{"id":57691,"date":"2021-09-20T14:10:31","date_gmt":"2021-09-20T17:10:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=57691"},"modified":"2021-12-02T18:55:10","modified_gmt":"2021-12-02T21:55:10","slug":"o-colecionador-sequestros-serial-killers-groupies-e-musica-pop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-colecionador-sequestros-serial-killers-groupies-e-musica-pop\/","title":{"rendered":"O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57694\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-colecionador-sequestros-serial-killers-groupies-e-musica-pop\/jam-ocolecionador\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/jam-ocolecionador.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"jam-ocolecionador\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/jam-ocolecionador.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/jam-ocolecionador.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"the-jam-the-butterfly-collector\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-57694\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/jam-ocolecionador.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/jam-ocolecionador.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>A sessante e cinco quil\u00f4metros de Londres, em 1926, nasceu o escritor James Fowles, em Leighton-On-Sea, Essex, onde o rio T\u00e2misa se encontra com o mar. Daquela regi\u00e3o costeira, Fowles partiu pro mundo, pra ser reconhecido com suas novelas, que incluem &#8220;Mago, O Falso Deus&#8221; (The Maggus, 1965), &#8220;A Mulher Do Tenente Franc\u00eas&#8221; (The French Lieutenant&#8217;s Woman, 1969), &#8220;Mantissa&#8221; (1982) e&#8230; &#8220;O Colecionador&#8221; (The Collector, 1963), sua obra de estreia e que teve uma curiosa influ\u00eancia cultural e policial.<\/p>\n<p>&#8220;O Colecionador&#8221; teve reconhecimento comercial imediato, a ponto de Hollywood correr pra comprar seus direitos de adapta\u00e7\u00e3o. William Wyler abra\u00e7ou o projeto. Ele deixou de fazer &#8220;A Novi\u00e7a Rebelde&#8221; (The Sound Of Music, 1965), que ganhou cinco Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Dire\u00e7\u00e3o, pra Robert Wise, o talentoso faz-tudo que assumiu a empreitada, pra abra\u00e7ar a hist\u00f3ria angustiante de um rapaz que sofreu <em>bullying<\/em> a vida inteira, que fica rico de repente, ao ganhar na loteria, e sequestra a paix\u00e3o de inf\u00e2ncia na tentativa de convenc\u00ea-la a passar a am\u00e1-lo.<\/p>\n<p>O que tinha tudo pra ser um teatr\u00e3o filmado, encontrou no j\u00e1 rodado Wyler um filme claustrof\u00f3bico.<\/p>\n<p>Wyler j\u00e1 tinha 63 anos quando &#8220;O Colecionador&#8221; ganhou as telonas. No seu curr\u00edculo, tr\u00eas Oscars de Melhor Dire\u00e7\u00e3o &#8211; &#8220;Rosa Da Esperan\u00e7a&#8221; (Mrs. Miniver, 1942), &#8220;Os Melhores Anos De Nossas Vidas&#8221; (The Best Years Of Our Lives, 1946) e &#8220;Ben-Hur&#8221; (1959) &#8211; e oito indica\u00e7\u00f5es na mesma categoria, incluindo pra filma\u00e7os imperd\u00edveis, como &#8220;A Carta&#8221; (The Letter, 1940), &#8220;P\u00e9rfida&#8221; (Little Foxes, 1941), &#8220;Tarde Demais&#8221; (The Heiress, 1949) e &#8220;A Princesa E O Plebeu&#8221; (Roman Holiday, 1953).<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m assina a dire\u00e7\u00e3o dos cl\u00e1ssicos &#8220;Jezebel&#8221; (1938), &#8220;Horas De Desespero&#8221; (Desperate Hours, 1955), &#8220;Da Terra Nascem Os Homens&#8221; (The Big Country, 1958) e do excepcional &#8220;Inf\u00e2mia&#8221; (The Clindren&#8217;s Hour, 1961), refilmagem do pr\u00f3prio trabalho lan\u00e7ado em 1936, mas sob o t\u00edtulo original de &#8220;These Three&#8221;, que toca num tema atual\u00edssimo: o impacto negativo de not\u00edcias falsas.