{"id":54219,"date":"2019-05-08T22:35:24","date_gmt":"2019-05-09T01:35:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=54219"},"modified":"2019-06-04T19:27:04","modified_gmt":"2019-06-04T22:27:04","slug":"pearl-jam-e-ticketmaster-a-batalha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pearl-jam-e-ticketmaster-a-batalha\/","title":{"rendered":"PEARL JAM E TICKETMASTER: A BATALHA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"54220\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pearl-jam-e-ticketmaster-a-batalha\/pearljam11\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pearljam11.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"pearljam11\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pearljam11.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pearljam11.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-54220\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pearljam11.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pearljam11.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>A Rolling Stone chamou de &#8220;briga de Golias contra Golias&#8221;. N\u00e3o tinha Davi no meio. Pra revista estadunidense, o Pearl Jam peitou algu\u00e9m do seu tamanho, quando, em 1994, comprou uma briga com a Ticketmaster nos tribunais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Eric Boehlert, autor de um artigo publicado na Rolling Stone em 28 de dezembro de 1995, questionava: &#8220;se o Pearl Jam n\u00e3o conseguir, quem poder\u00e1? A mais poderosa banda do pa\u00eds foi pra cima da Ticketmaster. O grupo de Seattle tentou desbancar o dom\u00ednio da Ticketmaster no neg\u00f3cio de shows. No final do ano, a corpora\u00e7\u00e3o estava mais poderosa do que nunca, mas os roqueiros haviam dado \u00e0 empresa um pesadelo no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ao trazer \u00e0 tona algumas das transa\u00e7\u00f5es dos bastidores dessa ind\u00fastria&#8221;.<\/p>\n<p>A briga foi severa. Come\u00e7ou em 1994, quando Eddie Vedder e companhia resolveram estabelecer novos par\u00e2metros de vendas de ingressos pra sua turn\u00ea daquele ano. O grupo havia acabado de ser al\u00e7ado ao patamar de pr\u00edncipes do <em>grunge<\/em> (da m\u00fasica jovem, na verdade), logo abaixo do rei todo-poderoso Nirvana. Os tr\u00eas primeiros discos, &#8220;Ten&#8221; (1991), &#8220;Vs&#8221; (1993) e &#8220;Vitology&#8221; (1994), at\u00e9 aquele momento, j\u00e1 haviam vendido mais de treze milh\u00f5es de c\u00f3pias (pra se ter uma ideia, &#8220;Ten&#8221; vendeu, no acumulado at\u00e9 hoje, 30% a mais do que &#8220;Nevermind&#8221;).<\/p>\n<p>A banda talvez n\u00e3o tenha medido o tamanho da encrenca, muito menos sua for\u00e7a. O ponto nevr\u00e1lgico foi a taxa de conveni\u00eancia estipulada em US$ 1,80, ou 10% dos ingressos vendidos a US$ 18. A taxa era discriminada e clara aos consumidores. J\u00e1 a Ticketmaster estava acostumada a cobrar at\u00e9 30% e sem especificar os motivos. O Pearl Jam entrou com uma queixa antitruste contra a empresa e o Departamento de Justi\u00e7a dos Esteites come\u00e7ou uma investiga\u00e7\u00e3o federal pra tentar estabelecer se havia realmente monop\u00f3lio e pr\u00e1ticas abusivas da Ticketmaster &#8211; o artigo de Boehlert ressalta que &#8220;apesar de ter sido o Departamento de Justi\u00e7a que abordou o Pearl Jam, muitas vezes foi erroneamente relatado que a banda iniciou a den\u00fancia&#8221;.<\/p>\n<p>A ressalva faz diferen\u00e7a. Os f\u00e3s por muito tempo acreditaram que o Pearl Jam era um esp\u00e9cie de banda-hero\u00edna em favor dos mais fracos &#8211; justamente os consumidores. Mesmo assim, \u00e9 preciso reverenciar a coragem dos rapazes de Seattle, que afinal poderiam ter recusado a provoca\u00e7\u00e3o do Departamento de Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>O Pearl Jam alegou que a Ticketmaster abusou de seu dom\u00ednio no mercado, cobrando taxas de servi\u00e7o muito elevadas, porque n\u00e3o havia concorr\u00eancia e ela simplesmente achou que podia cobrar o que quisesse. A empresa n\u00e3o s\u00f3 havia adquirido concorrentes