{"id":55104,"date":"2019-11-13T17:32:24","date_gmt":"2019-11-13T19:32:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=55104"},"modified":"2019-12-19T17:44:55","modified_gmt":"2019-12-19T19:44:55","slug":"os-discos-da-vida-borealis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/","title":{"rendered":"OS DISCOS DA VIDA: BOREALIS"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"55111\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/bart1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/bart1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"bart1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/bart1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/bart1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"marco-antonio-bart-barbosa-borealis\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-55111\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/bart1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/bart1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>O Borealis \u00e9 consequ\u00eancia de uma paix\u00e3o por m\u00fasica aflorada ainda na juventude e que foi crescendo e se diversificando com o passar dos anos. Pra quem nunca ouviu &#8220;Omnia&#8221;, o disco lan\u00e7ado em 2019 (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-borealis-omnia\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">leia resenha aqui<\/a>), n\u00e3o faz ideia onde essa paix\u00e3o levou Marco Ant\u00f4nio Barbosa, o Bart, cabe\u00e7a pensante do Borealis.<\/p>\n<p>Jornalista e escriba, Bart n\u00e3o se cansa em falar de seus discos preferidos e de hist\u00f3rias em torno dele: &#8220;nasci e cresci em S\u00e3o Gon\u00e7alo, a cerca de 30 km do Rio de Janeiro. Apesar da proximidade com a capital, e de ser um dos maiores (em popula\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o) munic\u00edpios do estado, \u00e9, ainda hoje, essencialmente uma cidade do interior. Imagine na segunda metade dos anos 80 do s\u00e9culo passado, pr\u00e9-internet, pr\u00e9-CD, pr\u00e9-MTV. Pra um adolescente durango, conhecer aqueles LPs fabulosos que figuravam nas p\u00e1ginas da revista Bizz significava ter de ir ao Centro do Rio \u2013 n\u00e3o havia loja de disco que prestasse em SG. Mencionei que eu era (mais) durango? Eu economizava todo e qualquer trocado que pintasse pra, periodicamente, excursionar \u00e0s lojas da capital. Meu pai me acompanhava, pra que eu n\u00e3o me perdesse pelas ruas da cidade grande. Foi numa dessas excurs\u00f5es com meu pai, em 1988, que comprei o disco que mudou a minha vida&#8221;, escreveu, quando falou sobre &#8220;Psychocandy&#8221;, do The Jesus &#038; Mary Chain.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 jornalista desde 1996, e escreveu sobre m\u00fasica e cinema em ve\u00edculo como Jornal do Brasil, Extra, Veja Rio, Cliquemusic, Scream &#038; Yell, Tribuna da Imprensa, Gula etc. Mas Bart tem um local s\u00f3 dele pra falar sobre m\u00fasica, o Telhado De Vidro, seu site (<a href=\"https:\/\/medium.com\/telhado-de-vidro\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">acesse, acesse, acesse!<\/a>), com listas bacanas e outras coisas mais (como cinema e pol\u00edtica, por exemplo).<\/p>\n<p>Dos discos que mudaram sua vida, que o fizeram escrever sobre, se apaixonar e resolver se aventurar a ser ele mesmo resenhado\/criticado, eis uma lista de dez (onze, a bem da verdade). Os seus Discos Da Vida come\u00e7am com um certo sentido, pra quem j\u00e1 ouviu o Borealis, mas Bart vai nos surpreendendo lista adentro. Como sua m\u00fasica surpreende. Como seus textos surpreendem.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>A seguinte lista n\u00e3o pretende ser uma rela\u00e7\u00e3o de melhores de todos os tempos, ou mesmo de meus LPs favoritos. S\u00e3o os discos que mais marcaram a forma\u00e7\u00e3o do meu gosto musical. Pe\u00e7o licen\u00e7a pra uma pequena barbeiragem, ao incluir dois discos em uma s\u00f3 posi\u00e7\u00e3o; leiam l\u00e1 e voc\u00eas v\u00e3o entender.