<\/p>\n<p>O tratamento que William Wyler deu a &#8220;O Colecionador&#8221;, quase 100% fiel ao livro, com exce\u00e7\u00e3o da suavizada no final, acabou inspirando um maluco chamado Robert Berdella a sair da casinha e cometer uma s\u00e9rie de crimes.<\/p>\n<p>Berdella ficou conhecido como &#8220;O A\u00e7ougueiro do Kansas&#8221; ou ainda, simplesmente, &#8220;O Colecionador&#8221;. Ele mantinha suas v\u00edtimas dopadas, em cativeiro, por semanas. Homossexual, todas as suas v\u00edtimas eram homens. Ele os torturava, injetava todo tipo de droga legalizada, inclusive veterin\u00e1ria, no corpo deles e promovia sess\u00f5es de sadomasoquismo, das quais participavam convidados dele, tudo relatado em um di\u00e1rio.<\/p>\n<p>Oficialmente, ele matou seis homens entre 1984 e 1987. Depois, cortava o corpo deles em peda\u00e7os e colocava em diferentes latas de lixo pela cidade.<\/p>\n<p>Ao ser preso, em 1988, confessou os crimes e falou da inspira\u00e7\u00e3o do filme.<\/p>\n<p>Dois filmes foram feitos sobre ele. Nenhum dos dois \u00e9 recomendado. O primeiro \u00e9 o document\u00e1rio &#8220;Bazaar Bizarre&#8221; (2004), com dire\u00e7\u00e3o de<br \/>\nBenjamin Mead. E uma dramatiza\u00e7\u00e3o esquec\u00edvel chamada &#8220;Berdella&#8221; (2009), com dire\u00e7\u00e3o de Paul South e William Taft.<\/p>\n<p>Berdella morreu na pris\u00e3o, de ataque card\u00edaco, em 1992.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi s\u00f3 Berdella. A dupla Leonard Lake e Charles Ng matou, entre 1982 e 1985, doze pessoas, oficialmente, inspirados no filme (mas o n\u00famero pode chegar a vinte e cinco, de acordo com os ossos achados pela pol\u00edcia, enterrados na fazenda de Lake). A personagem sequestrada no livro de Fowles era Miranda Grey, interpretada por Samantha Eggar no filme. Lake, quando sequestrava suas v\u00edtimas, chamava o ato de &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Miranda&#8221;.<\/p>\n<p>A dupla atra\u00eda as v\u00edtimas com promessas emprego no rancho de Lake. Ali, matavam os homens e as crian\u00e7as e deixavam as mulheres em cativeiro, estuprando-as e abusando moralmente delas.<\/p>\n<p>Fowles morreu em 2005, aos 79 anos. Provavelmente, viu o que esses assassinos fizeram em nome de sua obra. J\u00e1 Wyler escapou desse desgosto: morreu em 1981 (tamb\u00e9m aos 79 anos).<\/p>\n<p>Mas Fowles talvez tenha ficado tranquilo com a pr\u00f3pria consci\u00eancia, afinal, no livro embora o sequestrador seja cruel e um torturador psicol\u00f3gico, &#8220;O Colecionador&#8221; do t\u00edtulo vem do fato do personagem principal ser entom\u00f3logo, mais precisamente lepidopterologista, um colecionador de borboletas.<\/p>\n<p>A certa altura do filme, ao tentar impressionar Miranda, o sequestrador mostra sua cole\u00e7\u00e3o. Ela, em surto de sinceric\u00eddio, vira-se pra ele e diz: &#8220;olha quantas mortes voc\u00ea causou; onde voc\u00ea v\u00ea beleza, eu s\u00f3 vejo morte&#8221;. E olhando nos olhos dele, refor\u00e7a: &#8220;eu s\u00f3 vejo morte por aqui&#8221;.<\/p>\n<p>Paul Weller, vocalista do The Jam, a chamada &#8220;mais brit\u00e2nica banda de todos os tempos&#8221;, tamb\u00e9m se sentia como Miranda. Mas o que sequestrava sua sanidade e liberdade era o sistema e, especialmente, as <em>groupies<\/em>. &#8220;The Buttefly Collector&#8221;, can\u00e7\u00e3o de 1979, lan\u00e7ada originalmente no lado B de &#8220;Strange Town&#8221;, ganhou inspira\u00e7\u00e3o no filme e falava sobre a morte de emo\u00e7\u00f5es ou, no esticar da corda, do amor verdadeiro, segundo uma das an\u00e1lises poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Diante dos crimes brutais que Miranda sofreu, al\u00e9m das v\u00edtimas de Berdella, Lake e Ng, parece choro de estrela do rock: a borboleta que coletada aqui \u00e9 o pr\u00f3prio Weller, em uma cr\u00edtica \u00e0s <em>groupies<\/em>: &#8220;There&#8217;s tarts and whores but you&#8217;re much more&#8221;, ele canta no refr\u00e3o, &#8220;You&#8217;re a different kind &#8216;cause you want their minds&#8221;, exatamente como o sequestrador de Miranda.