diretos, como havia selado acordos exclusivos com grandes locais de concertos, deixando os consumidores e artistas sem outra alternativa a n\u00e3o ser utilizar os servi\u00e7os da Ticketmaster. A fatia de mercado, segundo o artigo da Rolling Stone, \u00e0quela altura do jogo, era de nada menos que 70%. Os outros 30% eram distribu\u00eddos em &#8220;aproximadamente meia d\u00fazia de pequenas empresas regionais&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Os contratos exclusivos da Ticketmaster eram invis\u00edveis pros consumidores&#8221;, relata Boehlert, &#8220;at\u00e9 que o Pearl Jam levantou a quest\u00e3o. A ideia da empresa era simples: inflacionar as taxas de servi\u00e7o, especialmente nos ingressos pra shows, na faixa de quatro a seis d\u00f3lares, e oferecer \u00e0 casa de shows 20% dos lucros da Ticketmaster durante o ano inteiro, em um determinado local e num teto de at\u00e9 US$ 500 mil, se a casa de show concordasse em usar exclusivamente a Ticketmaster. &#8220;Em Chicago, por exemplo&#8221;, apontava Boehlert, &#8220;uma banda n\u00e3o podia tocar no Rosemont Horizon, no United Center, no Soldier Field, no Arie Crown Theatre ou no New World Music Theatre, os principais locais da cidade, a menos que ela concordasse em vender e distribuir ingressos via Ticketmaster&#8221;. A coisa ficou mais grave quando as pr\u00f3prias casas de shows resolveram eliminar suas bilheterias, j\u00e1 que ali n\u00e3o podiam cobras taxas de servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Outras bandas relutaram em participar da cruzada, embora Soul Asylum, Garth Brooks, Neil Young, U2 e Bad Religion tenham declarado apoio verbal. O co-empres\u00e1rio do R.E.M., Bertis Downs, testemunhou contra a Ticketmaster durante as audi\u00eancias, mas mesmo assim o R.E.M. acabou usando os servi\u00e7os da empresa na sua turn\u00ea &#8220;Monster&#8221;, com taxas de servi\u00e7o a US$ 6,50 pra um ingresso de US$ 40. Aparentemente, n\u00e3o havia como escapar da for\u00e7a Ticketmaster.<\/p>\n<p>Discuss\u00f5es sobre leis antitruste n\u00e3o eram novidade nos Esteites. A mais famosa e impactante foi a do cinema, que acabou colocando cada um no seu quadrado: est\u00fadios n\u00e3o podiam ter distribuidoras, que n\u00e3o podiam ter locais de exibi\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o podiam ter est\u00fadios. E \u00e9 mais ou menos assim at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>A briga Pearl Jam versus Ticketmaster fez a revista Time chamar o caso de de &#8220;Guerra Santa do Rock&#8217;n&#8217;Roll&#8221;, j\u00e1 que a Ticketmaster n\u00e3o tinha casa de shows, mas as dominava; n\u00e3o produzia m\u00fasica, nem distribu\u00eda, mas dominava os artistas. Num memorando arquivado na Divis\u00e3o Antitruste do Departamento de Justi\u00e7a dos Estados Unidos, de 6 de maio de 1994, o Pearl Jam afirmou que a Ticketmaster tinha um &#8220;monop\u00f3lio quase absoluto da distribui\u00e7\u00e3o de ingressos pra shows&#8221;. Mas o que constitui um monop\u00f3lio &#8220;quase absoluto&#8221;? A lei de patentes permite monop\u00f3lios (posi\u00e7\u00f5es de vendedor \u00fanico) pra inven\u00e7\u00f5es e inova\u00e7\u00f5es; o <em>copyright<\/em> confere monop\u00f3lios em obras liter\u00e1rias ou art\u00edsticas. O Pearl Jam tem o monop\u00f3lio legal de todas as m\u00fasicas e performances que eles criam, claro. A Ticketmaster tem um monop\u00f3lio similar em ingressos? Ela argumenta que n\u00e3o. A Ticketmaster tinha concorr\u00eancia, mas seus rivais n\u00e3o conseguiam competir. Como vimos, ela tinha 70% do mercado, o que torna bem mais f\u00e1cil manipular pesos e medidas de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Ticketron, o maior concorrente, foi vendida pra Ticketmaster em 1991, depois de perder milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano a partir de 1988. Por que a Ticketron perdia milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, enquanto a Ticketmaster dava lucro? A Ticketron deve ter operado com menos efici\u00eancia, \u00e9 o que se imagina. Na emiss\u00e3o de bilhetes, como em qualquer mercado contestado, as empresas (ou empresas) que sobrevivem ser\u00e3o as que melhor cortam custos, encontram novos mercados e planejam a longo prazo. Em outras palavras, os sobreviventes ser\u00e3o aqueles que tomar\u00e3o as melhores decis\u00f5es de neg\u00f3cios. O problema \u00e9 que n\u00e3o era exatamente uma quest\u00e3o de &#8220;melhores decis\u00f5es de neg\u00f3cios&#8221;, mas de como essas decis\u00f5es se davam em detrimento de uma concorr\u00eancia leal.