{"id":55984,"date":"2020-06-09T13:57:21","date_gmt":"2020-06-09T16:57:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=55984"},"modified":"2020-07-08T12:02:57","modified_gmt":"2020-07-08T15:02:57","slug":"low-dream-em-duque-de-caxias-um-culto-ao-velvet-underground-em-um-salao-de-forro-na-baixada-fluminense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/low-dream-em-duque-de-caxias-um-culto-ao-velvet-underground-em-um-salao-de-forro-na-baixada-fluminense\/","title":{"rendered":"LOW DREAM EM DUQUE DE CAXIAS: UM CULTO AO VELVET UNDERGROUND EM UM SAL\u00c3O DE FORR\u00d3 NA BAIXADA FLUMINENSE"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"55988\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/low-dream-em-duque-de-caxias-um-culto-ao-velvet-underground-em-um-salao-de-forro-na-baixada-fluminense\/lowdream4\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream4.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"lowdream4\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream4.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream4.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"low-dream\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-55988\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream4.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream4.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Dizem que teve at\u00e9 tiro do lado de fora. N\u00e3o h\u00e1 provas, mas quando a lenda \u00e9 maior que o fato, imprima-se a lenda, ensinou John Ford em &#8220;O Homem Que Matou O Fac\u00ednora&#8221; (1962), com John Wayne e James Stewart. \u00c9 sobre o poder da lenda que, n\u00e3o raras vezes, supera a realidade no interesse do p\u00fablico. Como neste caso espec\u00edfico, assim como no <em>western<\/em> de Ford, a lenda joga a favor, e n\u00e3o contra o fato, a gente imprime a lenda.<\/p>\n<p>Pois ent\u00e3o, dizem que teve at\u00e9 tiro do lado de fora de um sal\u00e3o de forr\u00f3 em Duque de Caixas, Baixada Fluminense (e a informa\u00e7\u00e3o veio de algu\u00e9m que supostamente esteve l\u00e1), num domingo \u00e0 tarde, onde tr\u00eas garotos rec\u00e9m-sa\u00eddos da adolesc\u00eancia, vestidos de preto, blusas de gola rol\u00ea, cal\u00e7as de couro e franjas sobre os olhos, azucrinaram uma plateia diminuta com barulho ensurdecedor em uma esp\u00e9cie de culto ao Velvet Underground. \u00c9 a s\u00edntese do tal &#8220;rol\u00ea aleat\u00f3rio&#8221; antes de a express\u00e3o virar moda. Aconteceu em 1991 com a Flower&#8217;s Land, banda que deu origem \u00e0 Low Dream, de Bras\u00edlia, considerada a mais inglesa entre as brasileiras, e banda <em>indie <\/em>preferida do Renato Russo.<\/p>\n<p>&#8220;Fomos convidados a tocar nessa casa noturna&#8221;, lembra Giovanni Fernandes, baterista da Flower&#8217;s Land\/Low Dream. &#8220;O Reginaldo agilizou tudo&#8221;. O Reginaldo da hist\u00f3ria foi presidente de f\u00e3-clube da Legi\u00e3o Urbana, depois <em>roadie<\/em> do Dado Villa-Lobos.<\/p>\n<p>Era a primeira vez que o trio \u2013 Guilliano Fernandes (vocais, guitarra), Giovanni e Alessandro Haeckel (baixo) \u2013 tocava em um palco fora de Bras\u00edlia. Em 1991, viajar os mais de 1.160 quil\u00f4metros que separam o Distrito Federal do Rio de Janeiro pra uma <em>gig<\/em> barulhenta no sub\u00farbio carioca era uma aventura que nem todo mundo topava encarar. Antes da Internet, as dist\u00e2ncias pareciam muito maiores. Em um tempo em que a comunica\u00e7\u00e3o se dava por telefone ou carta, arranjar um show em outro estado era uma luta inimagin\u00e1vel pra uma banda independente atual.