{"id":57348,"date":"2021-06-07T20:13:52","date_gmt":"2021-06-07T23:13:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=57348"},"modified":"2021-09-13T21:08:20","modified_gmt":"2021-09-14T00:08:20","slug":"fire-in-little-africa-disco-lembra-os-100-anos-do-massacre-de-tulsa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/fire-in-little-africa-disco-lembra-os-100-anos-do-massacre-de-tulsa\/","title":{"rendered":"FIRE IN LITTLE AFRICA: DISCO LEMBRA OS 100 ANOS DO MASSACRE DE TULSA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57349\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/fire-in-little-africa-disco-lembra-os-100-anos-do-massacre-de-tulsa\/artigo-fireinlittleafrica\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/artigo-fireinlittleafrica.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"artigo-fireinlittleafrica\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/artigo-fireinlittleafrica.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/artigo-fireinlittleafrica.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"fire-in-little-africa\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-57349\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/artigo-fireinlittleafrica.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/artigo-fireinlittleafrica.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Tulsa fica no meio dos Estados Unidos. Localizada no pequeno estado de Oklahoma, ao norte do ultra conservador Texas, a cidade est\u00e1 a mais de dois e duzentos quil\u00f4metros de Nova Iorque, o centro financeiro do pa\u00eds. Em 2021, a cidade voltou a ser lembrada por conta dos cem anos do massacre racista que destruiu o que seria a Wall Street Petra, um local de pretos ricos e pr\u00f3speros, que foi dizimado por uma turba branca racista.<\/p>\n<p>S\u00e3o mais de quatrocentos mil habitantes em Tulsa e nem todo mundo conhece essa passagem, mesmo ela n\u00e3o morando nas catacumbas da hist\u00f3ria do pa\u00eds e ser recorrentemente lembrada.<\/p>\n<p>&#8220;Por gera\u00e7\u00f5es, poucas pessoas &#8211; mesmo em Tulsa &#8211; sabiam sobre o fato. Agora, a comunidade de <em>rap<\/em> de Tulsa est\u00e1 se unindo pra mudar isso, com o novo \u00e1lbum &#8216;Fire In Little Africa'&#8221;, sublinha a revista The New Yorker.<\/p>\n<p>\u00c9 alarmante que um dos piores cap\u00edtulos da saga racista estadunidense n\u00e3o seja t\u00e3o amplamente conhecida, cem anos depois. Uma <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-57294425\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">recente mat\u00e9ria da BBC Brasil<\/a> lembra o ocorrido: &#8220;em 31 de maio de 1921, na cidade de Tulsa, no Estado de Oklahoma, uma multid\u00e3o de pessoas brancas invadiu e destruiu o distrito de Greenwood, que na \u00e9poca era uma das comunidades negras mais pr\u00f3speras do pa\u00eds, apelidada de &#8216;Wall Street Negra&#8217;. A viol\u00eancia se estendeu por dezoito horas, durante as quais mais de mil casas e estabelecimentos comerciais foram saqueados e incendiados. Alguns historiadores calculam que at\u00e9 trezentas pessoas tenham sido mortas. Cerca de dez mil ficaram desabrigadas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O epis\u00f3dio, ausente de livros escolares durante d\u00e9cadas, voltou a ganhar aten\u00e7\u00e3o quando foi tema do cap\u00edtulo inicial da s\u00e9rie &#8216;Watchmen&#8217;, da HBO. Muitos espectadores confessaram que n\u00e3o sabiam do que se tratava&#8221;, refor\u00e7a a BBC. O massacre simplesmente n\u00e3o era ensinado nas escolas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Se os atritos raciais nos Estados Unidos s\u00e3o o que s\u00e3o hoje, com policiais matando e prendendo simplesmente baseando-se na cor da pele do cidad\u00e3o, o que dizer de cem anos atr\u00e1s? Em 1921, nos EUA leis segregacionistas brotavam em quase todos os estados, especialmente os mais atrasados, como era Oklahoma.