{"id":57098,"date":"2021-04-05T14:04:40","date_gmt":"2021-04-05T17:04:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=57098"},"modified":"2021-09-13T21:07:43","modified_gmt":"2021-09-14T00:07:43","slug":"hush-hush-sweet-carlotte-um-filme-uma-cancao-um-produtor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/hush-hush-sweet-carlotte-um-filme-uma-cancao-um-produtor\/","title":{"rendered":"&#8220;HUSH HUSH&#8230; SWEET CHARLOTTE&#8221;: UM FILME, UMA CAN\u00c7\u00c3O, UM PRODUTOR E A HIST\u00d3RIA DA M\u00daSICA MUDOU"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57099\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/hush-hush-sweet-carlotte-um-filme-uma-cancao-um-produtor\/bobjohnston1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bobjohnston1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"bobjohnston1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bobjohnston1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bobjohnston1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"bob-johnston-bob-dylan-johnny-cash\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-57099\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bobjohnston1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bobjohnston1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Bob Johnston era conhecido por como um produtor simples, daqueles que acreditavam que bastava ficar fora do caminho do artista e trabalhar pra que ele tivesse o que fosse preciso pra se expressar. Era seu maior trunfo. Ele n\u00e3o tinha o menor respeito por aqueles que sugavam ou obstru\u00edam o talento alheio, segundo entrevista \u00e0 revista Uncut, quando estava pra lan\u00e7ar sua autobiografia, &#8220;Is It Rolling, Bob?&#8221;, em 2015, escrita por Louis Black.<\/p>\n<p>Johnston morreu em agosto de 2015, aos 83 anos, e a m\u00eddia envolveu o fato com grandes artigos sobre sua contribui\u00e7\u00e3o pra m\u00fasica pop. N\u00e3o foram poucas.<\/p>\n<p>Como produtor da Columbia Records, sediado em Nashville, no Tennessee, ele esteve atr\u00e1s da mesa, captando artistas &#8211; e atuando como pai e salva-vidas, conselheiro, influenciador e motivador &#8211; como Bob Dylan, Johnny Cash, Leonard Cohen, Simon e Garfunkel e The Byrds, entre muitos outros.<\/p>\n<p>Dylan fez quest\u00e3o de homenage\u00e1-lo em &#8220;To Be Alone With You&#8221; (do disco Nashville Skyline, de 1969), ao deixar a pergunta &#8220;est\u00e1 gravando, Bob?&#8221; no come\u00e7o da m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3OoXZHf4R7g\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Como algu\u00e9m bem escreveu, a pergunta era in\u00fatil, pois o Dylan sabia perfeitamente que seu produtor, \u00e0quela altura, j\u00e1 tinha duas ou tr\u00eas gravadores rodando pra n\u00e3o perder nada da sess\u00e3o. A frase ficou e vai lembrar sua figura para sempre. &#8220;Johnston tinha aquele brilho nos olhos. Ele tinha o que algumas pessoas chamam de impulso. Voc\u00ea podia ver em seu rosto e ele compartilhava aquele brilho, aquele esp\u00edrito&#8221;, escreveu Dylan em &#8220;Chronicles: Volume One&#8221; (2004).<\/p>\n<p>Na sua conta, est\u00e3o produ\u00e7\u00f5es discos como &#8220;Highway 61 Revisited&#8221; (1965), &#8220;Blonde On Blonde&#8221; (1966), &#8220;John Wesley Harding&#8221; (1967), &#8220;Nashville Skyline&#8221;, &#8220;Self Portrait&#8221; (1970) e &#8220;New Morning&#8221; (1970), todos de Dylan; &#8220;Sounds Of Silence&#8221; (1966) e &#8220;Parsley, Sage, Rosemary And Thyme&#8221; (1966), ambos de Simon &#038; Garfunkel; o classica\u00e7o &#8220;At Folsom Prison&#8221; (1968), al\u00e9m de &#8220;The Holy Land&#8221; (1969), &#8220;At San Quentin&#8221; (1969), &#8220;I Walk The Line&#8221; (1970) e &#8220;Little Fauss And Big Halsy&#8221; (1971), todos de Johnny Cash; &#8220;Dr. Byrds &#038; Mr. Hyde&#8221; (1969), dos Byrds; e &#8220;Songs From A Room&#8221; (1969), &#8220;Songs Of Love And Hate&#8221; (1971) e &#8220;Live Songs&#8221; (1973), os tr\u00eas de Leonard Cohen.