{"id":56653,"date":"2020-12-01T20:31:26","date_gmt":"2020-12-01T22:31:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=56653"},"modified":"2021-01-19T13:19:17","modified_gmt":"2021-01-19T15:19:17","slug":"acidas-tres-mulheres-tres-discos-tres-paises-uma-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-tres-mulheres-tres-discos-tres-paises-uma-luta\/","title":{"rendered":"\u00c1CIDAS: TR\u00caS MULHERES, TR\u00caS DISCOS, TR\u00caS PA\u00cdSES, UMA LUTA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"56654\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-tres-mulheres-tres-discos-tres-paises-uma-luta\/acidas22\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/acidas22.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"acidas22\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/acidas22.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/acidas22.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"acidas-emmy-the-great-beadadoobee-ela-minus\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-56654\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/acidas22.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/acidas22.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Emmy The Great \u00e9 Emma-Lee Moss, nascida em Hong Kong, tem nacionalidade inglesa e desde 2014 mora nos Esteites.<\/p>\n<p>Como escreveu Emily Mackay, no Guardian, &#8220;h\u00e1 pathos e poder em n\u00e3o pertencer a um \u00fanico lugar&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;April \/ \u6708 \u97f3&#8221; \u00e9 seu quarto disco, lan\u00e7ado em 9 de outubro de 2020, pelas m\u00e3os da Bella Union, sempre atenta. Nele, se a pessoa n\u00e3o se emociona com &#8220;Writer&#8221; ou &#8220;Your Hallucinations&#8221;, precisa correr pra uma terapia.<\/p>\n<p>\u00c9 <em>folk<\/em>, \u00e9 pop, \u00e9 (quase) <em>dreampop<\/em>, \u00e9 um som pra sonhadores e eu sou um sonhador. Mas \u00e9 tamb\u00e9m um ato pol\u00edtico.<\/p>\n<p>&#8220;Ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o de Trump&#8221;, segue Mackay, &#8220;suas ra\u00edzes a chamaram, e seu quarto \u00e1lbum foi escrito entre Nova York e Hong Kong, dois mundos passando por grandes mudan\u00e7as. &#8216;Voc\u00ea est\u00e1 procurando por linhas retas, nestes dias liminares?&#8217;, pergunta a alegre e chiclete &#8216;Dandelions \/ Liminal&#8217;, protesto americano visto pelas lentes do budismo chin\u00eas. Em &#8216;Chang-E&#8217;, uma onda c\u00f3smica de cordas com influ\u00eancia asi\u00e1tica e mares prateados de percuss\u00e3o, Moss explora as conex\u00f5es sino-americanas atrav\u00e9s do mito da bela rainha que roubou o elixir da juventude e fugiu pra lua com um coelho branco (em 1969, Buzz Aldrin prometeu &#8216;ficar de olho na coelhinha&#8217;)&#8221;.<\/p>\n<p>Sim, Moss canta em ingl\u00eas e canta em chin\u00eas. E tem refer\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8220;Minha hist\u00f3ria come\u00e7a com a lua. Em setembro de 2017, viajei pra Hong Kong de Nova York, onde morei por tr\u00eas anos, pro festival do meio do outono (<em>no Hemisf\u00e9rio Norte<\/em>). Eu estava planejando visitar meus pais e tirar um tempo pra escrever meu quarto \u00e1lbum. Cheguei a tempo pra lua cheia &#8211; a lua de Chang-E &#8211; em uma \u00e9poca do ano em que o calor aumenta e a cidade parece viva e cheia de possibilidades&#8221;, Moss escreveu.