<\/p>\n<p><strong>Simon &#038; Garfunkel, Dave Grusin &#8211; &#8220;The Graduate&#8221; (1968)<\/strong><br \/>\nDurante minha inf\u00e2ncia, ouvia-se muita m\u00fasica l\u00e1 em casa \u2013 mas no r\u00e1dio. N\u00e3o havia muitos discos. Meus pais n\u00e3o eram exatamente roqueiros: minha m\u00e3e gostava dos Beatles e de Clube Da Esquina (mas n\u00e3o tinha os LPs) e meu pai era mais chegado a um <em>easy listening<\/em>, coisas como Paul Mauriat e Acker Bilk. Mas dois ou tr\u00eas discos da pequena cole\u00e7\u00e3o me causaram fortes impress\u00f5es. Caso do &#8220;Reach Out&#8221;, do Burt Bacharach (de quem sou f\u00e3 at\u00e9 hoje e a quem, por sorte, consegui entrevistar em 1999) e uma colet\u00e2nea de <em>hits<\/em> da Dionne Warwick. Entretanto, o disco mais marcante foi a trilha-sonora do filme &#8220;A Primeira Noite De Um Homem&#8221; (<em>&#8220;The Graduate&#8221;<\/em>), cheia de sucessos do duo Simon &#038; Garfunkel. &#8220;The Sounds Of Silence&#8221;, &#8220;Mrs. Robinson&#8221; e &#8220;Scarborough Fair&#8221; s\u00e3o as minhas mais remotas refer\u00eancias de m\u00fasica pop. Minha m\u00e3e ouvia muito e eu cantarolava (embromando) as m\u00fasicas sem parar.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"55105\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/trilha-thegraduate\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-thegraduate.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"trilha-thegraduate\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-thegraduate.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-thegraduate.jpg?resize=300%2C300\" alt=\"trilha-sonora-the-graduate\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-55105\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-thegraduate.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-thegraduate.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-thegraduate.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-thegraduate.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;The Sounds Of Silence&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/f7McpVPlidc\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Gilberto &#8211; &#8220;Amoroso&#8221; (1977)<\/strong><br \/>\nQuando eu tinha uns oito ou dez anos (primeira metade da d\u00e9cada de 1980), eu costumava ouvir a R\u00e1dio JB AM junto \u00e0 minha m\u00e3e. A programa\u00e7\u00e3o era muito boa, muita MPB e algum pop internacional mais classudo. E tocavam v\u00e1rias m\u00fasicas do Jo\u00e3o Gilberto, o dia todo: &#8220;Wave&#8221;, &#8220;Estate&#8221;, &#8220;Caminhos Cruzados&#8221;, &#8220;Triste&#8221;, &#8220;Tintin Por Tintin&#8221;&#8230; Eu j\u00e1 sabia quem era Jo\u00e3o porque minha m\u00e3e era f\u00e3 e eu lembrava daquele famoso especial de TV no qual ele cantava com a Rita Lee. Ent\u00e3o Jo\u00e3o sempre foi uma presen\u00e7a musical na minha vida, desde cedo. Anos depois, descobri que aquelas m\u00fasicas todas que rolavam na JB eram, quase sem tirar nem p\u00f4r, o repert\u00f3rio do LP &#8220;Amoroso&#8221;. \u00c9 meu disco brasileiro predileto de todos os tempos, pra mim superior at\u00e9 aos tr\u00eas primeiros \u00e1lbuns, que cristalizaram a bossa nova. Essas lembran\u00e7as de Jo\u00e3o me inspiraram a <a href=\"https:\/\/medium.com\/telhado-de-vidro\/todas-as-118-m%C3%BAsicas-de-jo%C3%A3o-gilberto-da-pior-%C3%A0-melhor-d689984f0ea9\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">escrever um <em>ranking<\/em> completo com todas as m\u00fasicas que ele gravou<\/a>.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"55106\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/joaogilberto-amoroso\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/joaogilberto-amoroso.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"joaogilberto-amoroso\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/joaogilberto-amoroso.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/joaogilberto-amoroso.jpg?resize=300%2C300\" alt=\"joao-gilberto-amoroso\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-55106\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/joaogilberto-amoroso.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/joaogilberto-amoroso.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/joaogilberto-amoroso.