Posts de ‘Cinema’

28th agosto
2010
written by Fernando Augusto Lopes

“Fizemos o impossível: re-colorimos e re-sonorizamos a animação de 1944 ‘The Stolen Sun’, com ‘Silent Time Of Earth’”: é assim que o Candy Claws apresenta o primeiro vídeo oficial tirado do maravilhoso segundo disco da banda, “Hidden Lands” (clique aqui para conhecer).

Pra você entender esse “impossível”, é bom saber o que é “The Stolen Sun”. Essa animação é russa (!), de 11 minutos, e, como foi dito, data de 1944. Foi dirigida por Ivan Ivanov-Vano, para a Soyuzmultfilm, durante a II Guerra, o que a torna, isso sim, impossível. Mas é belíssima, de uma pureza inimaginável, compreendendo o momento em que foi produzida. O original, com legendas em inglês, você pode assistir aqui.

Entretanto, eis o que a banda fez: “re-colorizar” é passar uma película colorida por cima, deixando a coisa com um “preto e branco colorido”. Além disso, acelerou a animação original (pra caber nos três minutos e meio da música) e até utilizou alguns sons do filme original na canção, o que nem é surpresa, afinal o Candy Claws sampleia a si própria nas próprias músicas.

Mas o vídeo ficou legal, se você já tiver visto o curta – e tem, afinal, a música, que é o que efetivamente vale. A música do Candy Claws, estranhíssima, vale sempre.

23rd agosto
2010
written by Fernando Augusto Lopes

O diretor de “Estranhos no Paraíso” (Stranger Than Paradise, EUA/ALE, 1984) e “Daubailó” (Down By Law, EUA/ALE, 1986) está prestes a rodar seu novo filme, que sucederá “The Limits Of Control” (EUA, 2009 infelizmente não lançado por cá), mas já adiantou que fará um documentário sobre Iggy Pop.

“Foi algo que o próprio Iggy me pediu pra fazer”, disse, acrescentando que o pedido foi uma honra sem tamanho: “Há regra em casa que diz que se Iggy estiver se apresentando em qualquer lugar num raio de 90 milhas, temos que ir”. Mas adianta que o lance vai demorar: “Pode demorar alguns anos ainda. Não há pressa pra isso”. Pena. Esperar pode ser um martírio nesse caso.

Já deu pra imaginar o que esses dois gênios podem aprontar juntos? Sem exagero, adianto: deve ser o melhor documentário sobre música da história.

Tá bom, exagerei. Mas deu pra entender a importância do negócio.

Tags: ,
23rd agosto
2010
written by Fernando Augusto Lopes

A música sairia como single em 16 de junho último, mas foi adiada para 9 de novembro, pra coincidir com a turnê estadunidense – e, principalmente, para virar este EP.

A “promoção” faz sentido, segundo a própria banda. “Never Follow Suit” é a segunda música mais popular do terceiro e recente disco do quinteto sueco, “Clinging To A Scheme”, de 2010, de acordo com enquete feita no site oficial do Radio Dept. “A escolha foi natural”, diz a banda, caindo no lugar-comum.

O bom do single virar EP é que duas músicas inéditas foram incluídas no bolo. E um remix da faixa-título. Os fãs saem ganhando.

Eis o serviço:

1. Never Follow Suit
2. Future’s Son
3. Treading Lightly
4. Never Follow Suit (Never Swallow Fruit dub by Pistol Disco)

Ouça “Never Follow Suit”:

A música sampleia uma passagem do documentário “Style Wars” (EUA, 1984), que mostra o grafite como arte nos subúrbios de Nova Iorque, no nascimento do hip-hop. O documentários segue um grupo de adolescentes que ficam grafitando os trains da cidade. O personagem sampleado é o Skeme (poderia ser ele também o inspirador do título do disco do Radio Dept.?), que não se importa em fazer arte pros outros. Ele escreve e grafita pra si.