<\/p>\n<p>Consultado uma vez sobre o show, Giulliano disse n\u00e3o se lembrar de nada. O irm\u00e3o mais novo tem alguma coisa na mem\u00f3ria. &#8220;Lembro que a casa ofereceu um valor simb\u00f3lico pros nossos custos, que mal pagaram nossas passagens&#8221;, conta Giovanni. &#8220;Foi a primeira vez que viajamos juntos&#8221;.<\/p>\n<p>A viagem era intermin\u00e1vel, e o \u00f4nibus quebrou &#8220;no meio do nada&#8221; durante a madrugada. O trio esperou horas por outro \u00f4nibus. Mas a empolga\u00e7\u00e3o era tanta que nem ligaram. Ainda que tocar em um local ainda n\u00e3o explorado e n\u00e3o reconhecido (pelo menos \u00e0 \u00e9poca) como terreno f\u00e9rtil pro <em>noise<\/em> \u00e0 Velvet Underground do trio, botava uma pulga atr\u00e1s da orelha da Flower&#8217;s Land. &#8220;Sab\u00edamos que est\u00e1vamos indo tocar na regi\u00e3o metropolitana do Rio, no caso a Baixada Fluminense. Rolava um certo receio, claro, mas nosso amigo era de l\u00e1 e nos tranquilizou&#8221;.<\/p>\n<p>A Baixada Fluminense \u00e9 formada pelos munic\u00edpios Duque de Caxias, Belford Roxo, Guaramirim, Itagua\u00ed, Japeri, Mag\u00e9, Mesquita, Nil\u00f3polis, Nova Igua\u00e7u, Paracambi, Queimados, S\u00e3o Jo\u00e3o do Meriti e Serop\u00e9dica. Segundo o Atlas Brasil, o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) do munic\u00edpio de Duque de Caxias em 1991 era de 0,506; em 2010 havia saltado para 0,711. A expectativa de vida passava pouco dos 65 anos; atualmente \u00e9 de 75. A vida melhorou bastante desde o famoso Ten\u00f3rio Cavalcanti, o Homem da Capa Preta, nos anos 60, mas ainda h\u00e1 muito preconceito de quem v\u00ea a regi\u00e3o de fora &#8211; como acontece com tada regi\u00e3o perif\u00e9rica nas grandes metr\u00f3poles, infelizmente.<\/p>\n<p>Em reportagem de 2017, a Ag\u00eancia P\u00fablica informou que, naquele ano, os treze munic\u00edpios da regi\u00e3o respondiam juntos por 46% dos homic\u00eddios no estado do Rio. C\u00e1lculos do Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Rio de Janeiro apontaram que, em 2015, a taxa de assassinatos foi de 18,5 para cada 100 mil habitantes; na Baixada, o n\u00famero foi de 40,2.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_nROrfPFf3o\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A Flower&#8217;s Land foi o laborat\u00f3rio da Low Dream. Criada pelos irm\u00e3os Giuliano (guitarra e voz) e Giovanni Fernandes, tinha ainda Alessandro Haeckel no baixo. Em vez do <em>noisy pop<\/em>\/<em>shoegaze<\/em> da Low Dream, a banda anterior olhava mais para as experimenta\u00e7\u00f5es de Lou Reed e John Cale, envolvendo a execu\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas em volume ensurdecedor e drogas.<\/p>\n<p>&#8220;Eu morava em Niter\u00f3i, bem longe de Caixas&#8221;, lembra Rodrigo Lari\u00fa, fundador e propriet\u00e1rio da Midsummer Madness, \u00e0 \u00e9poca com &#8220;16 ou 17 anos, sei l\u00e1&#8221;. Acompanhado de um primo \u2013 o Guilherme \u2013, passaram a noite posterior na casa de parentes em Duque de Caxias, j\u00e1 que a viagem tamb\u00e9m Niter\u00f3i-Baixada Fluminense tamb\u00e9m era longa. &#8220;N\u00e3o me lembro de tiros na porta&#8221;, diz, ainda que suas lembran\u00e7as, afirma, sejam nebulosas. Mas lembra que o lugar n\u00e3o era exatamente o ideal pra uma banda como a Flower&#8217;s Land. &#8220;O lugar era esquisito, tipo sal\u00e3o de baile de forr\u00f3. Mas pelo menos tinha palco, equipamento e era escuro&#8221;.