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/joaogilberto-amoroso.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Wave&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2RCnbOzCj1I\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>The Smiths &#8211; &#8220;Hatful Of Hollow&#8221; (1984)<\/strong><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 o melhor \u00e1lbum dos Smiths (&#8220;Meat Is Murder&#8221;), nem foi o primeiro que ouvi (&#8220;The Queen Is Dead&#8221;), mas essa colet\u00e2nea \u00e9 o disco deles que mais escutei. Um pouco por falta de op\u00e7\u00e3o (minha discoteca era pequena na \u00e9poca), um pouco porque o LP mostrava bem a versatilidade da banda. <a href=\"https:\/\/medium.com\/telhado-de-vidro\/top-10-morrisseynianas-6e0a106fe294\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Os Smiths foram a primeira banda que chamei de &#8220;minha&#8221;<\/a>, uma descoberta completamente aleat\u00f3ria e individual que fiz: ouvi &#8220;This Charming Man&#8221; tocar no r\u00e1dio em algum momento de 1985 e fiquei fascinado. Era uma \u00e9poca em que eu estudava ingl\u00eas e ficava tirando as letras, traduzindo, me identificando com as depr\u00eas juvenis do Morrissey&#8230; &#8220;Hatful Of Hollow&#8221; era bom de ouvir porque tinha dezesseis m\u00fasicas, a maioria delas curtinhas, incluindo cl\u00e1ssicos como &#8220;William It Was Really Nothing&#8221;, &#8220;Heaven Knows I&#8217;m Miserable Now&#8221;, &#8220;How Soon Is Now?&#8221; e &#8220;Reel Around The Fountain&#8221;. A vers\u00e3o de &#8220;Still Ill&#8221; (com a gaitinha) \u00e9 melhor que a grava\u00e7\u00e3o original do \u00e1lbum de estreia.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"16966\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-loomer\/smiths-hatfulofhollow\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?fit=240%2C240&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"smiths-hatfulofhollow\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?fit=240%2C240&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?resize=300%2C300\" alt=\"the-smiths-hatful-of-hollow\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-16966\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?w=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;This Charming Man&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FD_CtQSTPn0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>The Jesus &#038; Mary Chain &#8211; &#8220;Psychocandy&#8221; (1985)<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/discosdavida.wordpress.com\/tag\/marco-antonio-bart-barbosa-2\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">J\u00e1 escrevi sei l\u00e1 quantas vezes sobre esse disco<\/a>, e \u00e9 poss\u00edvel que seja o LP que mais mudou os rumos do meu gosto musical. Depois de ouvi-lo, nunca mais consegui retornar ao rock &#8220;normal&#8221; \u2013  quer dizer, pra mim, o normal passou a ser o barulhento, o dissonante. O Jesus aparecia na Bizz toda hora (&#8220;Psychocandy&#8221; foi o disco do ano de 1986, segundo a reda\u00e7\u00e3o da revista), mas n\u00e3o tocava em r\u00e1dio, os clipes n\u00e3o passavam&#8230; pra completar, eu morava em uma cidade (S\u00e3o Gon\u00e7alo) com poucas lojas de discos, ningu\u00e9m conhecia a banda. Finalmente consegui p\u00f4r a m\u00e3o numa c\u00f3pia, uns dois anos depois do lan\u00e7amento, e pirei. Era uma \u00e9poca em que eu passei a conhecer muita coisa alternativa ouvindo a r\u00e1dio Fluminense FM e lendo a Bizz. De vez em quando, descolava um exemplar (com meses de atraso) do Melody Maker, pra sacar o que estava rolando na Inglaterra. Peregrinei (sozinho) ao primeiro show do J&#038;MC no Brasil, em 1990, no Canec\u00e3o, outra experi\u00eancia impactante.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"15331\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-floga-se\/jesus-psychocandy\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/jesus-psychocandy.jpg?fit=240%2C240&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"jesus-psychocandy\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/jesus-psychocandy.jpg?fit=240%2C240&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/jesus-psychocandy.jpg?resize=300%2C300\" alt=\"the-jesus-and-mary-chain-psychocandy\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-15331\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/jesus-psychocandy.jpg?w=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/jesus-psychocandy.