{"id":54053,"date":"2019-04-16T16:03:15","date_gmt":"2019-04-16T19:03:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=54053"},"modified":"2019-04-29T14:24:58","modified_gmt":"2019-04-29T17:24:58","slug":"celebridades-como-estrelas-o-nascimento-do-termo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/celebridades-como-estrelas-o-nascimento-do-termo\/","title":{"rendered":"CELEBRIDADES COMO ESTRELAS: O NASCIMENTO DO TERMO"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"54080\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/celebridades-como-estrelas-o-nascimento-do-termo\/artigo-estrelas\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/artigo-estrelas.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"artigo-estrelas\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/artigo-estrelas.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/artigo-estrelas.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-54080\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/artigo-estrelas.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/artigo-estrelas.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Faz muito sentido se referir a certos tipos de celebridades como &#8220;estrelas&#8221;. L\u00e1 do alto, essas pessoas inspiram o resto de n\u00f3s. Elas brilham, maiores que a vida, acima de n\u00f3s e ao nosso redor. Elas sugerem, em sua insistente onipresen\u00e7a, uma certa ordem pro mundo. Ver as estrelas &#8211; ou, mais especificamente, acreditar nelas, taxonomicamente &#8211; \u00e9 endossar a no\u00e7\u00e3o de que as pessoas diante de n\u00f3s, em nossas telas, longe de n\u00f3s e ainda t\u00e3o pr\u00f3ximas, existem em algum plano entre o nosso e o dos deuses.<\/p>\n<p>Mas por que elas s\u00e3o &#8220;estrelas&#8221;, especificamente? Por que a Cal\u00e7ada da Fama de Hollywood \u00e9 preenchida por pentagramas de rosa p\u00e1lido, em vez de alguma outra forma arbitr\u00e1ria? Por que se tem as &#8220;estrelas&#8221; algo, obviamente e incorretamente, como n\u00f3s?<\/p>\n<p>A resposta tem a ver com Ov\u00eddio. E Shakespeare. E Thomas Edison. E Mary Pickford. Estrelas s\u00e3o estrelas, certamente, porque elas brilham &#8211; porque, mesmo quando s\u00e3o banhadas pelos holofotes, parecem ter uma incandesc\u00eancia pr\u00f3pria. Mas elas s\u00e3o &#8220;estrelas&#8221;, muito mais especificamente, porque fazem parte da tend\u00eancia de longa data da cultura ocidental de associar o humano ao celestial. Elas s\u00e3o &#8220;estrelas&#8221; porque o p\u00fablico delas as quer &#8211; e em algum sentido precisa delas &#8211; pra ser &#8220;estrelas&#8221;.<\/p>\n<p>O amplo uso da palavra &#8220;estrela&#8221; pra indicar um l\u00edder entre n\u00f3s \u00e9 datado, segundo estudo de Peter Davis, um historiador da Universidade de Illinois, \u00e0 Idade M\u00e9dia. Geoffrey Chaucer, fil\u00f3sofo e diplomata ingl\u00eas, autor de &#8220;Os Contos Da Cantu\u00e1ria&#8221; (<em>The Canterbury Tales<\/em>), foi o primeiro usu\u00e1rio que se tem not\u00edcia da palavra &#8220;celebridade&#8221; e um dos primeiros a usar a palavra &#8220;famoso&#8221;. Ele tamb\u00e9m sugeriu a converg\u00eancia lexical entre o humano e o celestial: em seu poema &#8220;A Casa Da Fama&#8221;, as preocupa\u00e7\u00f5es do sonhador de Chaucer eram pra que ele se visse &#8220;estrelado&#8221;. &#8220;\u00d3, deus que fez a natureza&#8221;, reflete o sonhador, &#8220;devo morrer de outra maneira? Jove me transformar\u00e1 em uma estrela?&#8221;.