<\/p>\n<p>A revista Time, em seu citado artigo, dizia que &#8220;alguns f\u00e3s pagariam praticamente qualquer coisa para ver Barbra Streisand ao vivo. Mas apenas alguns podiam se dar ao luxo de pagar o que for preciso &#8211; at\u00e9 US$ 1.000 pra obter um bilhete com um valor nominal de US$ 350 por um assento em frente ao palco de arenas como Anaheim Pond e Madison Square Garden. (&#8230;) Quando se trata de conseguir ingressos pros melhores eventos, \u00e9 o dinheiro que conta. Muito dinheiro. E como a temporada de concertos de ver\u00e3o cheia de estrelas come\u00e7a &#8211; com artistas como Streisand, Billy Joel e Elton John, Rolling Stones e tais &#8211; uma &#8216;guerra santa&#8217; estoura. Os pre\u00e7os dos ingressos sobem, for\u00e7ando a ind\u00fastria da m\u00fasica a escolher os lados&#8221;.<\/p>\n<p>A batalha legal sobre quem deve controlar os ingressos e os pre\u00e7os aconteceu em um momento em que os f\u00e3s j\u00e1 estavam cansados \u200b\u200bdo vale-tudo que elevava os pre\u00e7os dos ingressos mais desej\u00e1veis \u200b\u200bpra v\u00e1rias vezes o seu valor facial, \u00e0 medida que eram revendidos, muitas vezes mais de uma vez. \u00c9 o cambismo rolando solto, um neg\u00f3cio altamente lucrativo, como aponta a Time e qualquer f\u00e3 sabe bem. E foi essa a fraqueza do Pearl Jam. &#8220;Essa guerra \u00e9 uma mistura de cambistas, advogados de alto padr\u00e3o que especulam com os ingressos pra lucrar, executivos de corpora\u00e7\u00e3o que trocam favores, membros da ind\u00fastria musical e mafiosos que controlam os principais blocos de ingressos e cobram um pre\u00e7o inflacionado. Enquanto o Pearl Jam aponta o dedo pras taxas de servi\u00e7o relativamente modestas da Ticketmaster, s\u00e3o esses corretores de bastidores que s\u00e3o respons\u00e1veis \u200b\u200bpelas centenas de d\u00f3lares adicionados ao pre\u00e7o de alguns ingressos. Embora esses cambistas lidem com menos de 20% dos ingressos, eles geralmente s\u00e3o os melhores ingressos: as primeiras dez filas em um show do Elton John ou das finais da NBA. Eles s\u00e3o a raz\u00e3o pela qual at\u00e9 mesmo os f\u00e3s que dormem nas bilheterias pra serem os primeiros na fila acham que n\u00e3o podem comprar os melhores lugares. Nenhum desses lucros finais \u00e9 pro artista, apesar de se acreditar que algumas bandas negociam pesadamente com cambistas, impedindo que a maioria dos melhores ingressos cheguem \u00e0 bilheteria. Em \u00faltima an\u00e1lise, s\u00e3o os f\u00e3s que pagam por tudo&#8221;, refletiu a Time.<\/p>\n<p>Com a m\u00e1fia e a pr\u00f3pria ind\u00fastria envolvida e conseguindo lucros impressionantes com a revenda n\u00e3o contabilizada de ingressos pros mais variados eventos, as taxas de servi\u00e7o da Ticketmaster acabaram parecendo uma pequena intriga do Pearl Jam. Mas n\u00e3o era. Se havia um grande fluxo de dinheiro circulando sem ser rastreado, isso era um problema do governo, n\u00e3o do Pearl Jam. A banda estava preocupada com seus f\u00e3s e o quanto seria &#8220;justo&#8221; eles pagarem por um ingresso nos meios oficiais de venda. Uma investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o eliminava a outra.<\/p>\n<p>Por mais de um ano, os funcion\u00e1rios do Departamento de Justi\u00e7a entrevistaram empres\u00e1rios de artistas, profissionais de turn\u00eas, concorrentes da Ticketmaster e funcion\u00e1rios de bilheteria pra determinar se os contratos exclusivos violavam as leis antitruste. Ent\u00e3o, em 5 de julho de 1995, com grande parte do Capit\u00f3lio vazio por conta do Dia da Independ\u00eancia, o Departamento de Justi\u00e7a emitiu uma declara\u00e7\u00e3o que dizia que a investiga\u00e7\u00e3o estava encerrada.