{"id":59317,"date":"2022-12-09T19:16:56","date_gmt":"2022-12-09T22:16:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=59317"},"modified":"2023-06-22T00:09:56","modified_gmt":"2023-06-22T03:09:56","slug":"revisitando-de-la-soul-eye-know-1989","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-de-la-soul-eye-know-1989\/","title":{"rendered":"REVISITANDO: DE LA SOUL &#8211; EYE KNOW (1989)"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"59319\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-de-la-soul-eye-know-1989\/delasoul1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/delasoul1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"delasoul1\" data-image-description=\"&lt;p&gt;de la soul&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/delasoul1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/delasoul1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"de-la-soul\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-59319\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/delasoul1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/delasoul1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Enquanto no lado oeste dos Esteites, as balas comiam soltas, a pol\u00edcia sentava o sarrafo em qualquer preto que se imaginava artista abrindo a boca pra cantar, ou eles mesmos se matavam em disputas de gangues que intrigava quem estava de fora, do lado leste era tudo <em>good vibes<\/em>, com o <em>hip hop<\/em> versando sobre amor, coisas juvenis, discos, marcianos e um tanto de gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Quer dizer, o Public Enemy \u00e9 dali, de Long Island, Nova Iorque, e mandava a pol\u00edcia se foder com propriedade e estimulava o enfrentamento ao poder, n\u00e3o importa quem fosse o poder, porque estava sempre nas m\u00e3os de brancos (e \u00e9 basicamente assim at\u00e9 hoje, com algumas melhoras). O Public Enemy nunca vai ficar desatualizado porque os problemas que eles cantavam na d\u00e9cada de 1980 e 1990 ainda existem, mas o mesmo tamb\u00e9m pode-se falar da existencialidade juvenil do De La Soul.<\/p>\n<p>Quando eles lan\u00e7aram em 1989 &#8220;3 Feet High And Rising&#8221; foi uma esp\u00e9cie de &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221; na cabe\u00e7a de muitos jovens pretos estadunidenses, mas pela \u00f3tica da leveza e do amor. Se Public Enemy \u00e9 essencial, De La Soul tamb\u00e9m \u00e9. E eles s\u00e3o da mesma \u00e1rea, de Long Island.<\/p>\n<p>&#8220;Eles&#8221; s\u00e3o Kelvin Mercer, tamb\u00e9m conhecido como Posdnuos e Plug One; Dave Jolicoeur, tamb\u00e9m conhecido como Trugoy e Plug Two; e Vincent Mason, tamb\u00e9m conhecido como Maseo e Plug Three. Os plugues pra se conectar com marcianos, com a vida na terra, com a nossa mente.<\/p>\n<p>Eles come\u00e7aram sem muitas pretens\u00f5es e tinham \u00e0 m\u00e3o praticamente toda a hist\u00f3ria da m\u00fasica pra usarem. E usaram. Tem tanto sampler em &#8220;3 Feet High And Rising&#8221;, que voc\u00ea dificilmente vai achar o disco no seu servi\u00e7o digital de m\u00fasica, porque \u00e9 caro pagar tanto direito autoral e, segundo dizem, h\u00e1 utiliza\u00e7\u00f5es que eles nem lembram mais a fonte e \u00e9 melhor evitar um processinho depois.]<\/p>\n<p>Durante anos, ele foi evitado pelas gravadoras, nenhuma das quais conseguiu resolver os complexos problemas de licenciamento em torno das in\u00fameras cita\u00e7\u00f5es de outros artistas do disco. Em 2019, chegou a estrear no Spotify, marcando seu trig\u00e9simo anivers\u00e1rio. Mas foi retirado em seguida, pois a banda disse que o acordo era injusto. O grupo alegou que a gravadora Tommy Boy obteria 90% dos lucros, enquanto eles ficariam cerca de 10%.<\/p>\n<p>O neg\u00f3cio se tornou particularmente complicado tamb\u00e9m por outro motivo: o trio discute uma &#8220;d\u00edvida fantasma de US$ 2 milh\u00f5es&#8221; que o chefe da Tommy Boy, Tom Silverman, cobra deles. A oferta no Spotify foi de um corte 70%-30%, mas Silverman quis cobrar a d\u00edvida na fonte, tirando mais 20% pra ele.