<\/p>\n<p>Chaucer, Dean Swinford aponta em seu livro &#8220;Through The Daemon&#8217;s Gate&#8221;, estava lembrando a no\u00e7\u00e3o de metamorfose de Ov\u00eddio &#8211; a ideia de que os seres humanos poderiam ser transformados, neste caso, no material brilhante das constela\u00e7\u00f5es. As palavras de Chaucer tamb\u00e9m traziam implica\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas que provavelmente seriam aparentes pra seu p\u00fablico: &#8220;Fixar com estrelas&#8221;, observa Swinford, &#8220;implica a cria\u00e7\u00e3o de uma decora\u00e7\u00e3o em mosaico do interior de uma catedral&#8221;. O edif\u00edcio era um mimetismo intencional do c\u00e9u, e uma antecipa\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria do tipo de firmamento de Hollywood: apresentava as estrelas como uma constela\u00e7\u00e3o de luzes brilhantes, sempre acima da gente.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o norte-americana de <em>stellification<\/em> \u00e9, em muitos aspectos, uma descendente direta de Chaucer: enfatiza o papel da celebridade como um corpo ao mesmo tempo distante e acess\u00edvel, reluzente e cintilante e ainda tranquilizadoramente onipresente. As estrelas h\u00e1 muito sugerem um tipo de ordem &#8211; e orienta\u00e7\u00e3o &#8211; dentro de vidas humanas ca\u00f3ticas. Elas h\u00e1 muito tempo insinuaram que h\u00e1 algo maior, algo al\u00e9m, algo mais.<\/p>\n<p>Pouco surpreende, ent\u00e3o, que &#8211; especialmente \u00e0 medida que o mundo da ci\u00eancia se tornou mais familiarizado com o funcionamento dos corpos celestes &#8211; o mundo do teatro aproveitou seu simbolismo. Moli\u00e8re, segundo contou Peter Davis, fez Chaucer usar a personificada &#8220;estrela&#8221;: em &#8220;Escola De Mulheres&#8221;, em 1662, Horace descreve Agnes como &#8220;esta jovem estrela do amor, adornada por tantos encantos&#8221;. Shakespeare em suas pe\u00e7as e poemas tamb\u00e9m antecipou Hollywood com perfei\u00e7\u00e3o, uma mistura do pessoal e do celestial. &#8220;Tornamos culpados por nossos desastres o sol, a lua e as estrelas&#8221;, lamenta Edmund em &#8220;Rei Lear&#8221;, &#8220;como se f\u00f4ssemos vil\u00f5es por necessidade, tolos por compuls\u00e3o celestial&#8221;. O amor tamb\u00e9m, na mente de Shakespeare, faz seu maior sentido como uma for\u00e7a celestial, tranquilizadora em sua const\u00e2ncia: no &#8220;Soneto 116&#8221;, o bardo acha que o amor \u00e9 &#8220;&#8230; uma marca sempre fixa \/ que olha pras tempestades e nunca \u00e9 abalada; \/ \u00c9 a estrela de todos os feiti\u00e7os, \/ Cujo valor \u00e9 desconhecido, embora sua altura seja tomada&#8221;.<\/p>\n<p>Foi nesse contexto, explica Davis, que a no\u00e7\u00e3o da estrela humana passou a se referir, em particular, ao decididamente fundado firmamento do teatro &#8211; e \u00e0 decididamente humana pessoa do ator. De acordo com o Oxford English Dictionary, a primeira refer\u00eancia a uma &#8220;estrela&#8221; do palco veio em 1751: &#8220;Voc\u00ea pode reluzir a mais brilhante Estrela Teatral, e sempre animar\u00e1 uma plat\u00e9ia&#8221;. Na mesma \u00e9poca, em 1761, o livro &#8220;Historical Theatres Of London &#038; Dublin&#8221; observou um ator chamado Garrick: &#8220;Aquela Lumin\u00e1ria logo depois se tornou uma Estrela da primeira Magnitude&#8221;. Garrick apareceria novamente em 1765, em um artigo extremamente efusivo escrito sobre ele na revista The Gentleman And London Magazine: &#8220;O boato de que esta estrela brilhante apareceu no leste voou com a rapidez de rel\u00e2mpagos