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29th julho
2010
Escrito por Fernando Augusto Lopes

Olha, eu vou dizer que gosto do Rage Against The Machine. Ponto. Mas os fãs (e fãs são normalmente xiitas com relação ao que se diz do foco de adoração deles) não vão concordar comigo.

O Festival de Itu, aquele SWU, que muita gente quer mandar tomar… banho, já não anda agradando quem gosta realmente de música e ainda fica enrolando pra divulgar seu line up. Esse papo de sustentabilidade anda dando no saco, porque pra música mesmo parece que a organização não liga (leia esse texto certeiro do Barcisnki sobre o assunto). É isca pra neguinho que adora uma ondinha, uma moda, ser fisgado: “é festival de música, sim, ou alguém acha que o Frank Black (do Pixies) vem ao Brasil pra plantar uma árvore no palco?” (boa, Barcinski!).

Ninguém diz que o assunto “sustentabilidade” deva ser esquecido, deixado de lado ou negligenciado, mas é preciso tratar a coisa com seriedade e não como argumento pra vender um produto/festival manco, mal planejado e caro.

Tem muita gente que vai por causa de festa, só pra falar que esteve lá, que participou; não importa que o Pixies toca no mesmo dia do Incubus e do Linkin Park, uma certa aberração; não importa o preço abusivo pra ver apenas uma (no máximo duas) banda que você gosta, deixando de ver outra(s) porque elas estão espalhadas disformemente nos três dias de festival; não importa a falta de informação por parte da produção, retidas em troca de brincadeirinhas bestas na Internet/Twitter/Facebook; não importa se vai haver ou não estrutura e transporte suficiente pra todos (independente de serem sustentáveis ou não)…

Mas tem muita gente que se importa. Com o preço – e com as atitudes. Um festival “sustentável” não pode estimular o uso de automóveis, ao dar estacionamento gratuito pra quem comprar dois ingressos VIPs (absurdamente caros); não pode deixar de informar como vai compensar a emissão de carbono na produção do evento gigantesco; não pode deixar de entregar ingressos em papel reciclado (ou coisa que o valha); não pode deixar de dar alternativas de locomoção a todos; não pode desistir de lutar contra a proibição crianças no lugar (Linkin Park, certo?)…

E não pode deixar de dar atenção às bandas, afinal é um festival de música.

Com o anúncio do Rage Against The Machine (que será feito nessa sexta-feira, dia 30/7), pra tocar no dia 9/10, sem informar quais outras bandas tocarão nesse dia, a pinimba pode diminuir um pouco, mas acho que pra muita gente o estrago tá feito.

Ouço por aí um bocado de gente dizendo que não vai pra Itu. Simplesmente não vai (informações sobre ingressos aqui). O papo cansou – e ainda ficou caro demais (embora a questão do dinheiro seja, infelizmente, pessoal, um peso que só cada um pode medir).

O Rage Against The Machine é uma grande banda. Assim como o Pixies (que, pra mim, é melhor, mais vá lá…). Mas não vai salvar o festival, que nasceu como uma cascata de “querer ensinar pra vocês o que é sustentabilidade”. O tom professoral é tão enfadonho e vazio (nos textos do site, no Twitter) que não vai mudar a cabeça de quase ninguém, não vai “educar” ninguém – o pessoal vai pela festa, pela(s) banda(s) que gosta, pelo evento.

Eu torço, sim, pro festival dar certo. Mas entenda “dar certo” como algo que agrade a maioria dos consumidores e não só o bolso dos organizadores (que afinal merecem a sua paga pelo trabalho todo, mesmo que esse tenha sido tosco – sem esse trabalho, não haveria, talvez, Pixies, Kings Of Leon ou rage Against The Machine pra você escolher em qual show ir). Esse papo que eu andei ouvindo por aí de “cultura de festival”, esqueça, é mais uma balela.

A concorrência com o Echo & The Bunnymen tocando “Ocean Rain”, no mesmo dia 11/10, no Credicard Hall, ficou forte.

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29th julho
2010
Escrito por Fernando Augusto Lopes

Aos desavisados, Damasco é a capital da Síria, não a fruta. A Síria, pra quem não se localizou, é aquele país árabe, entre o Líbano, o Iraque, Israel, Jordânia, o Mediterrâneo e abaixo da Turquia.

