{"id":54962,"date":"2019-10-15T14:47:24","date_gmt":"2019-10-15T17:47:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=54962"},"modified":"2019-12-19T17:45:04","modified_gmt":"2019-12-19T19:45:04","slug":"entrevista-ment-acceptance-letter-lancamento-do-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ment-acceptance-letter-lancamento-do-video\/","title":{"rendered":"ENTREVISTA: MENT &#8211; ACCEPTANCE LETTER (LAN\u00c7AMENTO DO V\u00cdDEO)"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"54963\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ment-acceptance-letter-lancamento-do-video\/ment1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/ment1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"ment1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/ment1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/ment1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"ment-video-acceptance-letter\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-54963\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/ment1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/ment1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Quem tem percorrido o rol\u00ea independente de S\u00e3o Paulo nesses \u00faltimos anos pode ter notado que Ment \u00e9 uma das bandas mais ativas por a\u00ed. Trazendo uma energia visceral, o quarteto paulista aposta muito num legado independente inaugurado, principalmente, nos anos 1990 pelas bandas que decidiram aplicar a \u00e9tica do &#8220;fa\u00e7a voc\u00ea mesmo&#8221; do <em>punk rock<\/em> em outras vertentes da m\u00fasica alternativa, moldando melodias e letras a partir duma perspectiva da press\u00e3o social etc.<\/p>\n<p>A banda &#8211; Alexandre Martuscelli (guitarra e voz), Felippe Alencar (guitarra e voz), Willian Gomes (baixo) e Marcelo M\u00fcller (bateria) -estreia seu clipe nesse dia 15 de outubro de 2019 e eu troquei uma ideia com o Alexandre sobre o disco que vem por ai, o videoclipe e as perspectivas comunit\u00e1rias na pol\u00edtica conturbada que temos vivenciado.<\/p>\n<p>Este primeiro <em>single<\/em> segue o conceito de buscar uma caracter\u00edstica singular dentro do repert\u00f3rio do Ment, considerando que cada m\u00fasica no \u00e1lbum de estreia possui um processo de composi\u00e7\u00e3o diferente, contudo, &#8220;Acceptance Letter&#8221; foi a \u00fanica cujo arranjo e letra foram finalizados conjuntamente durante o seu registro, dando a esta uma consist\u00eancia \u00fanica que fez com que a banda a escolhesse como primeira amostra do disco.<\/p>\n<p>&#8220;Backyard Days&#8221;, \u00e1lbum que conta com produ\u00e7\u00e3o assinada integralmente pela pr\u00f3pria banda e arte por Julia Kaffka, tem lan\u00e7amento previsto pro in\u00edcio de novembro de 2019.<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o \u00e9 de Priscila Bernardes (que tamb\u00e9m assina a produ\u00e7\u00e3o, a montagem, com Alexandre Martuscelli, e a fotografia) e da banda. Dia 19 de outubro, a Ment se junta \u00e0 Carb\u00f4nicas e Imperial Pilots, pra um show de lan\u00e7amento do clipe, em S\u00e3o Paulo (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/events\/452187728726144\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">veja a p\u00e1gina do evento aqui<\/a>).<\/p>\n<p>Veja o clipe aqui e leia a entrevista abaixo:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5vQiQ0XrBaA\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Floga-se: Como come\u00e7ou seu relacionamento com as <em>guitar bands<\/em> dos anos 90 e como voc\u00ea acha que isso ressoa na Ment?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alexandre Martuscelli<\/strong>: Com as <em>guitar bands<\/em>, tudo come\u00e7ou mais ou menos em 2005 (ou 2006), quando um amigo meu, primo do vocalista do Street Bulldogs, me arrumou um porta-CD cheio de bandas e colet\u00e2neas, eu ainda tava numa fase meio HC mel\u00f3dico, ent\u00e3o Hateen da fase do &#8220;Dear Life&#8221; foi o que me abriu o universo. Nesse mesmo porta-CD, tinha o &#8220;Servil&#8221;, do Ludovic, que me levou pro Shed, e a\u00ed Pindamonhangaba descobriu S\u00e3o Paulo (<em>risos<\/em>). Wry foi um achado tamb\u00e9m, enfim! Isso chega ao nosso som mais como um tipo de caracter\u00edstica em comum, banda brasileira de rock alternativo que canta em ingl\u00eas, guitarras altas etc. E outra coisa que tem que ser lembrada \u00e9 que boa parte dessas bandas ou continuou na ativa, ou se reuniu recentemente e voltou \u00e0 ativa, tipo Mickey Junkies, Pin Ups&#8230; A gente acaba se trombando e frequentando os mesmos rol\u00eas, tocando junto.