<\/p>\n<p>&#8220;Naquela primavera, visitei a China e, acidentalmente, tornei-me um tanto fluente em canton\u00eas, embora o objetivo fosse falar mandarim. Eu estava l\u00e1 pra uma resid\u00eancia musical e esperava sentir um clique instant\u00e2neo. Em vez disso, percebi que Hong Kong tinha uma identidade bastante distinta da (China) continental e, com minha l\u00edngua materna reintegrada, estava come\u00e7ando a aceitar que essa identidade era parte minha. Isso foi dif\u00edcil &#8211; eu nasci em Hong Kong, mas nunca me senti totalmente apropriada&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Sob a orienta\u00e7\u00e3o da lua, eu caminhei pela cidade &#8211; seus becos iluminados por neon, suas escadas rolantes e trilhas de montanha. Por um breve e precioso momento, entrei em sincronia com Hong Kong. Senti seu legado complexo e seu futuro complicado. Senti a tristeza, viva no zumbido do neon e nas gotas dos aparelhos de ar condicionado, de uma cidade presa entre dois destinos. Passaram-se vinte anos desde a transfer\u00eancia e o in\u00edcio de &#8216;Um pa\u00eds, dois sistemas'&#8221;.<\/p>\n<p>Hong Kong \u00e9 uma ex-col\u00f4nia brit\u00e2nica. Em 30 de junho de 1997, voltou a ser da China, em regime especial, o que vem causando constantes conflitos diplom\u00e1ticos, inclusive com interven\u00e7\u00f5es dos governos dos Estados Unidos, como ferramenta de negocia\u00e7\u00e3o comercial com Pequim. \u00c9 um territ\u00f3rio aut\u00f4nomo da China, mas o tal &#8220;um pa\u00eds, dois sistemas&#8221; tem sido questionado por Hong Kong &#8211; e pelas ruas.<\/p>\n<p>Quando Emmy, agora j\u00e1 &#8220;A Grande&#8221;, se redescobre natural da regi\u00e3o, assume toda essa turbul\u00eancia, algo que normalmente o Ocidente d\u00e1 de ombros &#8211; mesmo Hong Kong sendo um dos lugares mais ricos e pr\u00f3speros do mundo.<\/p>\n<p>Emmy se conecta com a natureza, a sua verdadeira droga viciante. Em abril, o ar primaveril toma conta da regi\u00e3o, que \u00e9 cortada pelo Tr\u00f3pico de C\u00e2ncer, como Cuba e o M\u00e9xico, pra se ter uma ideia. Isso diz um bocado das cores e clima do \u00e1lbum.<\/p>\n<p>Contudo diz mais sobre a pr\u00f3pria Emmy. Algu\u00e9m se descobrir e se assumir \u00e9 um ato pol\u00edtico de se orgulhar. Voc\u00ea \u00e9 o que voc\u00ea \u00e9 e o que voc\u00ea quer ser. Ningu\u00e9m pode te tirar isso.<\/p>\n<p>\u00c9 como uma flor que desabrocha na primavera, \u00e9 como esse disco, que \u00e9 o abril de Emmy.<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 472px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=3919004034\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"https:\/\/emmythegreat.bandcamp.com\/album\/april\">April \/ \u6708\u97f3 by Emmy The Great<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>De Hong Kong pras Filipinas. Duas horas e pouco de voo at\u00e9 Manila. Da capital, mais uma hora e quinze de voo at\u00e9 Iloilo, onde nasceu Beatrice Laus, a Beabadoobee, conhecida por abrir shows do The 1975, at\u00e9 que lan\u00e7ou em 16 de outubro de 2020 (pela Dirty Hit) &#8220;Fake It Flowers&#8221;, um <em>indiepop<\/em> adolescente e praticamente inofensivo.<\/p>\n<p>Ela mora na Inglaterra, tem apenas vinte anos (sim, nasceu neste s\u00e9culo) e \u00e9 f\u00e3 de Karen O, do Yeah yeah Yeahs, e por a\u00ed voc\u00ea pode olhar pro discurso de Kamala Harris, a primeira mulher (e preta) eleita vice-presidente dos Estados Unidos, imaginando uma crian\u00e7a ou adolescente a vendo ali e pensando que, sim, apesar de todo o machismo e dificuldade, \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Karen O nasceu em Busan, na Coreia do Sul. Ela mesma uma &#8220;estrangeira&#8221; aos olhares dos est\u00fapidos apoiadores de Donald Trump. O que pensar, ent\u00e3o, de Laus, a Beabadoobee, crian\u00e7a filipina, num pa\u00eds j\u00e1 tomado pelas ideias do Brexit, que vieram a se confirmar depois, baseados em nada mais do que not\u00edcias falsas (as <em>fake news<\/em>) sobre estrangeiros &#8220;roubando&#8221; empregos dos pobres ingleses, durante a crise humanit\u00e1ria que explodiu na S\u00edria e arredores?