{"id":56979,"date":"2021-03-09T20:36:47","date_gmt":"2021-03-09T23:36:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=56979"},"modified":"2021-06-07T20:18:58","modified_gmt":"2021-06-07T23:18:58","slug":"jim-jarmusch-o-anti-mtv-e-o-video-de-the-lady-dont-mind-do-talking-heads","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/jim-jarmusch-o-anti-mtv-e-o-video-de-the-lady-dont-mind-do-talking-heads\/","title":{"rendered":"JIM JARMUSCH, O ANTI-MTV, E O V\u00cdDEO DE &#8220;THE LADY DON&#8217;T MIND&#8221;, DO TALKING HEADS"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"56982\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/jim-jarmusch-o-anti-mtv-e-o-video-de-the-lady-dont-mind-do-talking-heads\/talkingheads1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/talkingheads1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"talkingheads1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/talkingheads1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/talkingheads1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"talking-heads-jim-jarmusch\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-56982\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/talkingheads1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/talkingheads1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Jim Jarmusch \u00e9 o cineasta anti-MTV&#8221;, asism definiu o site Open Culture sobre um dos cineastas mais &#8220;marginais&#8221; (pelo menos, no come\u00e7o da carreira). &#8220;A maioria dos videoclipes, desde o alvorecer da MTV em 1981 em diante, s\u00e3o elegantes e f\u00e1ceis, com muito espet\u00e1culo visual e nenhuma subst\u00e2ncia ou coer\u00eancia. Jarmusch, que come\u00e7ou a fazer filmes no East Village na d\u00e9cada de 1970, quando o esp\u00edrito DIY do movimento &#8216;No Wave&#8217; estava no auge, fez filmes que eram deliberadamente lentos e esparsos, lembrando Bertolt Brecht e Yasujiro Ozu&#8221;.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o cai bem pro autor visual de p\u00e9rolas irretoc\u00e1veis como &#8220;Estranhos No Para\u00edso&#8221; (&#8220;Stranger Than Paradise&#8221;, 1984) e &#8220;Daunbail\u00f3&#8221; (&#8220;Dawn By Law&#8221;, 1986), em preto-e-branco nost\u00e1lgico, di\u00e1logos sem muito sentido, hist\u00f3rias simples carregadas de ironias e situa\u00e7\u00f5es c\u00f4micas (sim, seus filmes s\u00e3o quase todos c\u00f4micos, embora nunca &#8220;com\u00e9dias&#8221;) e interpreta\u00e7\u00f5es amadorescas ou contidas (o passar do tempo foi largando essa &#8220;exig\u00eancia&#8221;).<\/p>\n<p>Jim Jarmusch ter filmado &#8220;The Lady Don&#8217;t Mind&#8221;, sucesso do Talking Heads, do disco &#8220;Little Creatures&#8221;, de 1985, n\u00e3o \u00e9 por acaso. Jarmusch sempre foi enturmado, n\u00e3o h\u00e1 como escapar dessa compreens\u00e3o na hora de entender suas oportunidades. Na faculdade, por exemplo (estudou Artes na renomada Columbia e foi aceito na Tisch School of the Arts, o bra\u00e7o cinematogr\u00e1fico da Universidade de Nova York), teve aula com ningu\u00e9m menos que Nicholas Ray, com quem, apesar da diferen\u00e7a de 42 anos entre eles, desenvolveu uma amizade a ponto de ser convidado pra participar do document\u00e1rio &#8220;Um Filme Para Nick&#8221; (&#8220;Lightning Over Water&#8221;, 1980), dirigido por Ray e Wim Wenders.<\/p>\n<p>Ray morreu em 1979, aos 67 anos, um m\u00eas antes de completar 68, deixando filmes como &#8220;Johnny Guitar&#8221; (1954) e, claro, &#8220;Juventude Transviada&#8221; (&#8220;Rebel Without A Cause&#8221;, 1955). Jarmusch nasceu em 1953.