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;The Living End&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2KOrenDyKOE\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>New Order &#8211; &#8220;Substance&#8221; (1987)<\/strong><br \/>\nJunto aos Smiths e ao Jesus, o New Order fechava a trinca de artistas que formou meu car\u00e1ter. Essas tr\u00eas bandas me &#8220;condicionaram&#8221; a aceitar e a procurar um rock menos \u00f3bvio, incluindo os nomes que ainda iriam surgir (Pixies, My Bloody Valentine, Nirvana, Pavement&#8230;) e os resgates do passado (Velvet, Stooges, The Fall, PiL, Modern Lovers, Gang Of Four&#8230;) Virei f\u00e3 do New Order assim que os discos come\u00e7aram a sair no Brasil, em 1987, tamb\u00e9m por influ\u00eancia da Bizz. O New Order (e o Joy Division) passaram a me acompanhar at\u00e9 hoje, <a href=\"https:\/\/medium.com\/telhado-de-vidro\/todas-as-140-m%C3%BAsicas-do-new-order-da-pior-%C3%A0-melhor-5213fb6a4094\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">e s\u00e3o bandas sobre as quais tamb\u00e9m j\u00e1 escrevi in\u00fameras vezes<\/a>. J\u00e1 at\u00e9 tirei <a href=\"https:\/\/medium.com\/telhado-de-vidro\/q-a-uma-conversa-com-peter-hook-78fccad0a997\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">foto ao lado do Peter Hook<\/a>! Com toda certeza, &#8220;Substance&#8221; \u00e9 o disco que mais ouvi na vida, um resumo do melhor que o New Order tinha a oferecer e uma cr\u00f4nica da evolu\u00e7\u00e3o do grupo \u2013 das ra\u00edzes p\u00f3s-punk \u00e0 exuber\u00e2ncia eletr\u00f4nica e mel\u00f3dica do fim dos anos 1980, com diversas muta\u00e7\u00f5es no meio. Esse \u00e9 pra ter em vinil, porque as edi\u00e7\u00f5es em CD trazem v\u00e1rios pequenos cortes em algumas m\u00fasicas (pra caber tudo num disco s\u00f3). Minha c\u00f3pia original sumiu \u2013 um dos pouqu\u00edssimos discos que perdi at\u00e9 hoje \u2013 em algum momento da d\u00e9cada de 2000 e s\u00f3 fui comprar outra h\u00e1 pouco tempo.<\/p>\n<p><<img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"19363\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-sinewave\/neworder-substance\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/neworder-substance.jpg?fit=240%2C240&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"neworder-substance\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/neworder-substance.jpg?fit=240%2C240&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/neworder-substance.jpg?resize=300%2C300\" alt=\"new-order-substance\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-19363\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/neworder-substance.jpg?w=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/neworder-substance.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Ceremony&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fi33-cITS0s\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>The Beatles &#8211; &#8220;Magical Mystery Tour&#8221; (1967)<\/strong><br \/>\nEu cheguei atrasado aos Beatles, por algumas raz\u00f5es. Primeiro, a banda estava meio fora de moda na segunda metade dos anos 1980; a forma\u00e7\u00e3o musical que eu absorvia da Bizz privilegiava mais o rock alternativo, o punk e o p\u00f3s-punk. Segundo, eu n\u00e3o tinha a figura do irm\u00e3o\/primo-mais-velho-que-emprestava-discos-antigos. At\u00e9 que surgiu o namorado de uma das minhas primas, que era um cara bacana e antenado (ele me emprestou a primeira Bizz que li) e que gostava de rock antigo, especialmente de Beatles. E o &#8220;Magical Mystery Tour&#8221; foi o primeiro disco dos Beatles que ele levou l\u00e1 em casa. Eu obviamente sabia quem eram os Beatles e a sua import\u00e2ncia, mas nunca tinha escutado um disco de cabo a rabo. E acabou que &#8220;Magical Mystery Tour&#8221; foi uma excelente introdu\u00e7\u00e3o, com seu lado A mais