<\/p>\n<p>Mas ali tamb\u00e9m tinha um bocado de petr\u00f3leo e Tulsa enriqueceu com o &#8220;ouro negro&#8221;, incluindo os pretos que tinham terras e tamb\u00e9m surfaram na onda.<\/p>\n<p>&#8220;Esse era um per\u00edodo de viol\u00eancia racial, com linchamentos e r\u00edgidas leis de segrega\u00e7\u00e3o, que proibiam que negros frequentassem os mesmos ambientes que a popula\u00e7\u00e3o branca&#8221;, segue a BBC. &#8220;Assim como em v\u00e1rias outras cidades americanas, os trilhos da ferrovia marcavam a separa\u00e7\u00e3o entre a parte negra e a parte branca da cidade. O distrito de Greenwood ficava ao norte dos trilhos. A partir de 1905, a \u00e1rea come\u00e7ou a atrair comerciantes e empreendedores negros, dando in\u00edcio ao que ficaria conhecido como a &#8216;Wall Street Negra&#8217;, uma das mais bem-sucedidas comunidades negras em um pa\u00eds que somente poucas d\u00e9cadas antes havia abolido a escravid\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Era em Greenwood que os pretos da cidade moravam. Eles eram em torno de dez mil, ou dez por cento da popula\u00e7\u00e3o de Tulsa \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>&#8220;Os 40 quarteir\u00f5es que formavam a chamada &#8216;Wall Street Negra&#8217; eram pontuados por hot\u00e9is, restaurantes, joalherias e cerca de 200 estabelecimentos comerciais de pequeno porte, como farm\u00e1cias, armarinhos, lavanderias, barbearias e sal\u00f5es de beleza. Havia at\u00e9 um cinema&#8221;, diz a BBC. Era uma comunidade bastante pr\u00f3spera, em um pa\u00eds n\u00e3o exatamente igualit\u00e1rio. A Ku Klux Klan ainda era forte. <\/p>\n<p>&#8220;Muitos brancos tinham inveja do sucesso dos afro-americanos, faziam coment\u00e1rios do tipo &#8216;como esses negros ousam ter um piano de cauda em sua casa se eu n\u00e3o tenho um piano na minha?&#8217;. Tamb\u00e9m acreditavam que os afro-americanos estavam roubando seus empregos&#8221;, disse \u00e0 BBC a diretora de programa\u00e7\u00e3o do centro cultural de Greenwood, Mechelle Brown.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio que provocou o massacre em Greenwood ocorreu em 30 de maio de 1921. Um engraxate preto chamado Dick Rowland, de 19 anos, pegou o elevador no Drexel Building, pr\u00e9dio onde ficava o \u00fanico banheiro que os negros tinham permiss\u00e3o para usar no centro da cidade. A ascensorista, uma jovem branca chamada Sarah Page, deu um grito.<\/p>\n<p>&#8220;Segundo Ellsworth, n\u00e3o se sabe o que causou a rea\u00e7\u00e3o da mo\u00e7a, mas &#8216;a explica\u00e7\u00e3o mais comum \u00e9 que Rowland pisou no p\u00e9 de Page ao entrar no elevador, fazendo com que ela gritasse'&#8221;, ela contou \u00e0 BBC. &#8220;Rowland foi detido e, no dia seguinte, o jornal Tulsa Tribune noticiou que ele havia tentado estuprar Page. &#8216;Al\u00e9m disso, segundo testemunhas, o Tribune tamb\u00e9m publicou um editorial, hoje perdido, intitulado &#8216;Negro ser\u00e1 linchado esta noite&#8221;, escreveu Ellsworth&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Uma multid\u00e3o de brancos se dirigiu \u00e0 cadeia, mas o xerife se