<\/p>\n<p>Ele perambulava por Nova Iorque na \u00e9poca que os movimentos <em>punk<\/em> e <em>no wave<\/em> fervilhavam, incluindo os Ramones e o Talking Heads, e ficou amigo de gente como Tom Waits e John Lurie, tamb\u00e9m m\u00fasico, que usou em muitos dos seus filmes.<\/p>\n<p>A amizade, inclusive, segue at\u00e9 hoje, especialmente em piadas como a cria\u00e7\u00e3o da sociedade secreta &#8220;Os Filhos de Lee Marvin&#8221;, cujos membros precisam ser confundidos com um filho de Lee Marvin.<\/p>\n<p>Na tal sociedade, al\u00e9m de Jarmusch, Lurie e Waits, est\u00e3o Richard Boes, Nick Cave (eles viraram amigos quando moraram em Berlim), al\u00e9m de Thurston Moore, Iggy Pop, Neil Young e o ator Josh Brolin. O diretor John Boorman \u00e9 membro honor\u00e1rio.<\/p>\n<p>Boorman dirigiu Marvin no excelente &#8220;\u00c0 Queima-Roupa&#8221; (&#8220;Point Black&#8221;, 1967) e depois fez o document\u00e1rio &#8220;Lee Marvin: A Personal Portrait By John Boorman&#8221;, em 1998.<\/p>\n<p>Marvin era um tipo carrancudo, enigm\u00e1tico na tela, normalmente como vil\u00e3o (embora tenha ganho seu \u00fanico Oscar como o pistoleiro bonzinho de &#8220;D\u00edvida De Sangue&#8221;, ou &#8220;Cat Ballou&#8221;, de 1965), mas charmoso o suficiente pra compor um grande n\u00famero de f\u00e3s.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 mulheres, &#8220;obviamente&#8221;, segundo Jarmusch, na sociedade secreta. Mas curiosamente, Marvin teve quatro filhos, apenas um deles nasceu homem (Christopher Lamont).<\/p>\n<p>Em 1986, quando a sociedade secreta aparentemente surgiu, Jarmusch estava entregando sua obra-prima, &#8220;Daunbail\u00f3&#8221;. E o v\u00eddeo de &#8220;The Lady Don&#8217;t Mind&#8221;, o primeiro videoclipe da sua carreira.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a &#8220;anti-MTV&#8221;, emissora que estava literalmente no auge, construindo famas, \u00e9 t\u00e3o simples como n\u00e3o podia ser um clipe pra MTV naqueles tempos de exig\u00eancias megaloman\u00edacas, quanto nonsense, como qualquer clipe da MTV.<\/p>\n<p>Imagens de Nova Iorque \u00e0 noite, numa fotografia escura. E, ent\u00e3o, uma mulher de quimono (que os f\u00e3s dizem ser a baixista Tina Weymouth) em um apartamento vazio, em preto-e-branco.<\/p>\n<p>Jarmusch usa os poucos recursos que possui pra tentar equilibrar os j\u00e1 reportados \u00e0 \u00e9poca problemas de relacionamento do Talking Heads. Filma a banda tocando e interpretando a can\u00e7\u00e3o, com protagonismos alternados. Come\u00e7a com David Byrne \u00e0 frente, passa pra Tina, depois Jerry Harrison e o baterista Chris Frantz (Frantz e Weymouth, j\u00e1 casados, j\u00e1 estavam com o Tom Tom Club em plena fun\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>O preto-e-branco granulado \u00e9 utilizado como em seus filmes, mas aqui entram as cores, como no len\u00e7ol pendurado e na pr\u00f3pria banda. N\u00e3o h\u00e1 criatividade exultante aqui. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 um clipe bastante simples.<\/p>\n<p>Segundo o prestigiado site Dangerous Minds, &#8220;&#8216;The Lady Don&#8217;t Mind&#8217; \u00e9 um dos v\u00eddeos menos interessantes&#8221; da compila\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos &#8220;Talking Heads: Storytelling Giant&#8221;, lan\u00e7ada em 1988, que junta os dez v\u00eddeos lan\u00e7ados pela banda durante aquela d\u00e9cada. O trabalho \u00e9 t\u00e3o insano quanto qualquer v\u00eddeo dos Talking Heads, com pessoas &#8211; e n\u00e3o atores &#8211; contando hist\u00f3rias de suas vidas, mas que n\u00e3o possuem uma \u00fanica conex\u00e3o com as m\u00fasicas que apresentam e seus v\u00eddeos. Tal e qual o pr\u00f3prio v\u00eddeo de &#8220;The Lady Don&#8217;t Mind&#8221;.