Eis o sampler:

“Every time I get on a train
Almost everyday I see my name,
I’ll say:

“yeah y’know I was there, I bombed it”

It’s for me, it’s not for nobody else to see
I don’t care about nobody else seeing it
All these other people who don’t write
They’re excluded
I don’t care about them
They don’t matter to me,
It’s for us
It’s for us”

A banda manda um recado simples: “fazemos música para nós mesmos”. Resta a questão: será que eles se importam com o público (como na letra o rapaz diz que não o faz)? Espero que sim. A discussão, enfim, é besta. O que importa é a música ser boa ou não. É?

Por curiosidade, é possível ver o documentário na íntegra no YouTube (sem legendas). Vale sempre pela discussão se grafite é arte ou vandalismo; pelo retrato de uma época; e por mostrar como os “excluídos”, apesar do discurso da letra acima, querem, sim, ser ouvidos, mostrar que têm algo a dizer. A primeira parte é essa:

13th agosto
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Eu adoro sextas-feiras, 13. De agosto, fica melhor ainda. Senão, não ficava falando disso direto, toda vez que acontece uma, como hoje.

Pra começar pelo significado que ela tem. Se você não leu o meu post (que eu acho) clássico sobre o assunto, faz o favor de clicar aqui. Tem até nome de doença pra quem tem medo da data. Sério. Clica no link que passei e verás.

Além de tudo, é aniversário do Hitchcock, que nasceu no dia 13 de agosto, uma sexta-feira. Ou seja, exatamente há 111 anos. Cento e onze. Um, um, um. Não sei que simbologia isso pode ter, mas é legal.

E tem a música, claro. Numa das últimas sextas-feiras, falei desse disco sensacional, uma coletânea pros darks de plantão. Quem lembra? De arrepiar – de tão bom.

Hoje, falo do (esse sim) clássico Bauhaus e seu “Bela Lugosi’s Dead”, talvez o hino das sextas-feiras, 13, o “Starway To Heaven” das sextas-feiras, 13. A música é soturna o suficiente pra merecer o título, mas o homenageado não deixa dúvidas. Bela Lugosi, o “maior Drácula do cinema”, nasceu em 20 de outubro de 1882, em Lugos, Áustria-Hungria (hoje Romênia) e morreu de ataque cardíaco em 16 de agosto de 1956 (uia, quase!). Foi um choque e o começo de uma adoração, o surgimento de uma lenda, de um culto, literalmente. Culto que a música só ajudou a fortalecer.

E que música! A versão original, de nove minutos e trinta e sete segundos, foi gravada na primeira sessão de estúdio da banda, em 1979, numa tomada só, sem a banda saber que estava sendo gravada (como admitiu posteriormente). Ela aparece no EP de mesmo nome, lançado em 1979, com “Boys” no lado B (em algumas versões). Um clássico instantâneo.

Ouça:

Mas a música se elevou mesmo com o aparecimento no filme “Fome de Viver” (The Hunger, ING, 1983, direção de Tony Scott), com Catherine Deneuve, Susan Sarandon e… David Bowie. É só ver o clipe oficial, que tem uma versão mais curta, editada, da música (maus pela qualidade, não há um vídeo com áudio decente na Internet sobre isso):

E ainda tem o vídeo “oficial”, com a música pouco editada:

Agora, vale perguntar pra você: qual a música representa essa data pra você? Sugestões?

8th agosto
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Ao 72 anos, Martinho da Vila finalmente pode ver sua vida nas telas dos cinemas. Quer dizer, não exatamente. O documentário “Filosofia de Vida – O Pequeno Burguês” teve passagem apagada na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2008, e não me lembro de carreira em cinema (embora tenha percorrido festivais mundo afora). Sai agora em DVD, pra fazer justiça a esse inigualável músico brasileiro.

O filme é de Edu Mansur e mostra o estilo de vida do sambista na sua Duas Barras, município fluminense onde nasceu, além de acenar com uma tentativa de elucidar a trajetória do “sujeito nascido em uma fazenda no interior do estado do Rio e criado na favela que transformou-se num dos mais queridos e reconhecidos artistas brasileiros”.