<\/p>\n<p>Falando \u00e0 BBC em 2016, Kelvin Mercer descreveu a indisponibilidade de seu cat\u00e1logo anterior como algo &#8220;de partir o cora\u00e7\u00e3o&#8221;. Ele explicou que os samples da banda &#8211; mais de 70 apenas em &#8220;3 Feet High And Rising&#8221; &#8211; foram (a maioria) liberados pra lan\u00e7amento j\u00e1 em 1989; mas seus contratos falharam em prever o surgimento da m\u00fasica digital. &#8220;Nossos contratos naqueles primeiros \u00e1lbuns diziam especificamente &#8216;vinil e cassete'&#8221;, disse ele. &#8220;O texto n\u00e3o era vago o suficiente para se adequar \u00e0 tecnologia musical. Ent\u00e3o, uma vez que toda a era da m\u00fasica digital entrou em jogo, novos acordos precisaram ser feitos pra esses \u00e1lbuns inteiros.<\/p>\n<p>A gravadora deles na \u00e9poca, a Warner Bros, &#8220;simplesmente n\u00e3o quer lidar com isso&#8221;, acrescentou. &#8220;Eles perguntam, &#8216;Vale a pena?&#8217; Eles t\u00eam que passar por quase todas as m\u00fasicas com um pente fino pra se certificar de que esta ou aquela amostra foi limpa. &#8220;Tem sido um processo muito longo e desgastante&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 uma pena. O disco \u00e9 sobre Paz, amor, justi\u00e7a, igualdade, divers\u00e3o, uni\u00e3o, auto-express\u00e3o e auto-estima. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que De La Soul coloque &#8220;D.A.I.S.Y. Age&#8221; no final do disco. O termo &#8220;Da Inner Sound Y&#8217;all&#8221;. Esta Daisy Age faz refer\u00eancia e homenageia os filhos das flores da d\u00e9cada de 1960 que pressionaram por mudan\u00e7as sociais enquanto reinterpretavam as ideias de consci\u00eancia social e ativismo pra uma nova era.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FuvPrmCiVck\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Certa vez, algu\u00e9m escreveu: &#8220;numa \u00e9poca em que t\u00ednhamos bandas como Public Enemy e N.W.A. escrevendo essas can\u00e7\u00f5es inflamadas, pol\u00edticas e imensamente importantes, surgiu um movimento que adotou uma abordagem mais pacifista; a necessidade de todos n\u00f3s nos unirmos e criarmos um pouco de amor&#8221;, o que o De La Soul tomou pra si.<\/p>\n<p>A capa do disco, com cores fortes e aquelas flores, virou um marco. &#8220;Daisy Age era sobre abrir tudo&#8221;, diz Maseo <a href=\"https:\/\/www.classicpopmag.com\/2022\/06\/de-la-soul-interview\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">nesta mat\u00e9ria<\/a>. &#8220;Mas isso ofuscou nossa m\u00fasica, porque fomos interpretados como querendo copiar uma certa \u00e9poca dos anos 60. Essa coisa toda de Woodstock, era tudo sobre o que n\u00e3o sab\u00edamos. Eu aprecio como e porque isso aconteceu, mas n\u00e3o foi a interpreta\u00e7\u00e3o correta da alma da nossa m\u00fasica. De La sempre foi hip-hop. N\u00e3o se trata de margaridas ou da era <em>hippie<\/em>. Est\u00e1vamos fazendo hip-hop do nosso jeito&#8221;.<\/p>\n<p>A capa do segundo \u00e1lbum do De La Soul, de 1991, mostrava um vaso quebrado contendo uma margarida murcha. Chamava-se &#8220;De La Soul Is Dead&#8221;. A mensagem era bastante \u00f3bvia. &#8220;Com o sucesso de &#8216;3 Feet High And Rising&#8217;, trabalhamos muito&#8221;, lembra Maseo sobre sua dupla de empres\u00e1rios \u2013 o fundador da Def Jam, Russell Simmons, e Lyor Cohen, que agora \u00e9 o chefe global de m\u00fasica do YouTube.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o havia realmente espa\u00e7o pra voltar ao est\u00fadio e fazer mais m\u00fasica. E o que estava acontecendo com a Daisy Age, o que pretend\u00edamos ser um movimento, parecia mais uma tend\u00eancia, uma tend\u00eancia mal interpretada. Tend\u00eancias v\u00eam e v\u00e3o \u2013 quer\u00edamos acabar com essa tend\u00eancia antes que ela nos matasse&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A Daisy Age se mostrou em clipes tamb\u00e9m, era uma est\u00e9tica, mesmo que mal interpretada por quase todo mundo, especialmente a cr\u00edtica.