recusou a entregar o prisioneiro. Ao ficarem sabendo disso, dezenas de homens negros de Greenwood, muitos deles veteranos da Primeira Guerra Mundial que estavam armados, tamb\u00e9m se dirigiram at\u00e9 a cadeia, para ajudar a proteger Rowland. A ajuda foi recusada pelo xerife. &#8216;Quando (os negros) estavam indo embora, um homem branco tentou desarmar um veterano negro, e um tiro foi disparado. O tumulto come\u00e7ou&#8217;, relatou Ellsworth&#8221;. Os brancos se viram frustrados de fazer sua bizarra &#8220;justi\u00e7a&#8221; com as pr\u00f3prias m\u00e3os. Queriam linchar Rowland.<\/p>\n<p>No dia 1\u00ba de junho, a turba branca foi pra Greenwood come\u00e7ar o massacre. Destru\u00edram e incendiaram casas, saquearam lojas, bateram em todo e qualquer preto que encontraram, roubaram objetos de valor e toda sorte de atrocidades. Nem bombeiros, nem pol\u00edcia atenderam aos chamados dos moradores atacados de Greenwood. \u00c9 poss\u00edvel que membros dessas for\u00e7as do Estados estivessem participando, a paisana, dos ataques.<\/p>\n<p>&#8220;&#8216;Quando o refor\u00e7o da guarda nacional chegou a Tulsa, \u00e0s 9:15 da manh\u00e3, a maior parte de Greenwood j\u00e1 havia sido destru\u00edda&#8217;, escreveu Ellsworth \u00e0 BBC. &#8220;&#8216;Quando a viol\u00eancia finalmente chegou ao fim, a cidade estava sob lei marcial, milhares de cidad\u00e3os haviam sido detidos por guardas armados e a segunda maior comunidade afro-americana do Estado havia sido reduzida a cinzas'&#8221;.<\/p>\n<p>O ataque racista continuou pelas institui\u00e7\u00f5es geridas por brancos. Os pretos sobreviventes tentaram receber o seguro de suas casas e pertencentes, mas as seguradoras simplesmente se recusaram a pagar. Depois, veio o esquecimento, com nenhuma puni\u00e7\u00e3o severa.<\/p>\n<p>Stevie Johnson, conhecido como Dr. View, \u00e9 o produtor do \u00e1lbum &#8220;Fire In Little Africa&#8221;. <a href=\"https:\/\/www.npr.org\/2021\/05\/28\/994616024\/in-the-wake-of-the-tulsa-race-massacres-centennial-a-communal-hip-hop-album-emer\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">\u00c0 NPR<\/a>, ele se lembra da primeira vez que ouviu falar do massacre. &#8220;Era 2013; ele tinha 24 anos e trabalhava na Universidade de Central Oklahoma, em Edmond. Durante uma excurs\u00e3o ao Centro Cultural de Greenwood, ele descobriu a hist\u00f3ria. Johnson ficou pasmo. &#8216;Eu terminei duas gradua\u00e7\u00f5es. Duas! E tinha acabado de descobrir sobre isso, e estava no meu quintal&#8217;, lembra ele. &#8216;O que eu sou? Qual \u00e9 a minha responsabilidade como educador e o que estou fazendo se n\u00e3o conhe\u00e7o essa hist\u00f3ria? Foi um alerta'&#8221;.<\/p>\n<p>Oito anos e um doutorado mais tarde, Johnson \u00e9 o Gerente de Educa\u00e7\u00e3o e Divulga\u00e7\u00e3o de Diversidade nos Centros Woody Guthrie e Bob Dylan de Tulsa &#8211; conhecidos como os &#8220;Arquivos da Can\u00e7\u00e3o Americana&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.bobdylancenter.com\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">vale ir aqui<\/a>). O \u00e1lbum foi lan\u00e7ado pelo selo Black Forum, da Motown Records. \u00c9 uma forma de homenagear o passado de Tulsa, enquanto constr\u00f3i um futuro com os artistas de <em>hip-hop<\/em> da comunidade.