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma vers\u00e3o de que Weller tinha um nome em mente, quando escreveu a letra: a jornalista do seman\u00e1rio New Music Express, Julie Burchill. Em seu livro de 1978, escrito com Tony Parsons, &#8220;The Boy Looked At Johnny &#8211; The Obituary Of Rock And Roll&#8221;, a ent\u00e3o jornalista de 19 anos se diverte demolindo todos os figur\u00f5es do rock, o que significa todo mundo, sem exce\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o fosse os Sex Pistols.<\/p>\n<p>Burchill mandou voadoras no peito e na biografia de Lou Reed, Iggy Pop, The Who, Jimi Hendrix, Elton John e at\u00e9 na nova gera\u00e7\u00e3o, contempor\u00e2nea dos Sex Pistols, como Siouxsie &#038; The Banshees, The Damned, The Clash e, claro The Jam, com Paul Weller sendo chamado de &#8220;o Barry McGuire do <em>punk<\/em>&#8220;, em refer\u00eancia ao cantos do The Mamas &#038; The Papas, o que era uma tremenda ofensa na \u00e9poca.<\/p>\n<p>O tempo tratou de mostrar que Johnny Rotten (ou Lydon), o vocalista dos Pistols, \u00e9 que se tornou coluna de sustenta\u00e7\u00e3o fascista, nos anos 2010-2020, <a href=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/noticia\/johnny-rotten-ex-sex-pistols-diz-que-trump-e-unica-esperanca\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">apoiando ideias de Donald Trump<\/a>, algo pra Burchill se envergonhar.<\/p>\n<p>O Jam, por sua vez, nunca foi de fato <em>punk<\/em>. Estava era olhando pros anos 1960, especialmente pro The Who. &#8220;The Butterfly Collector&#8221;, inclusive, era quase uma vers\u00e3o de &#8220;Shangri-La&#8221;, dos Kinks. Empresta at\u00e9 um verso: &#8220;you just can&#8217;t get any higher&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Kt0IXkIVvo4\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Soo Catwoman, um dos \u00edcones no come\u00e7o da cena <em>punk<\/em> londrina tamb\u00e9m \u00e9 candidata a &#8220;homenageada&#8221; em &#8220;The Butterfly Collector&#8221;. Ap\u00f3s a implos\u00e3o do Sex Pistols, a mo\u00e7a tentou se tornar parte da comitiva do Jam e isso foi ressentido por Weller. Ele a via como algu\u00e9m que tentava obter fama pendurando-se no pesco\u00e7o de outras pessoas. Ela alcan\u00e7ou um status de culto, no entanto, gra\u00e7as ao fot\u00f3grafo Bob Gruen, que a elevou \u00e0 &#8220;\u00edcone punk&#8221;, o que quer que isso queira dizer.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que Weller conjuminava com a ideia de Fowles sobre os &#8220;colecionadores&#8221; sociais. Colecionar coisas \u00e9 uma pr\u00e1tica habitual. O exagero \u00e9 que pode significar uma patologia, e pode ocasionar um transtorno obsessivo compulsivo. Os colecionadores sociais n\u00e3o param, como gafanhotos, destruindo o que deixa pra tr\u00e1s.<\/p>\n<p>&#8220;So you finally got what you wanted \/ You&#8217;ve achieved your aim by making me walk in line \/ And when you just can&#8217;t get any higher \/<br \/>\nYou use your senses to suss out this week&#8217;s climber \/ And the small fame that you&#8217;ve acquired \/ Has brought you into cult status \/<br \/>\nBut to me you&#8217;re still a collector&#8221;, come\u00e7a a can\u00e7\u00e3o do Jam.<\/p>\n<p>O colecionador de borboletas de Weller tamb\u00e9m significava &#8220;morte&#8221;, de certa maneira. Assim como Miranda encarou seu raptor e esfregou uma verdade cruel na cara dele, Weller alfinetou sua &#8220;sequestradora&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VdFZSF_LmVo\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Cinco anos depois de &#8220;The Butterfly Collector&#8221;, &#8220;O Colecionador&#8221; de William Wyler voltou a aportar nos anais da m\u00fasica pop. Em janeiro de 1984, os Smiths lan\u00e7aram &#8220;What Difference Does It Make?