<\/p>\n<p>Naquele in\u00edcio dos anos 90, Lari\u00fa trocava cartas com o Giulliano. Em uma delas, percebeu que o m\u00fasico estava empolgado pra tocar no Rio. &#8220;Falava do show como se fosse tocar no Scala, em Londres. Eu dividia a empolga\u00e7\u00e3o&#8221;. Giulliano tamb\u00e9m editava um zine, o &#8220;Hang de DJ&#8221;, em que publicava not\u00edcias sobre Galaxie 500, Ride, My Bloody Valentine, Smiths, House Of Love e, evidentemente, Velvet Underground.<\/p>\n<p>Era esse tipo de evento que permitia a bandas e f\u00e3s desse tipo de som mais ardido, menos popular, conhecer gente que tamb\u00e9m gostava da mesma est\u00e9tica. &#8220;Pra esse show, como outros na mesma \u00e9poca, eu me enchia de esperan\u00e7a de, quem sabe, conhecer novos amigos ou uma namorada que gostasse das mesmas coisas&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o era imenso pra uma banda independente, sobretudo pra uma que cantava em ingl\u00eas. Sin\u00f4nimo de que seriam estranhos ao ambiente. Mas a banda, lembra Giovanni, foi ao Rio consciente disso. &#8220;Nos sentimos totalmente fora do contexto ali&#8221;. O p\u00fablico foi pequeno, e mesmo sabendo que seria assim, Giulliano voltou pra casa frustrado. &#8220;Sempre acreditamos muito no que faz\u00edamos e onde quer\u00edamos chegar&#8221;, aponta Giovanni. &#8220;O primeiro show fora de Bras\u00edlia, claro que existia uma grande expectativa. O que n\u00e3o aconteceu em termos de casa cheia, e ningu\u00e9m gosta disso&#8221;.<\/p>\n<p>Mas a presen\u00e7a de Lari\u00fa, \u00e0 \u00e9poca editor do zine Midsummer Madness (<em>ao final do artigo, a reprodu\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria<\/em>), que logo se transformaria no principal selo independente do pa\u00eds, deu \u00e0 banda o alento necess\u00e1rio pra que aquele fracasso n\u00e3o botasse uma pedra sobre os sonhos dos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Uma banda abriu a <em>gig<\/em>, mas Giovanni n\u00e3o faz ideia de quem tenha sido. Ela tamb\u00e9m levou certa parte do p\u00fablico, insuficiente pra lotar o local. Mas a Flower&#8217;s Land percebeu que, de algum modo, conseguiu atingir aquela meia d\u00fazia de adolescentes que se disp\u00f4s a ir uma casa de forr\u00f3 pra ouvir tr\u00eas garotos arrancarem barulho dos instrumentos como se fosse a \u00fanica coisa que lhes restasse.<\/p>\n<p>&#8220;Lembro de algumas pessoas levantarem com os dedos nos ouvidos e sa\u00edrem dali, sem suportar o barulho&#8221;, destaca. &#8220;Lembro do Rodrigo, a Al\u00ea e o Leandro (ou Guilherme, segundo Lari\u00fa) assistindo ao show sentados em uma mesa e lembro de alguns curiosos, que deviam estar bem b\u00eabados, em frente ao palco balan\u00e7ando o corpo como quem est\u00e1 gostando sem saber exatamente do que&#8221;, recorda Giovanni. &#8220;Aquilo tudo era muito novo&#8221;. Felizmente, os poucos que estiveram diante da banda naquele domingo eram curiosos ou gente que entendia minimamente o que sa\u00eda dos amplificadores \u2013 ou estavam b\u00eabados o suficiente pra curtir qualquer coisa. Uma plateia hostil \u00e0quele tipo de som poderia ter dado outro desfecho \u00e0 <em>gig<\/em>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/q3hOG-CJqKY\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>N\u00e3o existem registros desse show nem da Flower&#8217;s Land. Segundo Giovanni, as poucas fitas demo gravadas pelos irm\u00e3os naquele in\u00edcio dos anos 90 se perderam com o tempo. O fracasso de Duque de Caxias serviu pra dar um novo rumo banda. Ele e o Giulliano mexeram nas estruturas do grupo e mudaram o nome para Low Dream. O baixista, Alessandro, n\u00e3o curtiu o desvio na rota e preferiu sair. &#8220;Ele n\u00e3o concordava com o fato de a banda acompanhar o que estava sendo feito ali no in\u00edcio dos anos 90&#8221;, explica Giovanni.