Nesse singelo país, seus 20 milhões de habitantes podem se orgulhar de um feito e tanto: o Gorillaz fez o que é considerado até aqui o melhor show do ano – por vários motivos. Um deles é a história, contada abaixo.

Foi domingo passado, dia 25 de julho. A NPR explica tudo: “O que você está prestes a ouvir é o som de uma banda completando um ciclo, enquanto embarca num novo começo. Quando Damon Albarn decidiu continuar com o projeto do Gorillaz, chegando a um terceiro disco, ele buscou inspiração na Síria. Era março de 2009, e o ícone do britpop ficou obcecado com a música orquestral árabe; então ele levou suas demos a Damasco e gravou com a Orquestra Nacional de Música Árabe”.

O site continua: “Na Síria, Albarn trabalhou com o maestro Issam Rafea, que compõs belas peças cheia de cordas e percussão para o terceiro disco, ‘Plastic Beach’. As sessões resultaram na introdução e final de ‘White Flag’ (…). Agora veja o que aconteceu domingo à noite. Gorillaz retornou ao deserto (sic) com o elenco de ‘Plastic Beach’ e todas as estrelas para uma apresentação especial na cidade, num palácio de mil anos de idade. Sob a lua cheia, os personagens animados dividiram o palco com a Orquestra Nacional Síria e deixaram sua marca no que esperamos seja uma nova era na música do Oriente Médio”.

E os convidados especiais? Outra razão pra ser o melhor show do ano… De La Soul, Bobby Womack, Paul Simonon e Mick Jones (do Clash), Shaun Ryder (do Happy Mondays)…

Uma hora e vinte e seis minutos de show. Algo inesquecível para os sírios (na primeira vez que uma banda de rock ocidental toca por lá) – e posso dizer, pra você também, que graças à NPR, pode ouvir o show inteiro, na faixa, de graça, no vasco, aí embaixo:

Olha o setlist:

01. Pre Show
02. Orchestral Intro
03. Welcome to the World of the Plastic Beach
04. Last Living Souls
05. O Green World
06. Stylo
07. On Melancholy Hill
08. Rhinestone Eyes
09. Kids With Guns
10. Superfast Jellyfish
11. Empire Ants
12. Broken
13. Dirty Harry
14. White Flag (Intro)
15. White Flag
16. Dare
17. El Manana
18. Glitter Freeze
19. Cloud of Unknowing
20. Feel Good, Inc.
21. Clint Eastwood (Intro)
22. Clint Eastwood

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29th julho
2010
Escrito por Fernando Augusto Lopes

Todos os detalhes do disco ainda não foram anunciados, mas é possível ouvir duas músicas de “Phophene Dream”. A primeira, “Bad Vibrations”, é só clicar aqui. A segunda, “Telephone”, graças à Spin, você ouvirá aí embaixo.

“Telephone” é uma reverência dos texanos ao 13th Floor Elevators e outras sujeiras dos anos 1960/1970. Guitarras chiadas, órgãos gemendo (ops!), vocais gritados e com efeitos… Já deu pra entender.

Pra ouvir a cancioneta, ei-la:

Pra baixá-la de graça, na faixa, no vasco, vá ao site da Spin, afinal a gente tem que prestigiar que fez o trabalho pesado: clique aqui.

Quem for produzir uma pornochanchada das boas, já tem uma música pra trilha aqui…

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29th julho
2010
Escrito por Fernando Augusto Lopes

É sério. Depois de surpreender a (quase todos) anunciando o Smashing Pumpkins, o Planeta Terra abusou: confirmou o Pavament no Brasil, na sua edição 2010, que acontece em 20 de novembro (clique aqui para mais bandas e detalhes de compra de ingressos, preços etc.).

O lance é o seguinte: pra quem gosta de música alternativa (o que quer que isso queira dizer), o Pavement é a banda. E a oportunidade de vê-los ao vivo é impagável.