<\/p>\n<p><strong>F-se: Falando nisso, como voc\u00ea acha que t\u00e1 o rol\u00ea pra bandas independentes e novas? Se puder, tamb\u00e9m, fale um pouco sobre como a \u00e9tica do fa\u00e7a-voc\u00ea-mesmo \u00e9 espalhada pela banda.<\/strong><\/p>\n<p><strong>AM<\/strong>: Olha, eu acho que t\u00e1 todo mundo construindo um espa\u00e7o massa, coletivamente, inclusive abrindo seus pr\u00f3prios espa\u00e7os. \u00c9 muito dif\u00edcil chegar em um fim de semana e n\u00e3o ter pelo menos tr\u00eas ou quatro shows de bandas diferentes em diferentes lugares, e que voc\u00ea gostaria de ir. Fa\u00e7a-voc\u00ea-mesmo, hoje em dia, \u00e9 realidade de todo mundo que toca um som fora daquilo que \u00e9 vend\u00e1vel no <em>mainstream<\/em>. A gente t\u00e1 vivendo uma baixa no rock pra m\u00eddia, e isso tem a ver inclusive com os quadros pol\u00edticos e econ\u00f4micos. Se voc\u00ea toca rock, em ingl\u00eas, e opta por n\u00e3o fazer m\u00fasica que toque em rede de <em>fast fashion<\/em> ou propaganda de banco, esquece. Vai ter que se digladiar com os algoritmos de divulga\u00e7\u00e3o das redes sociais por si pr\u00f3prio. No caso do Ment, a gente sentiu a necessidade de gravar, mas ao mesmo tempo o peso da falta de grana. Fazer um <em>full<\/em> de dez m\u00fasicas num est\u00fadio que correspondesse ao que a gente queria chegar era bastante invi\u00e1vel, conforme as nossas rendas pessoais. Ent\u00e3o, a gente foi ao longo dos \u00faltimos dois anos comprando uma interface de \u00e1udio aqui, um microfone ali, dividindo por quatro, estudando sobre grava\u00e7\u00e3o caseira, fazendo alguns experimentos. Se voc\u00ea pega a demo &#8220;Fitzgerald Can&#8217;t Be Wrong&#8221;, passa pro <em>single<\/em> &#8220;Meerhout, 2013&#8221;, e agora pra &#8220;Acceptance Letter&#8221;, ou o que est\u00e1 por vir no &#8220;Backyard Days&#8221;, o salto de aprendizado \u00e9 gritante. O que n\u00e3o conseguimos produzir n\u00f3s mesmos, a gente procura o contato de amigos pr\u00f3ximos, e tenta estar o m\u00e1ximo envolvido. Os dois clipes foram feitos pela Pri (<em>Priscila Bernardes<\/em>), minha namorada, que j\u00e1 trabalha com audiovisual h\u00e1 uns sete ou oito anos, e sempre teve vontade de filmar bandas, e as artes at\u00e9 ent\u00e3o eram nossas aventuras de Photoshop. Pra ilustra\u00e7\u00e3o do &#8220;Backyard Days&#8221;, a\u00ed n\u00e3o. A gente chamou uma amigona nossa, a J\u00falia Kaffka, que apoia a gente desde antes de sermos uma banda. Ent\u00e3o \u00e9 bem isso, a gente acaba criando la\u00e7os quase que familiares entre si e com as pessoas que est\u00e3o envolvidas. Coisas boas e que confortam.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/i62DtHL6IGI\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>F-se: Quando eu li suas letras eu achei muito, muito liter\u00e1rias. Como t\u00e1 envolvido o mundo de ser provavelmente um grande leitor com quest\u00f5es t\u00e3o s\u00e9rias como voc\u00ea tr\u00e1s?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AM<\/strong>: Bom, boa parte das letras trata de situa\u00e7\u00f5es pessoais, sejam elas vividas, imaginadas, certas doses de nostalgia, tamb\u00e9m a compreens\u00e3o e a busca de como lidar com situa\u00e7\u00f5es adversas, mesmo que a adversidade seja nosso pr\u00f3prio psicol\u00f3gico e a capacidade de autossabotagem. Claro que isso \u00e9 o contexto particular e micro de nossas rela\u00e7\u00f5es sociais. No macro, o mundo anda bem esquisito, n\u00e9? Parece que a gente t\u00e1 cada vez mais pr\u00f3ximo de uma crise, ou at\u00e9 que a gente j\u00e1 t\u00e1 nela, mas como a situa\u00e7\u00e3o vai piorando lenta e paulatinamente, a gente s\u00f3 se d\u00e1 conta (ou s\u00f3 vai se dar conta) quando o estrago for realmente catastr\u00f3fico. Ent\u00e3o, no fim das contas, a gente luta contra isso mesmo. A gente t\u00e1 empobrecendo, tendo menos trabalho dispon\u00edvel, aluguel come\u00e7ando a ficar invi\u00e1vel pra muita gente, falta de perspectiva, geral com endividamento. E \u00e9 essa a nossa gera\u00e7\u00e3o, nosso contexto di\u00e1rio. As letras se direcionam naturalmente a isso<\/p>\n<p><strong>F-se: Como foi o processo de grava\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo disco? Voc\u00eas tinham algo em mente ou foi &#8220;vamos ver o que acontece&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AM<\/strong>: A gente foi deixando rolar. As composi\u00e7\u00f5es estavam em amadurecimento, t\u00ednhamos aprendido um pouco mais sobre grava\u00e7\u00e3o DIY, e est\u00e1vamos convencidos de que tinha que ser um <em>full<\/em>, deixa essa de EP pra l\u00e1, tem que ser um <em>full<\/em>. E a\u00ed a gente foi tateando em como trabalhar produ\u00e7\u00e3o. E fomos fazendo como ach\u00e1vamos que seria. Tudo no quintal da av\u00f3 do Marcelo. Teve uma tarde que o Marcelo virou pra mim e disse &#8220;n\u00e3o to satisfeito com o timbre da sua guitarra&#8221;. A gente pegou e regravou tudo at\u00e9 ficar bom pro nosso gosto.