O protagonista é a cidade e é, claro, Martinho da Vila, o boa-praça (sem trocadilhos). Segundo o portal G1, o filme “dirigido por Edu Mansur, tem por mérito aproximar o espectador de momentos íntimos de Martinho, como a pescaria na Baía de Guanabara, no Rio, e as turnês pela Europa e a relação com a própria obra. Traz declarações de amigos, como Dudu Nobre, Ferreira Gullar, Jaguar, Rildo Hora e o cantor português Luís Represas. Entre todos esses registros, Martinho tem suas preferências: ‘os depoimentos da minha família, mais especificamente dos meus filhos, me tocaram muito. Também fiquei muito sensibilizado com os trechos em que relembro minha mãe’, disse o cantor, pai de oito filhos e avô de sete netos.”.

O DVD tem acompanhamento musical, é óbvio. É um CD com a trilha sonora do documentário, percorrendo alguns dos ótimos clássicos de Maritnho. Sai via MZA Music. Olha o serviço:

01. Filosofia de Vida
02. O Pequeno Burguês
03. Ó Nega
04. Um A Zero
05. Linha do Ão (Tabela do Galão)
06. Meu Off Rio
07. Pra Mãe Tereza
08. Calumba (Kalumba)
09. Vou Viajar
10. Lisboa, Menina e Moça
11. Madalena do Jucu
12. Aquarela Brasileira
13. Disritmia
14. Filosofia de Vida

Filosofia de Vida - Martinho da Vila, o Pequeno Burguês - DVD

A vida de Martinho não foi das mais fáceis (não só por ter sido favelado e pobre num país que faz questão de excluir cada vez mais os excluídos), mas por ter servido no exército durante a ditatura militar, ter virado comunista, fazer música pra agradar pobres e ricos (acusado de ser “vendido”, fazer samba pasteurizado e outras atrocidades que saem da caneta dos “críticos profissionais”), de defender os presidentes de escolas de samba, e mesmo assim ele não escapa de polêmicas e fala da sua vida com desenvoltura, como nessa entrevista ao Portal Último Segundo, do IG.

Num país em que o ídolo nasce após a morte do homem, é bom celebrar em vida as notas de Martinho da Vila.

Veja o trailer (estranhíssimo e meia-boca) do documentário:

28th julho
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Tem uma horinha aí?

Uma horinha e quinze, pra ser mais exato. Olha, vou falar: vale. O filme do Magic Numbers, excursionando por inferninhos ingleses, fazendo o novo “The Runaway”, bastidores, entrevistas, preto e branco e cores, tá tudo aqui. O filme foi gravado em 2009. E está na íntegra aqui. Via Babelgum, claro.

Já começa matador, com “This Is A Song”, numa edição sensacional. Para fãs:

E tem ainda o “behind the scenes”, com apenas 11 minutos, que resume tudo:

No cinema aqui no Brasil… Acho difícil, mas vai sonhando…

27th julho
2010
written by Fernando Augusto Lopes

É o assunto mais comentado da semana. Pombos começaram a atacar com fezes (aquelas inconveniências brancas e ácidas que a lataria do seu carro conhece muito bem) o palco em Saint Louis, nos Esteites, e o Kings Of Leon teve que cancelar o show, revoltando muita gente.

O NME chamou o caso de pigeongate (ou pombogate), o que é no mínimo engraçado. Quer dizer, a história toda é engraçada – ou trágica, sei lá.

Um relato da banda de abertura desse show, The Postelles, mostra bem a cena hitchcockiana: “o primeiro indício de que alguma não estava bem foi quando fizemos nossa passagem de som. Nosso baterista Billy estava lá sentado na bateria, quando um passarinho caiu e morreu. Esse tipo de coisa não acontece com frequência. E assusta. Então, quando nos apresentamos, o problema obviamente aumentou. Os pombos cagavam por todo lugar. Nosso baixista John teve que limpar seu amplificador que estava todo cagado. Ele ficou o show inteiro tentando escapar do bombardeio (…). O problema ficou ainda pior por causa do calor – esta uns 43 graus lá, e você pode imaginar o quão desconfortável era. Depois de tocarmos, descemos pro meio do público, pra assistir o Kings Of Leon – mas naquele momento os pássaros começaram a ficar ainda mais doidos. Depois de três músicas, a banda deixou o palco e 15 mil pessoas ficaram sem saber o que tava acontecendo. Foi um tanto assustador, pra ser honesto. (…) Mas eu posso entender completamente porque a banda fez o que fez. Você simplesmente não pode tocar naquelas condições. É potencialmente perigoso: você pode engolir uma merda de pombo e precisar de ajuda médica”.

