{"id":57015,"date":"2021-03-17T15:21:53","date_gmt":"2021-03-17T18:21:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=57015"},"modified":"2021-06-07T20:19:06","modified_gmt":"2021-06-07T23:19:06","slug":"revisitando-nat-king-cole-id-rather-have-the-blues-1955","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-nat-king-cole-id-rather-have-the-blues-1955\/","title":{"rendered":"REVISITANDO: NAT KING COLE &#8211; I&#8217;D RATHER HAVE THE BLUES (1955)"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57017\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-nat-king-cole-id-rather-have-the-blues-1955\/natkingcole-abertura-kissmedeadly\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-abertura-kissmedeadly.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"natkingcole-abertura-kissmedeadly\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-abertura-kissmedeadly.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-abertura-kissmedeadly.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"nat-king-cole\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-57017\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-abertura-kissmedeadly.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-abertura-kissmedeadly.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Uma mulher corre de roup\u00e3o, descal\u00e7a por uma estrada escura, desesperada, atormentada, fugindo de um perigo que n\u00e3o sabemos qual \u00e9. Os poucos carros passam buzinando e desviando dela, sem parar. Vemos apenas as luzes ofuscantes dos far\u00f3is. Ela est\u00e1 <em>realmente<\/em> desesperada e toma uma atitude que pode lhe valer a vida: para no meio da estrada, com um carro vindo em alta velocidade (um Jaguar XK120 de 1951).<\/p>\n<p>O motorista consegue frear a tempo, desviar da mulher e para no &#8220;acostamento&#8221;. O acidente \u00e9 evitado. O homem, ainda atordoado pelo susto, v\u00ea a mulher correndo em sua dire\u00e7\u00e3o pedindo ajuda. Ele n\u00e3o se nega. Ao primeiro sil\u00eancio, ouvimos a voz suave da locutora da r\u00e1dio sintonizada no carro dizer: &#8220;e agora, amigos, a nova de Nat King Cole, &#8216;I&#8217;d Rather Have The Blues'&#8221;.<\/p>\n<p>A voz impressionante de Cole come\u00e7a a soar no sil\u00eancio: &#8220;The night is mighty chilly \/ And conversation seems pretty silly \/ I feel so mean and rot \/ I&#8217;d rather have the blues than what I&#8217;ve got&#8221; (ou, numa tradu\u00e7\u00e3o capenga: A noite est\u00e1 bem fria \/ E a conversa parece bem boba \/ Eu me sinto t\u00e3o malvado e podre \/ Eu prefiro o blues (a tristeza) ao que o que eu tenho&#8221;).<\/p>\n<p>O carro arranca na noite e o motorista tenta entender a situa\u00e7\u00e3o. A trama de &#8220;A Morte Num Beijo&#8221; (&#8220;Kiss Me Deadly&#8221;), filme de 1955, come\u00e7a, com o preto e branco e a c\u00e2mera investigativa e instigante de Robert Aldrich levando o espectador, a cada cena, \u00e0 pergunta que um contador de hist\u00f3rias mais deseja: &#8220;o que diabos vai acontecer?&#8221;. E a gente fica grudado na tela esperando a resposta. Em uma hora e quarenta e seis minutos o que se consegue \u00e9 um desfile de conspira\u00e7\u00f5es, personagens que nunca s\u00e3o o que parecem e mocinhos derrotados e de car\u00e1ter duvidoso, sempre prestes a se dar mal e sofrer, enquanto lutam por uma esp\u00e9cie de reden\u00e7\u00e3o e honradez que n\u00e3o lhes garante conforto financeiro, nem profissional, apenas mais uns dias naquela vida em que se dar bem s\u00f3 garante o presente, nunca o futuro.<\/p>\n<p>&#8220;Kiss Me Deadly&#8221; \u00e9 um t\u00edpico filme <em>noir<\/em>: temas sombrios, suspenses, elementos psicol\u00f3gicos, personagens de car\u00e1ter d\u00fabio (n\u00e3o h\u00e1 mais s\u00f3 o certo e o errado do &#8220;mocinho&#8221; e do &#8220;bandido&#8221; &#8211; o &#8220;mocinho&#8221; pode ser algu\u00e9m que vive dando golpes, mas tem, l\u00e1 no fundo, certo car\u00e1ter; e o &#8220;bandido&#8221; \u00e9 &#8220;gente de bem&#8221;, com grana, boas roupas e mans\u00f5es e, sim, parece algo que vemos hoje por a\u00ed). Acima de tudo, est\u00e1 a fotografia em preto e branco (e seus \u00e2ngulos diagonais, invertidos, de baixo pra cima, de cima pra baixo), chupinhando o expressionismo alem\u00e3o da d\u00e9cada de 1920 (o fot\u00f3grafo aqui \u00e9 o h\u00fangaro Ernest Laszlo).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sjVmZAwg7lQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ss4AF91KOFw\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A provoca\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica desses filmes era um olhar no espelho da pr\u00f3prio Hollywood, com seus egos inflados e muito dinheiro passeando por a\u00ed e pisando nos mais fracos e, especialmente, com puxadas monumentais de tapete, influ\u00eancia pol\u00edtica e manipula\u00e7\u00e3o de pessoas. As drogas e, principalmente, o alcoolismo reinavam. E as coisas n\u00e3o eram exatamente coloridas, elas aconteciam nas sombras. A verdadeira Hollywood estava nas sombras, no subterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>O cinema h\u00e1 muito adotara o cinismo como um de seus tra\u00e7os mais marcantes e a can\u00e7\u00e3o de Nat King Cole, &#8220;The Blues From Kiss Me Deadly (I&#8217;d Rather Have The Blues)&#8221;, foi uma boa representa\u00e7\u00e3o desse cinismo.