louc\u00e3o e o B cheio de sucessos (&#8220;Strawberry Fields Forever&#8221;, &#8220;Penny Lane&#8221;, &#8220;Hello Goodbye&#8221; e &#8220;All You Need Is Love&#8221;). Da\u00ed em diante comecei a correr atr\u00e1s dos outros discos, que eram facilmente encontr\u00e1veis nos sebos; muita gente se desfez dos vinis pra recomprar tudo em CD, no fim da d\u00e9cada de 1980. Os Beatles foram a porta pro come\u00e7o da explora\u00e7\u00e3o do <em>classic rock<\/em> e outros sons dos anos 1960 e 1970, um tipo de m\u00fasica no qual eu n\u00e3o prestava aten\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"55107\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/beatles-magicalmysterytour\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/beatles-magicalmysterytour.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"beatles-magicalmysterytour\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/beatles-magicalmysterytour.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/beatles-magicalmysterytour.jpg?resize=300%2C300\" alt=\"the-beatles-magical-mystery-tour\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-55107\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/beatles-magicalmysterytour.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/beatles-magicalmysterytour.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/beatles-magicalmysterytour.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/beatles-magicalmysterytour.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;I Am The Walrus&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/t1Jm5epJr10\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>De Falla &#8211; &#8220;De Falla&#8221;\/&#8221;DeFalla 2&#8243;* (1987\/1998)<\/strong><br \/>\nN\u00e3o consigo separar esses dois discos: conheci-os praticamente ao mesmo tempo, nunca consegui decidir qual dos dois \u00e9 o melhor e pra mim eles s\u00e3o uma obra s\u00f3. Eu sempre fiz uma distin\u00e7\u00e3o clara entre &#8220;rock brasileiro&#8221; e &#8220;rock&#8221;. O primeiro pode ser legal, acess\u00edvel, mexer com a mem\u00f3ria afetiva etc&#8230; Mas qualquer compara\u00e7\u00e3o honesta com os EUA e a Inglaterra vai mostrar que 90% do &#8220;rock&#8221; que se faz aqui n\u00e3o passa de sombras projetadas na proverbial caverna. Creio que, a cada gera\u00e7\u00e3o, apenas uma ou duas bandas nacionais foram capazes de se igualar em criatividade e ousadia \u00e0 produ\u00e7\u00e3o estrangeira \u2013 e no fim dos anos 1980, o DeFalla era capaz. A banda ga\u00facha era, ao mesmo tempo, os nossos Stooges, a nossa Gang Of Four e os nossos Beastie Boys, barulhento, escatol\u00f3gico, suingado e acima de tudo 100% sintonizado com o que se fazia no rock alternativo na \u00e9poca. O DeFalla era o grupo brasileiro favorito da minha turma de amigos, uma galera tamb\u00e9m chegada em Fellini, Mercen\u00e1rias, Smack, Violeta de Outono, Black Future e outros sons de maluco que n\u00e3o tocavam na r\u00e1dio, ningu\u00e9m conhecia, ningu\u00e9m gostava. S\u00f3 n\u00f3s.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"55108\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/defalla-defalla-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/defalla-defalla.jpg?fit=280%2C280&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"280,280\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"defalla-defalla\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/defalla-defalla.jpg?fit=280%2C280&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/defalla-defalla.jpg?resize=300%2C300\" alt=\"defalla-defalla\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-55108\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/defalla-defalla.jpg?w=280&amp;ssl=1 280w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/defalla-defalla.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/defalla-defalla.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/defalla-defalla.