<\/p>\n<p>&#8220;Fake It Flowers&#8221; \u00e9 seu disco, \u00e9 seu grito de espa\u00e7o e voc\u00ea v\u00ea as fotos dela sorrindo, p\u00f3s-adolescente feliz, uma mulher que empunha a guitarra pra emular o <em>grunge<\/em> dos anos 1990 ou o <em>emocore<\/em> dos 2000 como uma forma de express\u00e3o sua e de mais ningu\u00e9m &#8211; &#8220;Charlie Brown&#8221; \u00e9 sua grande pancada.<\/p>\n<p>A Pitchfork, que sei l\u00e1 se algu\u00e9m ainda presta aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foi muito simp\u00e1tica ao analisar o disco, mas coloca um jeito meio inocente demais pra analisar: &#8220;Bea Kristi (<em>Laus \u00e9 conhecida assim<\/em>) escreve can\u00e7\u00f5es pros filmes dos seus sonhos. Embora sua m\u00fasica ganhasse for\u00e7a nas telas comparativamente pequenas do TikTok e do YouTube, o guitarrista de 20 anos fantasia atrav\u00e9s de lentes cinematogr\u00e1ficas: Tom Hanks \u00e9 seu her\u00f3i; a trilha sonora de &#8216;Juno&#8217; a apresentou ao lado folcl\u00f3rico do <em>indie rock<\/em>. A sensibilidade de Hollywood se estende \u00e0 sua m\u00fasica, que ela lan\u00e7a como beabadoobee, um apelido inventado para usar no Instagram. E, em vez de discutir temas musicais ou l\u00edricos, ela descreve seu trabalho em termos visuais: as can\u00e7\u00f5es s\u00e3o &#8220;vibra\u00e7\u00f5es de filmes do fim dos anos 90&#8243;. No caso de seus motivos florais e videoclipes em tons de rosa n\u00e3o serem claros o suficiente, Kristi interv\u00e9m pra sombrear os detalhes mais finos de sua vis\u00e3o de Nora Ephron: &#8216;a garota finalmente fica com o garoto no final'&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9FpkHjJTrZY\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Como toda adolescente que se preze, Laus era encrenqueira e a arte &#8211; e os aplicativos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o pra sua gera\u00e7\u00e3o, que a ajudaram a viralizar &#8211; foram seu megafone e seu <em>spray<\/em> de tinta pra pichar os muros dos caretas &#8211; o que no caso da sociedade a seu redor, deu em Boris Johnson.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 basicamente eu estar com raiva da sociedade, ou das pessoas ao meu redor que eu simplesmente n\u00e3o acho que me conhecem e n\u00e3o me importo&#8221;, ela disse certa vez. &#8220;N\u00e3o quero que voc\u00ea sinta pena de mim. Eu s\u00f3 quero que voc\u00ea entenda o que eu passei&#8221;.<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 472px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=1054842914\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"https:\/\/radvxz.bandcamp.com\/album\/fake-it-flowers\">Fake It Flowers by beabadoobee<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>A gente vai precisar de de mais de vinte e quatros horas de voo pra chegar at\u00e9 o pa\u00eds natal de Gabriela Jimeno. Ela atende pelo nome de Ela Minus e deu ao mundo, em 23 de outubro de 2020, via Domino, seu primeiro disco, &#8220;Acts Of Rebellion&#8221;.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo j\u00e1 diz tudo dessa colombiana de trinta anos e residente em Nova Iorque.<\/p>\n<p>A inseguran\u00e7a dela sobre a recep\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum n\u00e3o casa com a certeza que o t\u00edtulo clama: precisamos nos rebelar. Obrigado pelo convite, queriada Jimeno.<\/p>\n<p>&#8220;Meu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 na garganta e meu est\u00f4mago est\u00e1 um n\u00f3 &#8211; ent\u00e3o em vez de tentar usar palavras, vou me afastar e deixar a m\u00fasica falar por si &#8211; e por mim. Direi apenas: coloquei tudo nisso e n\u00e3o espero nada de volta, \u00e9 simplesmente seu agora. Espero que (<em>o disco<\/em>) lhe d\u00ea uma nova vida, novas esperan\u00e7as, novos poderes, novos amores&#8221;, ela escreveu numa rede social.