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o era apenas uma quest\u00e3o de ligar as m\u00e1quinas e apertar os bot\u00f5es&#8221;, disse Cohen em uma entrevista. &#8220;Ele criava uma atmosfera no est\u00fadio que realmente te incentivava a dar o seu melhor, melhorar, fazer outro <em>take<\/em>, uma atmosfera livre de julgamentos, de cr\u00edticas, de convite, de afirma\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>At\u00e9 chegar a todo esse reconhecimento, Donald William Johnston, seu nome de batismo, teve uma biografia menos aclamada, mas ainda assim importante. Em 1964 mudou-se para Nova Iorque, onde trabalhou como produtor para a Kapp Records e como arranjador e compositor <em>freelance<\/em>. Ele tinha apenas 32 anos. Ele se casou com uma colega compositora, Joy Byers, cujas can\u00e7\u00f5es foram gravadas por Elvis Presley pras trilhas sonoras de seus filmes de Hollywood e que Johnston alegou depois ser coautor.<\/p>\n<p>Em 1965, ele j\u00e1 estava na Columbia, mas n\u00e3o caiu direto nos bra\u00e7os daqueles artistas que mudariam a m\u00fasica estadunidense. Sua primeira miss\u00e3o foi &#8220;Hush, Hush&#8230; Sweet Charlotte&#8221;, can\u00e7\u00e3o escrita por Frank De Vol, com letras de Mack David.<\/p>\n<p>Naquele momento, De Vol j\u00e1 havia conquistado reconhecimento, incluindo uma indica\u00e7\u00e3o ao Oscar de Melhor Trilha-Sonora, com &#8220;Confid\u00eancias \u00c0 Meia-Noite&#8221; (Pillow Talk, de 1959), uma com\u00e9dia rom\u00e2ntica dirigida por Michael Gordon, co Rock Hudson e Doris Day. Ele ainda seria indicado outras quatro vezes, sem jamais vencer. Duas delas por &#8220;Hush, Hush&#8230; Sweet Charlotte&#8221;, em 1964.<\/p>\n<p>Mas o problema pra Johnston era que a Columbia tinha como teste com a can\u00e7\u00e3o a int\u00e9rprete Patti Page. Ent\u00e3o, Clara Ann Fowler (seu nome de nascen\u00e7a), com 37 anos, o que naquela \u00e9poca era considerado muito, estava esquecida, apagada. Mas j\u00e1 havia sido uma estrela vendedora de discos. A Columbia queria resgatar isso.<\/p>\n<p>Em 1950, por exemplo, com meros 23 anos, jovem, linda, cabelos loiros curtos, ela havia vendido um milh\u00e3o de c\u00f3pias pela sua interpreta\u00e7\u00e3o de &#8220;With My Eyes Wide Open&#8221;, de Harry Revel, com letras de Mack Gordon, apresentada originalmente no filme &#8220;M\u00fasica, Maestro!&#8221; (&#8220;Shoot The Works&#8221;, de 1934, dire\u00e7\u00e3o de Wesley Ruggles).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5EJ8GmwrYc4\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Em novembro de 1950, ela atingiu o auge ao gravar &#8220;The Tennessee Waltz&#8221;, de Pee Wee King, com letras de Redd Stewart (original de 1948), se tornando o seu maior sucesso em vendas &#8211; a can\u00e7\u00e3o foi por d\u00e9cadas a mais vendida no Jap\u00e3o e acabou reconhecida como uma das m\u00fasicas oficiais do estado do Tennessee.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FJbj5jAwI1A\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Page, por\u00e9m, andava meio apagada em 1964, embora n\u00e3o deixasse de vender. Havia deixado de ser um fen\u00f4meno, assim que outro fen\u00f4meno, do qual Johnston havia usado pra colocar comida na mesa, o rock&#8217;n&#8217;roll, surgira. Elvis Presley era o cara e can\u00e7\u00f5es populares como as de Page n\u00e3o faziam mais a cabe\u00e7a dos jovens.<\/p>\n<p>A Columbia havia dado, ent\u00e3o, essa miss\u00e3o a Johnston: um novo n\u00famero um pra Patti Page. Tendo trabalhado (e defato ainda o fez at\u00e9 1968) em filmes-ve\u00edculo pra Elvis, Johnston sabia o que a garotada queria &#8211; e definitivamente n\u00e3o era Patti Page.<\/p>\n<p>&#8220;Eles deram a Johnston o artista mais frio de sua lista&#8221;, disse o multi-instrumentista e amigo Charlie McCoy \u00e0 revista Uncut. &#8220;Mas, usando um contato que fez com o pessoal dos filmes de Elvis, ele descobriu que um filme que estava em produ\u00e7\u00e3o e precisava de um tema&#8221;, lembra McCoy.