O relato é sério.

Sabe-se que pássaros, principalmente pombos, ficam um tanto malucos e desorientados com o calor. Com aquela luz toda, o som alto, o tanto de gente que ocupava seu habitat e toda a vibração podem ter piorado ainda mais a situação. Os pombos “atacaram”, mas o fato de defecarem não é voluntário, obviamente – o instinto de defesa seria outro. Mas é claro que a coisa toda estava desregulada.

No YouTube, você pode ver uma dezena de filmes sobre o caso, a maioria deles fazendo piada com a situação.

Esse vídeo é o mais próximo do que se pode ver do caso. A descrição do vídeo: “Veja a reação do baterista no minuto 1:12. O vocalista limpa o rosto no fim e imediatamente deixa o palco. Depois dessa canção, eles anunciaram que o show não continuaria, por ‘razões de segurança’. Kings Of Leon cancelou o show depois dessa música. Taper Jean Girl, St. Louis, Verizon Wireless Amphitheater”.

Bom, de fato pouco há pra ser visto aqui. Não há nada conclusivo.

O Kings Of Leon toca aqui no Brasil dia 10 de outubro, no cascateiro festival SWU, em Itu, interior de São Paulo. Espera-se, sem pombos.

Esse caso todo lembra esse clássico, certo?

23rd julho
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Esse promete ser simplesmente o melhor filme do ano. Ou, ao menos, o melhor documentário.

Em toda sessão, todo artista começa com um singelo “welcome to Daytrotter” – e é esse o título do documentário que promete arrepiar em 2012, ainda produção.

Ao filme traça a história do estúdio/site estadunidense que o Boston Globe chamou, com enorme felicidade, de “um pequeno milagre”, e fala das pessoas por trás dessa maravilha, como Sean Moeller. Você conhece o Daytrotter, o Floga-se publica muitas sessões do Daytrotter, um monte de gente publica as sessões do Daytrotter, quase todo mundo que gosta de música indie de qualidade fala do Daytrotter…

A ideia é, você sabe, maravilhosa: colocar suas bandas preferidas pra tocar em seu estúdio e publicar o resultado final na Internet. Simples assim. Sensacional assim (devo dizer que a Blogotheque também merece um documentário).

Tudo isso, por esse trailer, estará no documentário “Welcome To Daytrotter”:

O filme é dirigido e produzido por Ben Godar. Você pode ver todo o processo de produção do filme, bem como a equipe completa no site exclusivo do documentário: www.welcometodaytrottermovie.com. Ou pode seguir a produção no Twitter, em http://www.twtitter.com/DaytrotterMovie ou no Facebook, em http://www.facebook.com/pages/Welcome-to-Daytrotter-movie/124590260900522.

Também é possível doar um cascalho pro filme. O gringos podem deduzir a doação no imposto de renda. Você não. Então…

O Floga-se não perde por esperar…

20th maio
2010
written by Fernando Augusto Lopes

É o primeiro disco ao vivo da banda. E uma banda como o Mogwai ter uma “estreia” dessa merece todas as manchetes. Manchetes que pipocaram por todos os lados hoje, após o anúncio pelos próprios escoceses de “Burning”, o disco (em CD e vinil) e do filme. Ah, o filme! Tem o filme também.