<\/p>\n<p>Um dos exemplos mais claros das boas vibra\u00e7\u00f5es do disco est\u00e1 no cl\u00e1ssico &#8220;Eye Know&#8221;. Prince Paul montou a faixa misturando <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LI7NDDQLvbo\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Peg&#8221;, de Steely Dan<\/a> (\u00e9 praticamente um <em>cover<\/em>!), com os sopros de <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=L8BP6AHGcfs\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Make This Young Lady Mine&#8221;, dos Mad Lads<\/a>, e o assobio final de <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rTVjnBo96Ug\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;(Sittin&#8217; On) The Dock Of The Bay&#8221;, de Otis Redding<\/a>. Hip-hop \u00e9 antes de tudo refer\u00eancia, afinal de contas.<\/p>\n<p>Posdnuos canta na primeira parte: &#8220;Sauda\u00e7\u00f5es, garota, e bem-vinda ao meu mundo de versos \/ eu estou pronto para rimar \/ \u00c9 a era das margaridas e voc\u00ea est\u00e1 prestes a subir no palco \/ Ent\u00e3o limpe seus t\u00eanis no capacho&#8221;.<\/p>\n<p>Posdnous relembrou \u00e0 Rolling Stone: &#8220;quando eu e Dave trabalh\u00e1vamos no shopping, ouv\u00edamos apenas m\u00fasicas tocando nos alto-falantes. Eles sempre tocavam &#8216;Peg&#8217; e est\u00e1vamos, mesmo assim, aspirando a ser um grupo, e n\u00f3s pensamos, &#8216;Ei, essa poderia ser uma m\u00fasica legal de se usar&#8217;. Ent\u00e3o, quando chegou a hora de us\u00e1-lo, pegamos aquela parte &#8216;eu sei que vou te amar mais&#8217;, pegamos a batida de Lee Dorsey, usamos os sopros de outro disco do Mad Lads (&#8216;Make This Young Lady Mine&#8217;), e foi isso. Foi divertido. Foi meio que minha primeira vez programando uma batida&#8221;.<\/p>\n<p>A batida e os versos s\u00f3-amor foram transportados pro v\u00eddeo de &#8220;Eye Know&#8221; com a cara do \u00e1lbum: as cores fortes, as flores tomando o espa\u00e7o, os tr\u00eas interpretando os samplers, bal\u00f5es, e o rosto da mo\u00e7a, a Jenifa &#8211; &#8220;eye know I love you better&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/q9jCsOCfUUg\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O De la Soul escolheu &#8220;Eye Know&#8221; como quarto <em>single<\/em> promocional de &#8220;3 Feet High And Rising&#8221;, o primeiro depois do lan\u00e7amento do disco, mas curiosamente n\u00e3o saiu nos Esteites, apenas na Europa, onde alcan\u00e7ou o top 10 de <em>singles<\/em> na Inglaterra.<\/p>\n<p>A faixa de maior sucesso, pelo menos nos Esteites, terminou sendo &#8220;Me Myself And I&#8221;, \u00fanico <em>single<\/em> n\u00famero um do trio no seu pr\u00f3prio pa\u00eds. &#8220;Buddy&#8221; tamb\u00e9m alcan\u00e7ou enorme sucesso. Mas &#8220;Eye Know&#8221; resume o que o De La Soul sempre quis passar &#8211; e <em>good vibes<\/em> nunca s\u00e3o demais.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-catherine-spaak-lesercito-del-surf-1964\/\" title=\"REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)\">REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-martinho-da-vila-ex-amor-1981\/\" title=\"REVISITANDO &#8211; MARTINHO DA VILA &#8211; EX-AMOR (1981)\">REVISITANDO &#8211; MARTINHO DA VILA &#8211; EX-AMOR (1981)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-ray-charles-in-the-heat-of-the-night-1967\/\" title=\"REVISITANDO: RAY CHARLES &#8211; IN THE HEAT OF THE NIGHT (1967)\">REVISITANDO: RAY CHARLES &#8211; IN THE HEAT OF THE NIGHT (1967)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-barbara-dis-quand-reviendras-tu-1962\/\" title=\"REVISITANDO: BARBARA &#8211; DIS, QUAND REVIENDRAS-TU? 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