Eis algo pro pessoal cascateiro do SWU aprender: não adianta florear o evento com essas balelas de ecoconsciência, cascata pra jovem que se acha “antenado” comprar, se o que importa de fato, a música, as bandas, não cola. Tirando o Pixies e o Kings of Leon, não sobra nada (tá certo, sobra, pra quem gosta de outras bandas e eu respeito, o que não dá é pra misturar), mas isso é outra história.

O que o Planeta Terra fez aqui foi uma aula de line up (como já havia feito no ano passado). Escalar o Pavement e o Smashing Pumpkins é agradar o mais alternativo e a aborrescência-MTV ao mesmo tempo, sem desagradar ninguém. Além do mais, traz Of Montreal, Yeasayer (que eu nem engulo muito) e Girl Talk, dando eletrônico, folk, pop, diversão, tudo na mesma receita. E vem mais por aí.

Então, eu pergunto: R$ 180,00 é caro? Não, não é. O mesmo preço pro SWU é caro? É. Muito – e há muita gente que já discutiu isso com propriedade (como o Barcinski, aqui).

O Pavement acaba de se reunir (de volta – isso é redundância?), em 2009. Lançou a coletânea “Quarantine The Past: Greatest Hits 1989-1999″ (que deu um prêmio a um brasileiro, lembra? – ele vai a Nova Iorque ver um show da banda no Central Park, pra depois ver de novo aqui no Brasil…).

É um dos shows mais disputados lá fora, no momento. “Esgotado” em todo canto (bom, isso não é termômetro pra nada), porque o Pavement tem história – e que história!

A banda surgiu na Stockton, na Califórnia, em 1989. Nunca vendeu milhões, mas sempre teve sua fila de fãs e é considerada a base do que se passou a chamar de indie. É formada por Stephen Malkmus, Bob Nastanovich, Scott Kannberg, Steve West e Mark Ibold.

O último disco foi “Terror Twilight”, de 1999.

Mas isso é recente. Recentíssimo. É “Stereo”, no Pitchfork Festival 2010, em 18 de julho:

Faça um favor a si: vá a esse show!

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29th julho
2010
Escrito por Fernando Augusto Lopes

Não teve bola gigante pela platéia, nem balões e bichinhos dançando no palco, mas a apresentação do Flaming Lips no programa do bêbado-mesmo-sem-beber-mais David Letterman foi ainda assim insana. Wayne Coyne socava com gosto um prato de bateria, enquanto a banda se esforçava para fazer barulho.

O Flaming Lips é sempre bem sucedido.

A banda tocou “See The Leaves”, do igualmente insano “Embryonic”, ontem à noite, dia 28 de julho – e o anfitrião solta duas vezes um “uau” sem fôlego. Bom, é assim mesmo que você vai ficar.

Ae, Planeta Terra… Será que é possível trazê-los de volta?

Como sempre, precisamos agradecer ao sempre ágil TheAudioPerv.com!

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28th julho
2010
Escrito por Fernando Augusto Lopes

Ok que o show foi lá em 1º de junho de 2010, quase dois meses atrás. Mas a captação do Baeble é tão boa que não dá pra deixar de compartilhar esse show.

Foi em Nova Iorque, Esteites, e de acordo com o site, havia 500 pessoas na plateia. Num espaço pra no máximo 250. Dá pra sentir o drama…

Em pouco mais de 29 minutos, a banda apresenta dez músicas apresentadas, cinco delas do recente “Champ” (clique aqui pra detalhes), o astro da noite. “Champ” é um disco divertidíssimo – e não quer ser nada mais além disso. Ou seja, cumpre seu papel, ainda mais se você tiver com umas na cabeça, for sexta ou sábado à noite e o som estiver alto, bem alto.

Abra espaço e saia pulando:


Veja a página do show, com todos os detalhes, em baeblemusic.com

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28th julho
2010
Escrito por Fernando Augusto Lopes

Enquanto o Fleet Foxes não lança seu segundo disco (provavelmente intitulado “Deepwater Horizon”), o vocalista, letrista, guitarrista e arranjador Robin Pecknold vai excursionando por aí. Ultimamente, abrindo para Joanna Newson.