<\/p>\n<p>Ele se referia a &#8220;Com A Maldade Na Alma&#8221;, que tinha durante a produ\u00e7\u00e3o o t\u00edtulo original de &#8220;What Ever Happened To Cousin Charlotte?&#8221; &#8211; nome do conto do qual era baseado, de Henry Farrell, autor tamb\u00e9m da adapta\u00e7\u00e3o ao cinema.<\/p>\n<p>O problema com o t\u00edtulo \u00e9 que os originais de Farrell tinham uma similaridade proposital. Por exemplo, ele foi o autor do roteiro de &#8220;Obsess\u00e3o Sinistra&#8221;, de 1971, cujo t\u00edtulo em ingl\u00eas \u00e9 &#8220;What&#8217;s The Matter With Helen?&#8221;. Mas isso \u00e9 futuro. O que pegou com &#8220;What Ever Happened To Cousin Charlotte?&#8221; \u00e9 que a equipe do filme era praticamente a mesma do megacl\u00e1ssico (e sucesso de bilheteria) &#8220;What Ever Happened To Baby Jane?&#8221; (&#8220;O Que Ter\u00e1 Acontecido A Baby Jane?&#8221;, de 1962): dire\u00e7\u00e3o de Robert Aldrich e a dupla de atrizes Bette Davis e Joan Crawford. At\u00e9 o t\u00edtulo precisava ser o mesmo?<\/p>\n<p>Bette Davis, especialmente, achava que n\u00e3o. E ela era praticamente a &#8220;dona&#8221; do filme &#8211; Joan Crawford que o diga; doente, acentuada pela press\u00e3o de Davis, deixou a produ\u00e7\u00e3o, dando lugar \u00e0 igualmente bela e ic\u00f4nica Olivia de Havilland.<\/p>\n<p>No filme, Aldrich colocou a m\u00fasica &#8220;Hush, Hush&#8230; Sweet Charlotte&#8221; nos cr\u00e9ditos finais. A m\u00fasica era perfeita pro clima de terror psicol\u00f3gico da hist\u00f3ria. Mas a vers\u00e3o original, cantada por Al Martino, vai apenas no final iluminado. Durante o filme, ela \u00e9 executada pelo personagem de Joseph Cotten ao piano pra assustar a personagem de Davis. O preto-e-branco, mais sombras do que luz do fot\u00f3grafo Joseph F. Biroc (indicado ao Oscar) acentua o clima. H\u00e1 o cemit\u00e9rio ao lado. H\u00e1 os cachorros uivando e latindo. H\u00e1 ventanias, trovoadas, portas que batem, uma casar\u00e3o enorme \u00e0s escuras, uma empregada amalucada beirando a loucura, quadros sinistros, janelas quebradas e&#8230; a mem\u00f3ria de um assassinato cruel, com m\u00e3o amputada, cabe\u00e7a decepada.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EtBg3gjQ76w\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8220;Hush, Hush&#8230; Sweet Charlotte&#8221; (calma, calma&#8230; doce Charlotte) acabou sendo o t\u00edtulo perfeito pro filme, na vis\u00e3o de Bette Davis, que interpreta Charlotte Hollis, a atormentada. Ela sugeriu roubar o nome da can\u00e7\u00e3o pro nome da pel\u00edcula e assim Aldrich e o produtor Walter Blake concordaram.<\/p>\n<p>O filme foi um sucesso de bilheteria (apesar do or\u00e7amento estourado pela troca de Crawford por Havilland), mas n\u00e3o a ponto de bater &#8220;Baby Jane&#8221;. E foi sucesso de cr\u00edtica tamb\u00e9m, com os \u00e2ngulos a la Henris-George Clouzot, refor\u00e7ando o suspense, e chegou a concorrer a sete Oscar. Entre eles, Melhor Can\u00e7\u00e3o Original, pra dupla De Vol e David.<\/p>\n<p>O ponto da virada pra Bob Johnston, na verdade se encontra aqui. O evento de entrega dos Oscar daquela temporada aconteceu em 5 de abril de 1965. Quando a can\u00e7\u00e3o foi indicada \u00e0 premia\u00e7\u00e3o, Johnston correu pra gravar com Page. A grava\u00e7\u00e3o aconteceu em 17 de fevereiro de 1965. A ideia era que Bette Davis interpretasse a can\u00e7\u00e3o no evento. Ela at\u00e9 j\u00e1 havia cantando, pra promover o filme.<\/p>\n<p>Aqui, em 1\u00ba de mar\u00e7o de 1965 (a partir de um minutos e quarenta segundos):<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/298z6jtdtZc\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Mas Davis n\u00e3o p\u00f4de interpretar a m\u00fasica na cerim\u00f4nia e coube a Page, que j\u00e1 havia gravado a can\u00e7\u00e3o, substitu\u00ed-la. Sua performance foi um sucesso &#8211; ofuscando, inclusive, a apresenta\u00e7\u00e3o de Judy Garland cantando cl\u00e1ssicos de Cole Porter. Apesar da m\u00fasica ter perdido a estatueta pra &#8220;Chim Chim Cher-ee&#8221;, de &#8220;Mary Poppins&#8221;, um dos grandes vencedores daquele ano, dias depois, a Columbia lan\u00e7ou &#8220;Hush, Hush&#8230; Sweet Charlotte&#8221;, com &#8220;Longing To Hold You Again&#8221; no lado B.