<\/p>\n<p>A derrota atingiu o Pearl Jam com for\u00e7a, e quase todas as datas restantes de sua turn\u00ea daquele ano foram canceladas. Mas quem realmente ganhou e quem perdeu? Antes do caso Pearl Jam, o \u00fanico debate sobre os ingressos na ind\u00fastria dos shows era: qu\u00e3o alto os pre\u00e7os poderiam subir? As turn\u00eas dos Eagles, Rod Stewart, Elton John e Billy Joel estavam quebrando a barreira dos US$ 100, e as taxas de servi\u00e7o nunca foram discriminadas. O consumidor n\u00e3o fazia ideia do que estava pagando. O Pearl Jam ajudou a virar a mar\u00e9 liderando uma onda de jovens bandas que vendiam discos a rodo e baixavam os pre\u00e7os dos ingressos, incluindo o Green Day, The Offspring, Stone Temple Pilots, Soul Asylum e Hootie And The Blowfish e Live. Em alguns casos, essas bandas sacrificaram uma parte de seus pr\u00f3prios lucros, mas a Ticketmaster tamb\u00e9m fez gestos simb\u00f3licos cortando suas taxas de servi\u00e7o. A empresa chegou a abrir a possibilidade de alguns f\u00e3s comprarem ingressos por correio, sem qualquer taxa de servi\u00e7o.<\/p>\n<p>No final das contas, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, essa luta rendeu vantagens mais pro consumidos, que viu muitas das taxas de servi\u00e7o sumirem, num apelo da Ticketmaster pra refazer sua imagem. O caso tamb\u00e9m for\u00e7ou concorrentes a mostrar pra Tickemaster que era poss\u00edvel escapar do cambismo. Os ingressos passaram a ter c\u00f3digos de barra e o nome do comprador impresso.<\/p>\n<p>Mas, observando o caso com vinte e cinco anos de dist\u00e2ncia, tudo parece ser uma tremenda bobagem. Nos dias atuais, onde a Internet \u00e9 a maior ferramenta de vendas, voltamos \u00e0 estaca zero dessa quest\u00e3o. Nem \u00e9 mais (apenas) sobre monop\u00f3lio, mas sobre servi\u00e7os realmente prestados pelas vendedoras de ingressos, j\u00e1 que hoje ingressos nem mais precisam ser impressos, enviados pra casa ou at\u00e9 mesmo existirem de fato (basta um c\u00f3digo de barras ou <em>QR code<\/em> pra ser escaneado na entrada do evento). Bandas grandes n\u00e3o conseguem vender elas mesmas seus ingressos e bilheterias f\u00edsicas n\u00e3o d\u00e3o conta da demanda, ent\u00e3o \u00e9 preciso utilizar ferramentas que essas prestadoras de servi\u00e7os oferecem (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-taxa-de-inconveniencia\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">ler mais sobre isso, no Brasil, aqui<\/a> ou <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-sobre-a-taxa-de-conveniencia-nada-mudou\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p>Entretanto, a briga iniciada vinte e cinco anos atr\u00e1s, em 1994, mostrou que os artistas, se quiserem, podem enfrentar um sistema pra que ele se torna mais acess\u00edvel (aos artistas e aos consumidores) e tornar o ambiente economicamente mais saud\u00e1vel e justo.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/ouca-pearl-jam-get-it-back\/\" title=\"OU\u00c7A: PEARL JAM &#8211; GET IT BACK\">OU\u00c7A: PEARL JAM &#8211; GET IT BACK<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/video-pearl-jam-retrograde\/\" title=\"V\u00cdDEO: PEARL JAM &#8211; RETROGRADE\">V\u00cdDEO: PEARL JAM &#8211; RETROGRADE<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/ouca-pearl-jam-quick-escape\/\" title=\"OU\u00c7A: PEARL JAM &#8211; QUICK ESCAPE\">OU\u00c7A: PEARL JAM &#8211; QUICK ESCAPE<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/ouca-pearl-jam-superblood-wolfmoon\/\" title=\"OU\u00c7A: PEARL JAM &#8211; SUPERBLOOD WOLFMOON\">OU\u00c7A: PEARL JAM &#8211; SUPERBLOOD WOLFMOON<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/video-pearl-jam-dance-of-the-clairvoyants-mach-iii\/\" title=\"V\u00cdDEO: PEARL JAM &#8211; DANCE OF THE CLAIRVOYANTS (MACH III)\">V\u00cdDEO: PEARL JAM &#8211; DANCE OF THE CLAIRVOYANTS (MACH III)<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Rolling Stone chamou de &#8220;briga de Golias contra Golias&#8221;. 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