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;N\u00e3o Me Mande Flores&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/89WJVLBsY0o\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>*<em>N.E.: Os dois primeiros discos do DeFalla tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos com outros t\u00edtulo. O primeiro, de 1985, cuja capa est\u00e1 representada aqui, aparece em v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es com o nome de &#8220;Papaparty&#8221;, mas qualquer pessoa que comprou o disco \u00e0 \u00e9poca o chamava de &#8220;DeFalla&#8221;. O segundo recebeu o t\u00edtulo de &#8220;It&#8217;s Fuckin&#8217; Borin&#8217; To Death&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>V\u00e1rios &#8211; &#8220;Colors \u2013 As Cores Da Viol\u00eancia&#8221; (1988)<\/strong><br \/>\n&#8220;As Cores Da Viol\u00eancia&#8221; \u00e9 um filme policial dirigido por Dennis Hopper e lan\u00e7ado em 1988. Pouca gente se lembra dele hoje, eu mesmo nunca assisti. No entanto, comprei naquela \u00e9poca a trilha-sonora do longa: meu primeiro \u00e1lbum de <em>hip hop<\/em>. O g\u00eanero ainda era uma relativa novidade no Brasil e naquele per\u00edodo come\u00e7aram a chegar mais lan\u00e7amentos por aqui. Comprei o LP depois de pirar no remix que o Coldcut fez pra &#8220;Paid In Full&#8221; (Eric B. &#038; Rakim), uma das m\u00fasicas da trilha. O disco ainda tinha a faixa-t\u00edtulo, um cl\u00e1ssico do Ice-T; faixas de Salt-n-Pepa, Big Daddy Kane e um tro\u00e7o estranho chamado &#8220;Six Gun (44 Mag Mix)&#8221;, creditado a um certo Decadent Dub Team \u2013 uma mistura pioneira de rap e rock industrial. Nunca mais abandonei o <em>hip hop<\/em>.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"55109\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/trilha-colors\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-colors.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"trilha-colors\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-colors.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-colors.jpg?resize=300%2C300\" alt=\"trilha-sonora-colors\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-55109\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-colors.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-colors.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-colors.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/trilha-colors.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Paid In Full&#8221;, remix do Coldcut (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-marrs-pump-up-the-volume-1987\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">vale ler tamb\u00e9m este artigo<\/a>):<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yUHBwErQmw4\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>V\u00e1rios &#8211; &#8220;Atlantic Rhythm&#8217;n&#8217;Blues 1947-1974, Vol.6&#8221; (1985)<\/strong><br \/>\nOutra colet\u00e2nea que me abriu as portas de um estilo que eu n\u00e3o conhecia: a <em>soul music<\/em>. Eu j\u00e1 estava na faculdade e costumava emprestar discos pra um colega que, em troca, me mostrava coisas novas. Nesse interc\u00e2mbio ele me cedeu o volume 6 da cole\u00e7\u00e3o Atlantic Rhythm&#8217;n&#8217;Blues, uma s\u00e9rie de sete discos duplos que dava uma geral no cat\u00e1logo de <em>black music<\/em> lan\u00e7ado pela gravadora Atlantic. A cole\u00e7\u00e3o inteira \u00e9 indispens\u00e1vel, mas o n\u00famero 6, que abarca o per\u00edodo 1966-69, \u00e9 o mapa da mina. Tem Aretha Franklin (&#8220;Respect&#8221;, &#8220;Think&#8221;, &#8220;Chain Of Fools&#8221;), Otis Redding (&#8220;Try A Little Tenderness&#8221;, &#8220;The Dock Of The Bay&#8221;), Wilson Pickett (&#8220;Land Of 1000 Dances&#8221;) e mais uma porrada de maravilhas. Imagine a rea\u00e7\u00e3o de um moleque que se considerava muito entendido de m\u00fasica (s\u00f3 por conhecer umas bandinhas obscuras) ao ouvir &#8220;Try A Little Tenderness&#8221; pela primeira vez. Lembro exatamente daquele momento.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"55110\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/coletanea-atlanticrhythmnblues6\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/coletanea-atlanticrhythmnblues6.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"coletanea-atlanticrhythmnblues6\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/coletanea-atlanticrhythmnblues6.