{"id":59267,"date":"2022-11-16T00:08:59","date_gmt":"2022-11-16T03:08:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=59267"},"modified":"2022-11-16T00:11:49","modified_gmt":"2022-11-16T03:11:49","slug":"resenha-skullcrusher-quiet-the-room","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/","title":{"rendered":"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"59268\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/skullcrusher-capa-quiettheroom\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/skullcrusher-capa-quiettheroom.jpg?fit=540%2C540&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"skullcrusher-capa-quiettheroom\" data-image-description=\"&lt;p&gt;skullcrusher capa quiet the room&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/skullcrusher-capa-quiettheroom.jpg?fit=540%2C540&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/skullcrusher-capa-quiettheroom.jpg?resize=540%2C540\" alt=\"skullcrusher-quiet-the-room\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-59268\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/skullcrusher-capa-quiettheroom.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/skullcrusher-capa-quiettheroom.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/skullcrusher-capa-quiettheroom.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/skullcrusher-capa-quiettheroom.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/skullcrusher-capa-quiettheroom.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Voc\u00ea olha pra Helen Ballentine, natural de Tarrytown, um condado pacato e residencial a poucos quil\u00f4metros de Manhattan, centro da fervilhante Nova Iorque, e desconfia que a mo\u00e7a possa viver em sociedade. Parece filme de terror sua imagem de figura campestre, de pinturas de cinco s\u00e9culos atr\u00e1s: uma mo\u00e7a bonita, de olhos arregalados, aparentemente pacata, que tem no seu passado ou no seu \u00edntimo mem\u00f3rias das piores atrocidades.<\/p>\n<p>Mas Ballentine, ainda bem, n\u00e3o \u00e9 nada disso. Se inspirar um roteirista pouco imaginativo, talvez leve a um filme adolescente de horror que divirta numa madrugada qualquer. Por ora, a trituradora de cr\u00e2nios \u00e9 apenas no nome, estimulando imagens e sons e que operam perfeitamente, especialmente nas madrugadas. A m\u00fasica de Ballentine \u00e9 g\u00e9lida, mas n\u00e3o como a morte, longe disso. \u00c9 um <em>indie folk<\/em>, pra gente encapsular em algum lugar, que acalma, que coloca pra relaxar, que apaixona. Ela est\u00e1 nessa divisa ou proximidade de toda a loucura, como Tarrytown e Mount Vernon (onde morou quando crian\u00e7a) est\u00e3o de Manhattan, mesmo que tenha fincado resid\u00eancia numa ensolarada e pulsante (por outro motivo) Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<p>Ballentine n\u00e3o \u00e9 macabra, como alguns escreveram por a\u00ed. Mas \u00e9 sombria. &#8220;Enquanto escrevia o \u00e1lbum no ver\u00e3o de 2021, Ballentine se inspirou em sua casa de inf\u00e2ncia em Mount Vernon, NY. O que ela pretendia capturar em &#8216;Quiet The Room&#8217; n\u00e3o era a inoc\u00eancia da inf\u00e2ncia, como tantas vezes \u00e9 retratada, mas a intensa complexidade dela&#8221;, escreveu na apresenta\u00e7\u00e3o deste que \u00e9 o seu primeiro disco. &#8220;Passado e presente se fundem neste espa\u00e7o on\u00edrico misturado com elementos de fantasia, magia e mist\u00e9rio. Musicalmente, isso se traduz em um som que parece pesado e ef\u00eamero ao mesmo tempo, como um lapso de tempo da corros\u00e3o do cobre&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hblm4wFiNB4\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EQgJ1Y8aHVM\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Percebe-se que h\u00e1 uma certa incerteza sobre a figura de Ballentine e isso joga a favor do ouvinte ao degustar essas can\u00e7\u00f5es. Afinal, quem poderia explicar e traduzir tudo isso? Quem \u00e9 ela? A do viol\u00e3o dedilhado e lugar-comum de &#8220;Could It Be The Way I Look At Everything?&#8221; e &#8220;Outsinde, Playing&#8221;, ou a sonhadora de &#8220;Pass Through Me&#8221;?<\/p>\n<p>Tal ambienta\u00e7\u00e3o \u00e9 derivada da simplicidade, j\u00e1 que a maioria das m\u00fasicas \u00e9 resultado de viol\u00e3o, violino, piano e voz. H\u00e1 muito pouco a mais do que isso. O clima buc\u00f3lico ajuda na d\u00favida e no sonho, tanto quanto no sombrio ambiente criado. Letras e t\u00edtulos como &#8220;Lullaby In February&#8221; contribuem pro todo (especialmente o final dela). E tem a voz de Ballentine, mais at\u00e9 do que seu rosto em permanente desfoque, enevoado. Essa voz \u00e9 como de uma garota solit\u00e1ria cantando, pedindo ajuda, contando hist\u00f3rias, brincando &#8211; as refer\u00eancias a cenas que precedem o macabro se sucedem, mas \u00e9 s\u00f3 impress\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;As palavras ainda est\u00e3o na sua l\u00edngua \/ Elas silenciam a sala&#8221;, ela canta na faixa de abertura, &#8220;They Quiet The Room&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fvV-CIoeBrE\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O_M8g6NeV6I\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 472px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=1172426723\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"https:\/\/imskullcrusher.bandcamp.com\/album\/quiet-the-room\">Quiet the Room by Skullcrusher<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>&#8220;Quiet The Room&#8221; examina a juventude num processo que \u00e9 como esmiu\u00e7ar o processo de crescimento e os traumas sendo constru\u00eddos. Mas s\u00e3o mem\u00f3rias, e mem\u00f3rias tendem a ser distorcidas, se afastando dos fatos e criando ambientes imagin\u00e1rios, que muitas vezes podem aprofundar ou resgatar os problemas. O tal &#8220;enfrentar os fantasmas do passado&#8221; normalmente \u00e9 o exerc\u00edcio feito pelos artistas. Bellentine vai enfrentando os seus, ao mesmo tempo que entrega novos pra gente apreciar, como um est\u00edmulo pra viver \u00e0 beira da realidade, o que recebemos de bom grado.<\/p>\n<p><strong>NOTA: 8,0<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 14 de outubro de 2022<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 42 minutos e 01 segundos<br \/>\nSelo: Secretly Canadian<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Helen Ballentine, Noah Weinman e Andrew Sarlo<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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