pela cidade, atraiu todos os magos teatrais pra l\u00e1, pra pagar suas devo\u00e7\u00f5es ao rec\u00e9m-nascido filho do g\u00eanio&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1820, era comum referir-se aos atores como &#8220;estrelas&#8221; &#8211; pra prop\u00f3sitos de venda tanto quanto qualquer outra coisa. A turn\u00ea de teatro se tornou popular durante esse tempo, tanto na Inglaterra quanto nos Esteites. Atores brit\u00e2nicos, em particular, muitas vezes eram promovidos como &#8220;estrelas&#8221; pra suas turn\u00eas nos EUA, como uma forma de garantir que grandes p\u00fablicos pudessem testemunhar suas performances. Atores como Edmund Kean, George Frederick Cooke, Charles e Fanny Kemble foram vendidos celestialmente pro p\u00fablico estadunidense. \u00c0s vezes, os atores foram considerados como tendo passado seu auge na Gr\u00e3-Bretanha; eles usaram suas turn\u00eas no novo continente pra reiniciar suas carreiras em casa. Funcionou: atrav\u00e9s da din\u00e2mica astuta das rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, nasceu a &#8220;estrela&#8221; nos EUA.<\/p>\n<p>O termo cunhado como atua\u00e7\u00e3o teatral deu lugar \u00e0 atua\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica &#8211; enquanto os filmes mudos deram lugar aos filmes falados. &#8220;O &#8216;brilho&#8217; observ\u00e1vel do estrelato em potencial estava presente desde o in\u00edcio da hist\u00f3ria do cinema&#8221;, observa Jeanine Basinger, em seu livro &#8220;The Star Machine&#8221;. Mas tamb\u00e9m se apoderou, como em tantas outras coisas da hist\u00f3ria de Hollywood, de forma intermitente. Como disse Jan-Christopher Horak, o diretor do Arquivo de Cinema e Televis\u00e3o da UCLA, os primeiros filmes n\u00e3o citaram os atores que estrelaram neles. Isso foi em parte porque os atores, muitos dos quais haviam sido treinados no teatro, ficaram inicialmente envergonhados por estar colocando suas habilidades duramente conquistadas a servi\u00e7o desse estranho novo meio.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m, no entanto, por causa da mec\u00e2nica do pr\u00f3prio meio. No cinema, Anne Helen Petersen sugere, em seu livro &#8220;Scandals Of Classic Hollywood: Sex, Deviance, And Drama From The Golden Age Of American Cinema&#8221;: a estrela de Hollywood era a tecnologia tanto quanto as pessoas. Como o cinema antigo se desenvolveu no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, c\u00e2meras volumosas e de dif\u00edcil manejo dificultavam que os cineastas capturassem qualquer coisa al\u00e9m de cenas inteiras de atores. &#8220;Como os espectadores n\u00e3o conseguiam ver o rosto do ator de perto&#8221;, escreve Petersen, &#8220;era dif\u00edcil desenvolver os sentimentos de admira\u00e7\u00e3o ou afei\u00e7\u00e3o que associamos \u00e0s estrelas de cinema&#8221;. \u00c0 medida que as c\u00e2meras melhoraram, os <em>close-ups<\/em> se tornaram mais comuns, enfatizando os rostos e a humanidade dos atores. \u00c0 medida que o som se tornou parte da experi\u00eancia do cinema, as vozes tamb\u00e9m substitu\u00edram as personas completas por imagens oscilantes. A &#8220;personalidade da imagem&#8221; havia chegado. A &#8220;estrela&#8221;, mais uma vez, nasceu.