<\/p>\n<p>Cole j\u00e1 aparecia em filmes h\u00e1 um bom tempo &#8211; esteve, inclusive, em &#8220;Cidad\u00e3o Kane&#8221;, de Orson Wells, de 1941. Sua voz era t\u00e3o espetacularmente sedutora que emprestava uma classe imediata aos filmes, nem se fosse apenas como uma can\u00e7\u00e3o tocando ao fundo, como \u00e9 o caso de &#8220;Kiss Me Deadly&#8221;.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00f3 isso. Cole nasceu em 1919, no Alabama, Esteites (morreu cedo, pouco antes de completar 46 anos, de c\u00e2ncer nos pulm\u00f5es, em 1965), era bonito e tinha 1,84 metro, uma altura que o destacava. Aos 20 anos, j\u00e1 havia tocado, com seu King Cole Trio, pra futura rainha Elizabeth II, da Inglaterra; ela com apenas 13 anos. Foi um sucesso em vida (uma curta vida), com vinte e oito discos de ouro. Ou seja, ter Cole nos cr\u00e9ditos de um filme n\u00e3o era apenas levar eleg\u00e2ncia e classe \u00e0 pel\u00edcula, era uma quest\u00e3o comercial muito bem-vinda.<\/p>\n<p>Pra se ter uma ideia, ele poderia ser pago pra apenas cantar em um filme cercar de US$ 700 mil (em valores atuais, corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o). Em 1957, recebeu US$ 75 mil pra interpretar &#8220;Three Coins In The Fountain&#8221; na abertura de &#8220;No Umbral Da China&#8221; (&#8220;China Gate&#8221;, de Samuel Fueller), um filme sobre a guerra na Indochina (a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do IMDB).<\/p>\n<p>Ele dizia que queria apenas cantar &#8220;pra fazer as pessoas felizes&#8221; e esse \u00e9 um lema que definitivamente n\u00e3o se encaixa em &#8220;The Blues From Kiss Me Deadly (I&#8217;d Rather Have The Blues)&#8221;.<\/p>\n<p>A can\u00e7\u00e3o no filme, escrita por Frank DeVol, que assina a trilha sonora, \u00e9 essencialmente <em>noir<\/em>: os instrumentais se arrastam ao fundo, ilustrando uma noite escura e chuvosa, com um homem caminhando sozinho pelas ruas da cidade, pensativo, fumando um cigarro, de terno e chap\u00e9u (todos usavam terno e chap\u00e9u), lamentando aquela que partiu seu cora\u00e7\u00e3o, mas que, como os personagens desses filmes, derrotados, que buscam alguma honradez e seguem dizendo pra si: &#8220;eu prefiro o blues (ou a tristeza) ao que o que eu tenho&#8221; agora.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 outras cores ao se ouvir a can\u00e7\u00e3o de olhos fechados. Apenas tonalidades de cinza, branco e preto. A vida naqueles tempos era &#8220;n\u00e3o-colorida&#8221; na cabe\u00e7a desses criadores.<\/p>\n<p>O leitor poder\u00e1 argumentar que h\u00e1 in\u00fameros filmes emblem\u00e1ticos e excepcionais feitos em cores nas d\u00e9cadas de 1950 e 1960 e realmente h\u00e1. Mas essa can\u00e7\u00e3o entoada por Cole s\u00f3 poderia estar em um filme <em>noir<\/em>.<\/p>\n<p>Cole n\u00e3o aparece em &#8220;Kiss Me Deadly&#8221;, apenas sua voz. \u00c9 o suficiente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_iJ0k0HDTh8\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O vinil de sete polegadas e quarenta e cinco rota\u00e7\u00f5es por minuto foi lan\u00e7ado pela Capitol Records junto com o filme. A can\u00e7\u00e3o principal est\u00e1, acredite, no lado B. No A, &#8220;My One Sin&#8221;, de Robert Mellin e Vittorio Mascheroni.<\/p>\n<p>Nelson Riddle fez os arranjos e conduziu a orquestra.<\/p>\n<p>Curiosamente, a trilha do filme ainda traz Franz Schubert, com sua &#8220;Sinfonia N\u00ba 8: Inacabada&#8221;; Fr\u00e9d\u00e9ric Chopin, com &#8220;Etude, Opus 10, No. 12&#8221;; Johannes Brahms, com &#8220;Quarteto Em Cordas N\u00ba 1: Primeiro Movimento; e Johann Strauss, com &#8220;Kaiser-Walzer, Op. 437&#8221;. Os trechos possuem um motivo pra estar na trama.<\/p>\n<p>Lado A<br \/>\n1. My One Sin<\/p>\n<p>Lado B<br \/>\n1. The Blues From Kiss Me Deadly (I&#8217;d Rather Have The Blues)<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57016\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-nat-king-cole-id-rather-have-the-blues-1955\/natkingcole-idratherhavethebluessingle\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-idratherhavethebluessingle.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"natkingcole-idratherhavethebluessingle\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-idratherhavethebluessingle.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-idratherhavethebluessingle.jpg?resize=300%2C300\" alt=\"nat-king-cole-id-rather-have-the-blues\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-57016\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-idratherhavethebluessingle.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-idratherhavethebluessingle.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-idratherhavethebluessingle.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/natkingcole-idratherhavethebluessingle.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-catherine-spaak-lesercito-del-surf-1964\/\" title=\"REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)\">REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-barbara-dis-quand-reviendras-tu-1962\/\" title=\"REVISITANDO: BARBARA &#8211; DIS, QUAND REVIENDRAS-TU? 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