Mas vamos por partes. O disco sai pela Rock Action Records, em agosto de 2010 (só lá fora, não preciso nem lembrá-lo). CD e vinil possuem músicas diferentes, o que fará você querer comprar os dois ou a caixa (que vem também com o filme e outros mimos). O CD é esse:

01. I’m Jim Morrison, I’m Dead
02. Friend Of The Night
03. Hunted By A Freak
04. Mogwai Fear Satan
05. Cody
06. You Don’t Know Jesus
07. I Know You Are But What Am I
08. I Love You, I’m Going To Blow Up Your School
09. 2 Rights Make 1 Wrong
10. Like Herod
11. Glasgow Megasnake

O vinil é esse:

01. I’m Jim Morrison, I’m Dead
02. Friend Of The Night
03. Hunted By A Freak
04. Mogwai Fear Satan
05. Cody
06. You Don’t Know Jesus
07. I Know You Are But What Am I
08. I Love You, I’m Going To Blow Up Your School
09. 2 Rights Make 1 Wrong
10. Like Herod
11. Glasgow Megasnake
12. Yes! I Am A Long Way From Home
13. Scotlands Shame
14. New Paths To Helicon Part 1
15. Batcat
16. Thank You Space Expert
17. The Precipice

Note que a escolha das músicas está bem dividida entre os sete discos da banda. É uma coletânea que também serve como apresentação do Mogwai, pra quem ainda é virgem nessa maravilha.

E tem o filme. O filme… A direção de Vincent Moon (da Blogotheque) não diz tudo? Deveria. Veja os dois trailers até agora divulgados e já dá pra entender o que é preciso entender. Esse primeiro, surgiu como teaser, em novembro de 2009 (abaixo o volume):

Esse é mais novo:

Eu volto a dizer: o Mogwai é o Mogwai. Vale qualquer manchete.

Às 16:00h, dia 27 de julho, horário de Brasília, começa uma apresentação ao vivo do filme, com os próprios caras da banda (via UStream TV).

Depois da exibição, Vincent Moon vai responder as perguntas dos fãs…

Veja aqui:

Live TV : Ustream

Tags: ,
18th maio
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Foi em 18 de maio de 1980 que Ian Curtis resolveu dar cabo à própria vida, se enforcando em casa. Morria com ele o Joy Division e nascia um mito, uma banda-mito e profundamente influenciadora de centenas de outras bandas, e um outro clássico, o New Order. No saldo, a coisa pode parecer positiva. E é. Porque sabe-se lá como seria a história da música se ele tivesse tido coragem de enfrentar em vida seus fantasmas.

O cidadão se matou e só isso já é terrível. Não é  motivo para comemoração, mas vale a lembrança, porque o artista é enorme, maior do que a covardia do ato.

Ian Curtis tinha 23 anos (a menos de dois meses de completar 24) e deixou um legado inestimável: dois discos com o Joy Division e uma série de músicas de arrepiar. O primeiro, “Unknown Pleasures”, de 1979, será apresentado hoje na íntegra, na Factory Records, que o baixista Peter Hook adquiriu há pouco tempo, como símbolo de uma época em que o New Order e a música do Joy Division dominavam as mentes e pés da moçada. Hook vem apresentando o disco por completo, numa turnê pouco badalada, há dois meses.

Quem é fã tá cansado de saber, mas o filme “Control” (ING, 2007, de Anton Corbijn), sobre a vida do cantor, é um bom retrato do personagem. Veja, se ainda não viu.

Eis um trecho do filme, com “She’s Lost Control”. Para muitos, uma obra-prima:

Aqui, um vídeo de uma das primeiras apresentações da banda na TV inglesa, em 1978, quando o Joy Division ainda precisava de uma inconveniente introdução. “Shadowplay” é a música. Não chamo de raridade, porque tá no YouTube, mas é perto disso:

Sim, “Shadowplay” é aquela música que o Killers conseguiu deixar assim:

Que tal essa apresentação da intocável “Transmission”, no programa “The Wedge”, em 1979, com Ian Curtis virandos os olhos?

Falei do filme “Control” e tals, mas se você clicar aqui poderá saber mais detalhes do filme (na época em que eu escrevi sobre ele) e ver um vídeo “matador” em Stop and Motion de “Disorder”.

Isso, antes de ver o vídeo oficial da angustiante “Atmosphere”:

É óbvio que todos conhecem a importância do Joy Division e do Ian Curtis… Mas custa tirar o dia hoje para lembrar? Faz assim: pegue os dois discos do Joy Division que você obrigatoriamente deve ter aí, ou uma das muitas coletâneas que lançaram da banda, e ouça. Ouça muito.

Eu diria, citando o outro, que é “inarrependível” – e uma dádiva.

Previous