<\/p>\n<p><strong>F-se: Como foi abrir pro Mineral? Tipo, como voc\u00eas estavam meia hora antes de piar no palco?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AM<\/strong>: Foi uma sensa\u00e7\u00e3o muito louca, a gente chegou l\u00e1 no auge da empolga\u00e7\u00e3o, meio descrente do rol\u00ea que a gente ia participar. Acho que a ficha n\u00e3o caiu ainda, pra mim. O voo dos caras atrasou um pouco, e a\u00ed o Marcelo foi chamado pra acertar o som da bateria. Depois eles chegaram, vimos a passagem de som, troquei uma ideia com o Gabriel (<em>Wiley, baterista do Mineral<\/em>) sobre os protestos sobre o clima e a segunda-feira apocal\u00edptica p\u00f3s-dia do fogo. Meia hora antes de tocar, a gente tava l\u00e1 montando nosso <em>setup<\/em>. Eu tava com a ansiedade em mais de 8000, mas a\u00ed a hora que a gente come\u00e7ou, a coisa mudou de figura! Tinha gente cantando nossas m\u00fasicas, rolou uma invas\u00e3o de palco. Foi sem d\u00favidas um dos nossos melhores shows e mais memor\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>F-se: Como quem viu o show, eu achei tudo muito incr\u00edvel! Como voc\u00ea acha que essa sensa\u00e7\u00e3o de comunidade \u00e9 importante nestes dias t\u00e3o dif\u00edceis politicamente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AM<\/strong>: \u00c9 confortante saber que n\u00e3o se est\u00e1 sozinho, e que sempre vai ter gente com quem se possa contar, e que voc\u00ea pode fazer parte de algo e ter seu espa\u00e7o. Vi o (<em>jornalista<\/em>) Glenn Greenwald dizer uma vez que a coragem \u00e9 constru\u00edda coletivamente, e pra mim, a motiva\u00e7\u00e3o pra encarar esses tempos de cabe\u00e7a erguida, \u00e9 por si s\u00f3 um exerc\u00edcio de coragem. Apesar da gente n\u00e3o ser uma banda de tem\u00e1tica pol\u00edtica expl\u00edcita, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o de se ausentar ou tomar uma postura isenta. T\u00e1 todo mundo sendo afetado negativamente de alguma forma, e se calar sobre isso foge do que eu tomo pra mim como \u00e9tico.<\/p>\n<p><strong>F-se: Fala pra gente como rolou a ideia do clipe, por favor.<\/strong><\/p>\n<p><strong>AM<\/strong>: O Marcelo tinha uma ideia de juntar uns amigos nossos e pedir um v\u00eddeo de cada um deles cantando um trecho da m\u00fasica. E a gente tinha quase batido o martelo disso. Eis que o PUP lan\u00e7a aquela obra-prima chamada &#8220;Free At Last&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=RhhyrmF0C_s\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">veja aqui<\/a>). Mas a gente viu que a ideia j\u00e1 era, ou a gente adaptava. A gente tamb\u00e9m n\u00e3o tinha terminado de gravar o \u00e1lbum e nem decidido que m\u00fasica seria. E a\u00ed veio a ideia da performance aleat\u00f3ria, o fundo verde, e a coisa evoluiu pra uma festa na casa da Pri com um monte de gente fazendo maluquice ou sendo orientada pra isso (<em>risos<\/em>). A gente s\u00f3 descobriu como ia ser o clipe quando ele acabou.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/dramon-ceus\/\" title=\"DRAM\u00d3N &#8211; C\u00c9US\">DRAM\u00d3N &#8211; C\u00c9US<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-rakta-boas-mentirosas\/\" title=\"ENTREVISTA: RAKTA &#8211; BOAS MENTIROSAS\">ENTREVISTA: RAKTA &#8211; BOAS MENTIROSAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/felipe-neiva-filho\/\" title=\"FELIPE NEIVA &#8211; FILHO\">FELIPE NEIVA &#8211; FILHO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/jair-naves-rente\/\" title=\"JAIR NAVES &#8211; RENTE\">JAIR NAVES &#8211; RENTE<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-boreal-multiplas-influencias\/\" title=\"ENTREVISTA: BOREAL &#8211; M\u00daLTIPLAS INFLU\u00caNCIAS\">ENTREVISTA: BOREAL &#8211; M\u00daLTIPLAS INFLU\u00caNCIAS<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem tem percorrido o rol\u00ea independente de S\u00e3o Paulo nesses \u00faltimos anos pode ter notado que Ment \u00e9 uma das bandas mais ativas por a\u00ed. 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