<\/p>\n<p>A Flower&#8217;s Land era crua, tr\u00eas ou quatro acordes no m\u00e1ximo, um tributo aos Velvets e ao Jesus And Mary Chain. &#8220;Letras po\u00e9ticas com uma certa arrog\u00e2ncia&#8221;, define Giovanni. J\u00e1 a Low Dream somava distor\u00e7\u00f5es a uma certa melancolia et\u00e9rea. S\u00e3o os irm\u00e3os indo al\u00e9m, atr\u00e1s de outros nomes do rock ingl\u00eas e americano. A lista de refer\u00eancias aumentou; entraram Stone Roses, My Bloodv Valentine, Happy Mondays, Charlatans, Chapterhouse, Ride, Smashing Pumpkins.<\/p>\n<p>Com a Low Dream, gravaram uma demo \u2013 &#8220;Dreamland&#8221;, de 1991 \u2013 dois discos \u2013 &#8220;Between My Dreams And The Real Things&#8221;, de 1994, pela Rock It, de Dado Villa-Lobos e o plebe rude Andr\u00e9 Muller \u2013 e &#8220;Reaching For Ballons&#8221;, de 1996, por um selo pr\u00f3prio, o UpTight (<em>os dois na \u00edntegra no corpo deste texto<\/em>).<\/p>\n<p>Gravaram ainda a fita &#8220;Soundscapes&#8221;, de 1995, ac\u00fastica. Tocaram em festivais pelo pa\u00eds \u2013 as duas edi\u00e7\u00f5es do Junta Tribo, em Campinas, 1993 e 1994, Leite Quente, em Curitiba, 1995 \u2013, rodaram casas noturnas em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Londrina, se corresponderam com gente do Brasil inteiro por meio de um sistema eficiente de mala direta e chamaram a aten\u00e7\u00e3o do Renato Russo, que em entrevistas a&#8217;O Estado de S.Paulo e \u00e0 MTV Brasil afirmou que a banda era uma das suas preferidas.<\/p>\n<p>Em setembro de 1996, Renato disse a Ricardo Alexandre, no extinto caderno Zap, do Estad\u00e3o: &#8220;n\u00e3o sei como eles conseguem aquelas guitarras meio Jesus And Mary Chain e My Bloody Valentine, porque a gente tenta, tenta&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"55985\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/low-dream-em-duque-de-caxias-um-culto-ao-velvet-underground-em-um-salao-de-forro-na-baixada-fluminense\/lowdream-midsummer-zine\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream-midsummer-zine.jpg?fit=1694%2C2332&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1694,2332\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"lowdream-midsummer-zine\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream-midsummer-zine.jpg?fit=744%2C1024&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream-midsummer-zine.jpg?resize=640%2C881\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"881\" class=\"alignnone size-medium_large wp-image-55985\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream-midsummer-zine.jpg?resize=768%2C1057&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream-midsummer-zine.jpg?resize=218%2C300&amp;ssl=1 218w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream-midsummer-zine.jpg?resize=744%2C1024&amp;ssl=1 744w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lowdream-midsummer-zine.jpg?w=1694&amp;ssl=1 1694w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-low-dream-honeys-is-dead\/\" title=\"ENTREVISTA: LOW DREAM &#8211; HONEY&#8217;S IS DEAD?\">ENTREVISTA: LOW DREAM &#8211; HONEY&#8217;S IS DEAD?<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dizem que teve at\u00e9 tiro do lado de fora. 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