<\/p>\n<p>No disco, al\u00e9m de cantores, h\u00e1 poetas e fot\u00f3grafos, porque \u00e9 um projeto multim\u00eddia (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fireinlittleafrica\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">veja a conta no Instagram<\/a> e os <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCeeZr9GjW3lLIetYNcb7X8g\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">v\u00eddeos no YouTube<\/a>), incluindo tamb\u00e9m um <em>podcast<\/em> e um document\u00e1rio. \u00c9 muita gente envolvida (<a href=\"https:\/\/fireinlittleafrica.com\/artists\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">se liga em todos os nomes clicando aqui<\/a>).<\/p>\n<p>Segundo a NPR, &#8220;Johnson come\u00e7ou contatando os m\u00fasicos locais Steph Simon e Dialtone, pioneiros na cena <em>hip-hop<\/em> de Tulsa. &#8216;Levei algum tempo pra ajud\u00e1-los a entender que eu n\u00e3o estava l\u00e1 para me colocar em um pedestal&#8217;. Johnson diz. &#8216;Estou realmente aqui pra fazer o trabalho e tornar isso o mais incr\u00edvel que pudermos&#8217;. Eles buscaram talentos que se encaixassem na mentalidade da &#8216;Black Wall Street&#8217; &#8211; m\u00fasicos que pudessem deixar o ego de lado pra celebrar seus ancestrais. Johnson ficou emocionado com o que o grupo realizou durante um ano t\u00e3o desafiador. &#8216;Unimos sessenta artistas independentes de Tulsa, Oklahoma City e Lawton pra gravar cento e quarenta e duas m\u00fasicas em cinco dias em uma pandemia, particularmente pra homenagear nossos ancestrais&#8217;, disse Johnson. &#8216;Se pudermos nos reunir em alguma hist\u00f3ria que est\u00e1 escondida por tanto tempo e fazer algumas coisas incr\u00edveis, imagine como ser\u00e1 quando realmente conseguirmos algum fortalecimento econ\u00f4mico e formos capazes de mudar e mudar nossa cultura'&#8221;.<\/p>\n<p>O assassinato de George Floyd, em 25 de maio de 2020 (cinco dias antes do massacre de Tulsa completar noventa e nove anos), estrangulado pelo policial branco Derek Chauvin, e que deu for\u00e7a ao movimento Black Live Matter, mostra que o problema n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o distante de 1921. Floyd tamb\u00e9m era <em>rapper<\/em>, assinando com o nome de Big Floyd, no Screwed Up Click, o que d\u00e1 ainda mais embasamento ao projeto de Dr. View.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RB_kSKEWNuc\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>As can\u00e7\u00f5es foram gravadas em Greenwood ao longo de um per\u00edodo de cinco dias em mar\u00e7o de 2020, pouco antes da pandemia fechar a cidade. Os est\u00fadios foram criados no Centro Cultural Greenwood e em outros locais, incluindo a antiga &#8220;Mans\u00e3o Brady&#8221;, agora propriedade do nativo de Tulsa e veterano da NFL Felix Jones. Ela foi a casa hist\u00f3rica de Tate Brady, um proeminente empres\u00e1rio branco e homem da Klan na virada do s\u00e9culo. Vinte e uma can\u00e7\u00f5es foram feitas de forma remota.<\/p>\n<p>&#8220;Fire In Little Africa&#8221; \u00e9 o primeiro material novo a ser lan\u00e7ado pelo selo Black Forum, da hist\u00f3rica Motown, desde o relan\u00e7amento da gravadora no in\u00edcio deste ano &#8211; o selo estava adormecido desde 1973; Martin Luther King era um dos artistas sob contrato do Black Forum. Pra Johnson, lan\u00e7ar este \u00e1lbum atrav\u00e9s do Black Forum representa um come\u00e7o: &#8220;\u00e9 como se a Motown tivesse assinado com o estado de Oklahoma&#8221;, disse ele \u00e0 NPR.