<\/p>\n<p>Vou pra Pitchfork, de novo. O site publicou: &#8220;o \u00e1lbum de estreia de Ela Minus \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o sobre a pessoa como ser pol\u00edtico e abra\u00e7ando a beleza de pequenos atos de revolu\u00e7\u00e3o em nossa vida cotidiana. Em todo o processo, um senso de urg\u00eancia e um chamado \u00e0s armas se misturam a esse amor e aprecia\u00e7\u00e3o pela realidade &#8211; porque at\u00e9 os revolucion\u00e1rios precisam deixar espa\u00e7o pra simples intera\u00e7\u00e3o humana&#8221;. \u00c9 uma an\u00e1lise bonita e certeira sobre &#8220;Acts Of Rebelion&#8221; e sobre (<em>como deve<\/em>) ser uma mulher latina nos Esteites de um supremacista branco no poder.<\/p>\n<p>O tema subjacente da m\u00fasica de Ela Minus \u00e9 a ideia de que a resist\u00eancia cresce a partir das pr\u00e1ticas cotidianas. A produ\u00e7\u00e3o intrincada de Minus que chama mais aten\u00e7\u00e3o, segundo, novamente, a Pitchfork. Ela \u00e9 uma artes\u00e3 habilidosa e uma compositora erudita: depois de anos tocando em uma banda emo em sua Col\u00f4mbia natal, ela se formou como baterista de jazz no<br \/>\nBerklee College of Music, onde tamb\u00e9m aprendeu a projetar e construir sintetizadores &#8211; sim, ela toca nos sintetizadores <em>feitos por ela<\/em>.<\/p>\n<p>&#8220;Embora Minus tenha escrito, produzido, projetado e gravado atos de rebeli\u00e3o em sua casa no Brooklyn, essas can\u00e7\u00f5es foram feitas para os cantos sombrios de uma discoteca Coldwave&#8221;, lembra a Pitchfork.<\/p>\n<p>Mas ela \u00e9 mais ampla. &#8220;Tony&#8221; lembra a batida de &#8220;Blue Monday&#8221;, do New Order, que por sua vez \u00e9 totalmente <em>disco<\/em>.<\/p>\n<p>Minus tem uma discoteca em sua cabe\u00e7a e em suas m\u00e3os. Ao mesmo tempo, faz uma m\u00fasica intimista (quer melhor exemplo que &#8220;El Cielo No Es De Nadie&#8221;?). \u00c9, de fato, como se ela dissesse que cada movimento, cada ato, cada m\u00fasculo \u00e9 um ato pol\u00edtico.<\/p>\n<p>E deve ser: mulher, colombiana, fora dos padr\u00f5es de beleza atuais (embora o rosto possa se encaixar nisso), vivendo num mundo cheio de exig\u00eancias e com muito \u00f3dio transbordando, Minus, Laus e Moss vieram de pa\u00edses diferentes, com hist\u00f3rias diferentes, mas sofreram com esse \u00f3dio, de uma forma ou outra.<\/p>\n<p>Seus discos, suas artes, suas presen\u00e7as s\u00e3o atos pol\u00edticos por si. Quem n\u00e3o aceita, precisa se combatido. A rebeli\u00e3o delas deveria ser a de todos.<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 472px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=4206945663\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"https:\/\/elaminus.bandcamp.com\/album\/acts-of-rebellion\">acts of rebellion by ela minus<\/a><\/iframe><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-sem-passado-e-sem-futuro\/\" title=\"\u00c1CIDAS &#8211; SEM PASSADO E SEM FUTURO\">\u00c1CIDAS &#8211; SEM PASSADO E SEM FUTURO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-quatro-discos-quatro-vozes-so-mulheres\/\" title=\"\u00c1CIDAS: QUATRO DISCOS, QUATRO VOZES, S\u00d3 MULHERES\">\u00c1CIDAS: QUATRO DISCOS, QUATRO VOZES, S\u00d3 MULHERES<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-o-voo-sem-sentido-asas-pra-se-apoiar\/\" title=\"\u00c1CIDAS: O VOO SEM SENTIDO, ASAS PRA SE APOIAR\">\u00c1CIDAS: O VOO SEM SENTIDO, ASAS PRA SE APOIAR<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-a-adaptacao-de-flores-silvestres\/\" title=\"\u00c1CIDAS: A ADAPTA\u00c7\u00c3O DE FLORES SILVESTRES\">\u00c1CIDAS: A ADAPTA\u00c7\u00c3O DE FLORES SILVESTRES<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-uma-voz-e-tudo\/\" title=\"\u00c1CIDAS &#8211; UMA VOZ E TUDO\">\u00c1CIDAS &#8211; UMA VOZ E TUDO<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emmy The Great \u00e9 Emma-Lee Moss, nascida em Hong Kong, tem nacionalidade inglesa e desde 2014 mora nos Esteites. 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