<\/p>\n<p>Em 2010, o tecladista Harrison disse que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 filme que capte melhor o clima de Nova Iorque com o nascimento do <em>punk<\/em> do que &#8216;Estranhos No Para\u00edso'&#8221;, chamado por ele de &#8220;uma obra-prima <em>underground<\/em> que influenciou gera\u00e7\u00f5es de cineastas independentes&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Isso d\u00e1 uma ideia aut\u00eantica dos artistas daquele per\u00edodo&#8221;, disse Harrison. &#8220;E isso me conecta ao meu tempo em Nova Iorque e aos Talking Heads&#8221;.<\/p>\n<p>Foi Harrison e Weymouth foram os autores do <em>storyboard<\/em> no qual Jarmusch se baseou. &#8220;Tive a ideia de usar flashes de cores que desbotavam pra preto-e-branco&#8221;, lembrou. &#8220;Essa era a ideia central do v\u00eddeo. Jim era um mestre do preto-e-branco que pensei que ele seria o homem ideal pra dirigi-lo&#8221;.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, Harrison morava em Long Island City, um bairro art\u00edstico do Queens, e queria aproveitar as vistas incomuns do horizonte de Manhattan de l\u00e1. S\u00e3o essas paisagens urbanas que Jarmusch incorporou ao v\u00eddeo.<\/p>\n<p>O Talking Heads n\u00e3o era exatamente um grupo novato no cinema ou com c\u00e2meras e afins. Pelo contr\u00e1rio. A simbiose de imagem e som era bem explorada pela banda. Dois anos antes, em 1984, com dire\u00e7\u00e3o do depois multipremiado Jonathan Demme, entregou ao mundo o ainda hoje espetacular &#8220;Stop Making Sense&#8221;, um document\u00e1rio de show que foi aclamado como &#8220;um dos maiores filmes de rock j\u00e1 feitos&#8221;, deixando a marca do terno bem acima do n\u00famero certo de David Byrne, em um efeito visual impactante.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, Jim Jarmusch tamb\u00e9m sempre teve uma liga\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica, n\u00e3o s\u00f3 ao usar seus amigos m\u00fasicos em seus filmes, mas tamb\u00e9m por, mais tarde, se enfiar em bandas. A mais recente \u00e9 a Sq\u00fcrl, com Carter Logan, tamb\u00e9m ator, e Shane Stoneback, produtor musical.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 passatempo, \u00e9 profissional o neg\u00f3cio. A trilha do boboca &#8220;Os Mortos N\u00e3o Morrem&#8221; (&#8220;The Dead Don&#8217;t Die&#8221;, 2019), \u00e9 da banda, bem como do filme anterior, &#8220;Paterson&#8221;, de 2016.<\/p>\n<p>Mas &#8220;The Lady Don&#8217;t Mind&#8221; ainda era o in\u00edcio de &#8220;alguma coisa&#8221;, com Jarmusch mexendo e conectando os nomes da sua caderneta de contatos pro que viria a ser uma valiosa caderneta de contatos.<\/p>\n<p>Em &#8220;Year Of The Horse&#8221; (1997), document\u00e1rio que segue o Neil Young And Crazy Horse na turn\u00ea de 1996, Jarmusch mostra nas entrevistas que ele tamb\u00e9m \u00e9 personagem importante da obra, apreciando um dos seus \u00eddolos, que depois virou membro da sociedade secreta.<\/p>\n<p>O Dangerous Minds tem raz\u00e3o: \u00e9 um v\u00eddeo sem atrativos, a n\u00e3o ser o fato de que \u00e9 o primeiro passo de Jarmusch na uni\u00e3o hoje indissoci\u00e1vel entre seu cinema e a m\u00fasica &#8211; ambos quase sempre marginais e n\u00e3o comerciais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/79kSk5ZDSCI\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; 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