&#8221;, terceira faixa de trabalho de &#8220;The Smiths&#8221;, disco de estreia da banda, que seria lan\u00e7ado no m\u00eas seguinte.<\/p>\n<p>Na capa, uma imagem de Terence Stamp, que interpreta o sequestrador em &#8220;O Colecionador&#8221;, segurando um chuma\u00e7o de pano com clorof\u00f3rmio, usado pra abater Miranda.<\/p>\n<p>Stamp, a princ\u00edpio, n\u00e3o autorizou o uso da imagem. A banda, ent\u00e3o, recorreu a uma imagem alternativa, de Morrissey segurando um copo de leite. Stamp, depois, reviu sua posi\u00e7\u00e3o e liberou a imagem, de modo que a capa com Morrissey e o copo de leite ficou rara e \u00e9, hoje, mais procurada e desejada.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57693\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-colecionador-sequestros-serial-killers-groupies-e-musica-pop\/smiths1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/smiths1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"smiths1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/smiths1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/smiths1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"the-smiths-cover-what-difference-does-it-make\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-57693\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/smiths1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/smiths1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>L\u00e1 se v\u00e3o mais de cinquenta anos desde que &#8220;O Colecionador&#8221; chegou aos cinemas. O sucesso comercial de livro e filme ajudou a acumular consequ\u00eancias conhecidas de mentes ou pavorosamente psic\u00f3ticas ou brilhantemente criativas.<\/p>\n<p>De um lado, <em>serial killers<\/em>. De outro, Wyler, Weller, Morrissey &#8211; e Noel Gallagher e Garbage, que fizeram vers\u00f5es pra &#8220;The Butterfly Collector&#8221;.<\/p>\n<p>No meio, uma cole\u00e7\u00e3o de sensa\u00e7\u00f5es de quem entendeu que n\u00e3o se pode brincar com a vida alheia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5CuxkTnu-CA\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-smiths-as-citacoes-de-morrissey-no-cinema\/\" title=\"THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA\">THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/tanto-tempo-depois\/\" title=\"TANTO TEMPO DEPOIS&#8230;\">TANTO TEMPO DEPOIS&#8230;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/radiohead-webcast\/\" title=\"RADIOHEAD WEBCAST\">RADIOHEAD WEBCAST<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-catherine-spaak-lesercito-del-surf-1964\/\" title=\"REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)\">REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/david-shire-a-trilha-apocaliptica-nao-usada\/\" title=\"DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA\">DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sessante e cinco quil\u00f4metros de Londres, em 1926, nasceu o escritor James Fowles, em Leighton-On-Sea, Essex, onde o rio T\u00e2misa se encontra com o [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57694,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2363],"tags":[54,445,262,159],"class_list":["post-57691","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-cinema","tag-jam","tag-livro","tag-smiths"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/jam-ocolecionador.jpg?fit=540%2C300&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-f0v","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57691"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57691\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57695,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57691\/revisions\/57695"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}