Esse documentário foi gravado durante a primavera de 2010 (deles, outono nosso) e mostra os bastidores dos pequenos shows, algumas entrevistas, alguns ensaios, brincadeiras e, pra mim, o mais importante: um tanto de música. Robin toca algumas tradicionais, como “Look Down That Lonesome Road” e “Silver Dagger”, canções lotadas de tristeza; e uma do Fleet Foxes, “Blue Spotted Tail” (lançada em junho de 2009).

São 14 minutos que vão amenizar a saudade dos fãs do Fleet Foxes. Ou não (se o vídeo abaixo não rolar, clique aqui):

Uma pergunta importante: por que diabos todo documentário de música alternativa precisa ser em preto e branco? É bonito (se bem fotografado, como esse caso), mas precisa?

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28th julho
2010
Escrito por Fernando Augusto Lopes

Esse post “vai ir e voltar”. A data do festival mais importante do País já é conhecida, dia 20 de novembro, um sábado. O local, é o mesmo do de 2009: o Playcenter, que agradou um bocado.

Agora, as bandas…

Há muita especulação e tals, mas uma coisa é certa: o Phoenix está com contrato assinado.

Mais um confirmado (em 21 de junho de 2010): é o Hot Chip, que acaba de lançar um super-hiper-elogiado disco, “One Life Stand”.

O Hot Chip volta ao Brasil depois de três anos, ao integrar o TIM Festival 2007.

O Smashing Pumpkings acaba de anunciar (no dia 28 de julho), em seu site oficial, que vem ao Brasil, com data agendada para o dia 20 de novembro, no Playcenter.

Sim, o Planeta Terra 2010 será mesmo no Playcenter.

Danou-se! O Planeta Terra acaba de confirmar… o Pavement! Sensacional.

Além disso, tem Of Montreal, Girl Talk e Yeasayer.

Isso sim é festival, certo, SWU?

Então, confirmados: Pavement, Of Montreal, Girl Talk, Yeasayer, Smashing Pumpkings, Hot Chip e Phoenix.

Os ingressos, inclusive, já estão à venda. Veja o serviço:

PLANETA TERRA 2010
Local: Playcenter, SP
Data: Sábado, 20 de novembro de 2010
Ingressos pela Internet (a partir de 1º de agosto): http://premier.ticketsforfun.com.br/shows/show.aspx?sh=PLANETAT10
Preços
1º Lote: inteira 160,00 / meia 80,00
2º Lote: inteira 180,00 / meia 90,00
3º Lote: inteira 200,00 / meia 100,00
4º Lote: inteira 220,00 / meia 110,00
Informações de pontos de vendas: http://musica.terra.com.br/noticias/0,,OI4591117-EI1267,00-Venda+de+ingressos+do+Planeta+Terra+Festival+comeca+em+agosto.html

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28th julho
2010
Escrito por Fernando Augusto Lopes

Tem uma horinha aí?

Uma horinha e quinze, pra ser mais exato. Olha, vou falar: vale. O filme do Magic Numbers, excursionando por inferninhos ingleses, fazendo o novo “The Runaway”, bastidores, entrevistas, preto e branco e cores, tá tudo aqui. O filme foi gravado em 2009. E está na íntegra aqui. Via Babelgum, claro.

Já começa matador, com “This Is A Song”, numa edição sensacional. Para fãs:

E tem ainda o “behind the scenes”, com apenas 11 minutos, que resume tudo:

No cinema aqui no Brasil… Acho difícil, mas vai sonhando…

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28th julho
2010
Escrito por Fernando Augusto Lopes

É fato: “Another World” é a melhor música de “Further”, o recente disco do Chemical Brothers (clique aqui pros detalhes). Ou pelo menos, eu acho. Eu diria até que “Another World” “salva” o disco. Mas os fãs descerão o porrete nessa afirmação.

A música é bem boa, calma, cheia de efeitos que devem ter feito os vovôs do Kraftwerk, inspiradores do CB, ficarem orgulhosos e uma melodia deliciosa.

O vídeo é uma viagem com aqueles padrões visuais que acompanham o ritmo da música, leds que viram uma pessoa, que canta e dança levemente, que viram líquido, que viram pés, que tomam formas abstratas, que… Bom, deu pra entender.

Quer dizer… Deu?

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