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/coletanea-atlanticrhythmnblues6.jpg?resize=300%2C300\" alt=\"atlantic-rhythm-and-blues-1947-1974-vol-6\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-55110\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/coletanea-atlanticrhythmnblues6.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/coletanea-atlanticrhythmnblues6.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/coletanea-atlanticrhythmnblues6.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/coletanea-atlanticrhythmnblues6.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Try A Little Tenderness&#8221;, com Otis Redding:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UnPMoAb4y8U\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Daft Punk &#8211; &#8220;Homework&#8221; (1997)<\/strong><br \/>\nQuando este disco saiu, em 1996 (<em>na verdade, a data de lan\u00e7amento oficial \u00e9 janeiro de 1997<\/em>), eu estava meio enjoado de rock e andava ouvindo muito <em>rap<\/em> e m\u00fasica eletr\u00f4nica. Eu sempre gostei de eletr\u00f4nica, j\u00e1 nos anos 1980 ouvia Kraftwerk, Bomb The Bass e, claro, New Order, mas meu interesse no estilo cresceu muito na d\u00e9cada posterior. A descoberta do Daft Punk se deu, por coincid\u00eancia, na mesma \u00e9poca em que eu comecei a brincar de fazer m\u00fasica no computador, usando programinhas (hoje) rudimentares, desses que vinham em CDs encartados em revistas de inform\u00e1tica. O <em>insight<\/em> que tive ao ouvir &#8220;Homework&#8221; deve ter sido similar ao dos moleques ingleses que ouviram os Sex Pistols em 1976: &#8220;cara, ISSO A\u00cd eu consigo fazer&#8221;. O t\u00edtulo do disco j\u00e1 entregava tudo: &#8220;dever de casa&#8221;. Eu ainda n\u00e3o sabia, mas a audi\u00e7\u00e3o da estreia do Daft Punk foi, de uma certa maneira, a g\u00eanese do Borealis.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45488\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-ghost-hunt\/daftpunk-homework\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/daftpunk-homework.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"daftpunk-homework\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/daftpunk-homework.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/daftpunk-homework.jpg?resize=300%2C300\" alt=\"daft-punk-homework\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-45488\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/daftpunk-homework.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/daftpunk-homework.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/daftpunk-homework.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/daftpunk-homework.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Da Funk&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/n1ZqN_VFhdo\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o anterior, <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-benjamin-back\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Os Discos da Vida: Benjamin Back&#8221;<\/a>.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-dramon\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: DRAMON\">OS DISCOS DA VIDA: DRAMON<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/borealis-orbitae-ep\/\" title=\"BOREALIS &#8211; ORBITAE EP\">BOREALIS &#8211; ORBITAE EP<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/ouca-borealis-interstellar-overdrive-pink-floyd-cover\/\" title=\"OU\u00c7A: BOREALIS &#8211; INTERSTELLAR OVERDRIVE (PINK FLOYD COVER)\">OU\u00c7A: BOREALIS &#8211; INTERSTELLAR OVERDRIVE (PINK FLOYD COVER)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-clandestinas\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS\">OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/borealis-siemensdream\/\" title=\"BOREALIS &#8211; SIEMENSDREAM\">BOREALIS &#8211; SIEMENSDREAM<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Borealis \u00e9 consequ\u00eancia de uma paix\u00e3o por m\u00fasica aflorada ainda na juventude e que foi crescendo e se diversificando com o passar dos anos. 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