas por Elizeth Cardoso. A outra, gravada por Simone, que garantiu o sucesso da can\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WsIq1AFFK7Y\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O percurso da Uni\u00e3o Da Ilha n\u00e3o foi t\u00e3o glorioso. Nem o amanh\u00e3, nem o hoje, nem o ontem. A escola, apesar de estar tantas vezes na boca do povo, jamais ganhou um carnaval no Grupo Especial. Nem com esses, nem com o memor\u00e1vel &#8220;Festa Profana&#8221; (<a href=\"https:\/\/youtu.be\/7FeAPD47-2c\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Eu vou tomar um porre de felicidade \/ Vou sacudir, eu vou zoar toda cidade&#8221;<\/a>), nem com &#8220;Todo Dia \u00c9 Dia De \u00cdndio&#8221; (1995), nem &#8220;\u00c9 Brinquedo, \u00c9 Brincadeira. A Ilha Vai Levantar Poeira!&#8221; (2014). A m\u00e1gica j\u00e1 passou. Mas as m\u00fasicas ficaram, t\u00e3o cl\u00e1ssicas e irretoc\u00e1veis quanto qualquer baluarte da m\u00fasica popular brasileira.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/elza-soares-pioneira-no-carnaval\/\" title=\"ELZA SOARES, PIONEIRA NO CARNAVAL\">ELZA SOARES, PIONEIRA NO CARNAVAL<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-ultimos-50-anos-de-carnaval-em-80-sambas-de-enredo\/\" title=\"OS \u00daLTIMOS 50 ANOS DE CARNAVAL EM 80 SAMBAS DE ENREDO\">OS \u00daLTIMOS 50 ANOS DE CARNAVAL EM 80 SAMBAS DE ENREDO<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-um-salve-ao-carnaval\/\" title=\"PENSE OU DANCE: UM SALVE AO CARNAVAL\">PENSE OU DANCE: UM SALVE AO CARNAVAL<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/a-lenda-das-sereias-rainhas-do-mar\/\" title=\"A LENDA DAS SEREIAS, RAINHAS DO MAR\">A LENDA DAS SEREIAS, RAINHAS DO MAR<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/rio-de-janeiro-446-anos-uma-homenagem-rudimentar\/\" title=\"RIO DE JANEIRO &#8211; 446 ANOS &#8211; UMA HOMENAGEM RUDIMENTAR\">RIO DE JANEIRO &#8211; 446 ANOS &#8211; UMA HOMENAGEM RUDIMENTAR<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O samba-enredo da Uni\u00e3o Da Ilha j\u00e1 era cantado em toda a cidade muito antes da escola chegar \u00e0 Rua Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed. 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