<\/p>\n<p>Com isso, veio o sistema de estrelato que daria estrutura a Hollywood durante boa parte de sua vida jovem. Mary Pickford, observa Horak, uma das primeiras atrizes do cinema a ser anunciada com seu nome (de palco), logo come\u00e7ou a fazer filmes. Charlie Chaplin, muito antes de Andy Warhol ironizar o termo, se tornou um <em>superstar<\/em>. A pr\u00f3pria estrela, na era dos holofotes e das marquises, logo se tornou uma meton\u00edmia &#8211; uma maneira conveniente e adequada de descrever as pessoas que pregavam o firmamento novo e em expans\u00e3o de Hollywood. O termo que tirara a vida na \u00e9poca de Shakespeare e Moli\u00e8re e no romantismo primitivo &#8211; uma \u00e9poca em que, em alguns lugares, a arte ficaria obcecada com a dignidade do indiv\u00edduo e com o funcionamento ardente da alma humana &#8211; voltou \u00e0 vida no brilho da tela.<\/p>\n<p>Pode ser estranho hoje falar de &#8220;estrelas de cinema&#8221;. A nossa \u00e9 uma era definida, afinal, por aquele outro termo <em>chauceriano<\/em>: a &#8220;celebridade&#8221;. \u00c9 uma era de marcas de estilo de vida fundadas por atores e pessoas estrelando a pr\u00f3pria realidade. Mas nossas celebridades atuais tamb\u00e9m sugerem algo semelhante ao que a &#8220;estrela&#8221; evocou por muito tempo: orienta\u00e7\u00e3o, transcend\u00eancia, uma esp\u00e9cie de uni\u00e3o entre os mortais e os deuses que eles escolheram pra si mesmos. &#8220;Celebridade&#8221; vem do franc\u00eas antigo pra &#8220;rito&#8221; ou &#8220;cerim\u00f4nia&#8221;; sugere que mesmo os mais fr\u00edvolos dos famosos est\u00e3o preenchendo um papel que \u00e9, \u00e0 sua maneira, profundo. Estrelas &#8211; fus\u00f5es de pessoa e persona, do humano e da imagem fl\u00e1cida no palco e na tela &#8211; h\u00e1 tempos oferecem uma esp\u00e9cie de estrutura dentro do zumbido agitado das vidas humanas. Eles prometeram h\u00e1 muito tempo o mais b\u00e1sico e inspirador das coisas: que podemos ser algo mais do que somos. &#8220;Eu ainda sou grande&#8221;, Norma Desmond, aquela estrela desbotada, insistiu (<em>personagem interpretada por Gloria Swanson, em &#8220;Crep\u00fasculo Dos Deuses&#8221;, de 1950<\/em>), &#8220;s\u00e3o as fotos que ficaram pequenas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><em>Texto traduzido (sem autoriza\u00e7\u00e3o expressa) do original <a href=\"https:\/\/www.theatlantic.com\/entertainment\/archive\/2017\/02\/why-are-celebrities-known-as-stars\/517674\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Why Are They &#8216;Stars&#8217;?&#8221;<\/a>, escrito por Megan Garber e publicado originalmente no The Atlantic, em 24 de fevereiro de 2017.<\/em><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-smiths-as-citacoes-de-morrissey-no-cinema\/\" title=\"THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA\">THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-catherine-spaak-lesercito-del-surf-1964\/\" title=\"REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)\">REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/david-shire-a-trilha-apocaliptica-nao-usada\/\" title=\"DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA\">DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/meridian-west-a-banda-obscura-sem-disco-e-quase-esquecida\/\" title=\"MERIDIAN WEST &#8211; A BANDA OBSCURA, SEM DISCO E QUASE ESQUECIDA\">MERIDIAN WEST &#8211; A BANDA OBSCURA, SEM DISCO E QUASE ESQUECIDA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-colecionador-sequestros-serial-killers-groupies-e-musica-pop\/\" title=\"O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP\">O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faz muito sentido se referir a certos tipos de celebridades como &#8220;estrelas&#8221;. 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