<\/p>\n<p>McVoy lembra que &#8220;o verdadeiro g\u00eanio de Bob Johnston est\u00e1 em sua primeira sess\u00e3o. Dylan e Leonard Cohen tinham todo o conceito em suas cabe\u00e7as. A principal coisa que ele tinha que fazer era manter a fita rolando. Mas com Patti Page foi do zero. Ele encontrou a m\u00fasica, n\u00f3s a gravamos ao vivo. Pra mim, (<em>gravar essa vers\u00e3o<\/em>) esse foi o seu maior trabalho&#8221;.<\/p>\n<p>De fato, Johnston entregou pra Columbia o que a Columbia esperava dele: um sucesso. Patti Page voltou \u00e0s paradas. Com &#8220;Hush Hush&#8230; Sweet Charlotte&#8221;, ela chegou ao oitavo lugar em junho, depois de sete anos longe das mais vendidas. O <em>single<\/em> ganhou rapidamente um disco de ouro, por um milh\u00e3o de c\u00f3pias. <\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OyYMXjmzjwQ\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Depois disso, Patti Page voltou-se definitivamente pro <em>country<\/em> e seguiu frequentando as paradas de sucesso, mas apenas nesse nicho, sumindo das paradas pop e jovem, que s\u00e3o mais amplas. N\u00e3o foi um neg\u00f3cio ruim pra sua carreira, ao contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>J\u00e1 pra Johnston (e pra hist\u00f3ria da m\u00fasica pop), o sucesso de &#8220;Hush Hush&#8230; Sweet Charlotte&#8221; teve impacto ainda maior. Ele conseguiu impressionar tanto a Columbia Records que recebeu a incumb\u00eancia de produzir &#8220;Highway 61 Revisited&#8221;, de Bob Dylan. A partir da\u00ed, hist\u00f3ria &#8211; Dylan, Byrds, Cohen, Cash e os ouvidos de milh\u00f5es e milh\u00f5es de pessoas agradecem.<\/p>\n<p><em>A foto que abre este artigo \u00e9 de Al Clayton<\/em><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/invasao-de-bob-dylan\/\" title=\"INVAS\u00c3O DE BOB DYLAN\">INVAS\u00c3O DE BOB DYLAN<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/bob-dylan-no-brasil-de-novo\/\" title=\"BOB DYLAN NO BRASIL&#8230; DE NOVO, EM MAR\u00c7O DE 2008\">BOB DYLAN NO BRASIL&#8230; DE NOVO, EM MAR\u00c7O DE 2008<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/scorcese-e-stones\/\" title=\"SCORCESE E STONES\">SCORCESE E STONES<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/ao-vivo-cat-power-faz-cover-de-bob-dylan-like-a-rolling-stone\/\" title=\"AO VIVO: CAT POWER FAZ COVER DE BOB DYLAN &#8211; LIKE A ROLLING STONE\">AO VIVO: CAT POWER FAZ COVER DE BOB DYLAN &#8211; LIKE A ROLLING STONE<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-smiths-as-citacoes-de-morrissey-no-cinema\/\" title=\"THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA\">THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bob Johnston era conhecido por como um produtor simples, daqueles que acreditavam que bastava ficar fora do caminho do artista e trabalhar pra que ele [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57099,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2363],"tags":[2090,54,626,2797],"class_list":["post-57098","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-bob-dylan","tag-cinema","tag-leonard-cohen","tag-patti-page"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bobjohnston1.jpg?fit=540%2C300&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-eQW","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57098","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57098"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57098\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57104,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57098\/revisions\/57104"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57099"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57098"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57098"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57098"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}