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o &#8220;padr\u00e3o&#8221; do disco tem onze faixas. O processo de escolha das faixas a esse produto foi complicada, mas mais importante \u00e9 salientar a miss\u00e3o do \u00e1lbum, que \u00e9 recondicionar a mente dos ouvintes. Em vez de focar apenas no passado, o disco \u00e9 uma esp\u00e9cie de retrato de um Estados Unidos preto atual. Igualmente poderoso e oportuno, o \u00e1lbum \u00e9 centrado em torno da injusti\u00e7a racial, ativismo, riqueza geracional, educa\u00e7\u00e3o, repara\u00e7\u00f5es e empreendedorismo.<\/p>\n<p>Ayilla, uma das <em>rappers<\/em> do projeto, disse que gostaria que o projeto, &#8220;definitivamente, inicie um di\u00e1logo. Quero que as pessoas sintam o desejo de procurar as informa\u00e7\u00f5es. E quase quero que as pessoas se ofendam. Porque as pessoas ficar\u00e3o ofendidas. E eu sinto que realmente \u00e9 pra aquelas pessoas que se ofendem. Quero que essas pessoas [digam a si mesmas] &#8216;ok, por que estou ofendido?&#8217;, porque acho que \u00e9 realmente importante deixar isso pra tr\u00e1s &#8216;ok, por que estou me sentindo assim? Por que isso me ofendeu?&#8217;. Definitivamente, eu queria alcan\u00e7ar esse mercado, bem como a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o. Acho que \u00e9 um \u00f3timo catalisador tamb\u00e9m pra gera\u00e7\u00e3o mais jovem porque \u00e9 <em>hip hop<\/em> e soa bem. E acho que as crian\u00e7as podem sentir a autenticidade. Acho que este \u00e1lbum \u00e9 muito aut\u00eantico e vai empurr\u00e1-los a querer saber o que aconteceu&#8221;.<\/p>\n<p>Steph Simon afirma que &#8220;o pr\u00f3ximo passo pra construir \u00e9 ampliar nossa comunica\u00e7\u00e3o. Porque temos as ferramentas pra ampliar nossa comunica\u00e7\u00e3o. Constru\u00edmos o &#8216;Black Wall Street&#8217; em nosso cen\u00e1rio musical. E destrancamos uma porta fazendo isso. Eu direi que tivemos sucesso ao fazer porque desbloqueamos algo que nos levou \u00e0 pr\u00f3xima etapa. Agora que descobrimos isso, \u00e9 hora de implementar isso no Brooklyn, Nova Iorque ou em Omaha, Nebrasca, ou em todos esses lugares que podem parecer n\u00e3o ter uma comunidade&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Pnwh-pjYkbg\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Pra ouvir o disco na \u00edntegra, \u00e9 s\u00f3 acessar <a href=\"https:\/\/fila.lnk.to\/Shining\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">este link<\/a> e escolher sua plataforma preferida.<\/p>\n<p>&#8220;Greenwood foi o mais pr\u00f3ximo da p\u00e1tria-m\u00e3e nos Esteites que j\u00e1 tivemos&#8221;, disse Dr. View <a href=\"https:\/\/www.essence.com\/entertainment\/fire-in-little-africa-album-commemorates-tulsa\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">em entrevista<\/a>. Portanto, temos que come\u00e7ar a agir como os reis e rainhas que dizemos incorporar. Se voc\u00ea vai ser um rei ou uma rainha, mova-se assim. E \u00e9 isso que estamos fazendo em Tulsa. Todas as coisas internas com as quais temos que lidar pessoalmente, como ir \u00e0 terapia, cuidar de nossos corpos, compreender nossa hist\u00f3ria, ficar mais em sintonia com nossa arte. Temos que fazer tudo isso individualmente. E quando n\u00f3s os pretos coletivamente nos reunimos e estamos todos fazendo isso, ningu\u00e9m ser\u00e1 capaz de negar quem somos. Levamos 100 anos pra acordar, mas estamos aqui. E esperamos que isso inspire outras &#8216;Black Wall Streets&#8217;. E n\u00e3o apenas Black Wall Streets &#8211; pessoas brancas tamb\u00e9m&#8221;.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li>Nada relacionado<\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tulsa fica no meio dos Estados Unidos. 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