Ao Vivo

3rd setembro
2010
written by Fernando Augusto Lopes

O Woven Bones saiu há pouco da HoZac Records pra assinar com a Hardly Art, mas nessa sessão ao vivo na WBEZ de Chicago, Esteites, a banda toca mesmo uma barulheira do seu primeiro disco, “In And Out And Back Again”, lançado pela gravadora antiga: é “Creepy Bone”.

É sujeira por todos os cantos. Uma beleza. Os Stooges, lá nos primórdios, iriam adorar (não sei se adoram hoje). O trio toca num estúdio profissa, e tem ainda uma rápida entrevista e uma mais rápida ainda apresentação da banda.

Então, vá direto ao assunto e arrepie-se até os ossos:

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3rd setembro
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Esse será um post “explicativo”. Vejamos…

Ukulele, também conhecido como “guitarra havaiana”, é, segundo a Wikipedia, “um instrumento musical de cordas beliscadas, semelhante a um violão, mas menor. Tem apenas 4 cordas, usualmente afinadas em lá, mi, dó e sol, sendo a corda sol mais aguda que a dó”.

Lou Barlow, oras, é fundador do Dinosaur Jr. (que vem pro Brasil em setembro e cujos ingressos você pode ganhar aqui) e do Sebadoh!

“Soul And Fire” é uma das músicas do quarto disco do Sebadoh, de 1993, “Bubble And Scrape”. Uma baladinha, com guitarras sujas e vocal adocicado.

Esse vídeo foi gravado ao vivo, no Mercury Lounge, em Nova Iorque, Esteites, dia 1º de setembro último. É só Lou Barlow, seu ukulele, o microfone e a música do Sebadoh.

Com todas essas explicações, é só ver o vídeo:

Muito mais desse show, você pode ver nesse canal do YouTube.

Ok, ok, não precisava do “espanto”, da exclamação, no título deste post, por causa do ukulele… Eu sei…

A versão original de “Soul And Fire” é essa:

2nd setembro
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Normalmente esses vídeos são um saco, sem conteúdo e sem motivo aparente (embora os fãs xiitas não achem isso). Mas este, retratando bastidores da recente visita da dupla à China, em julho de 2010, tem algumas coisas interessantes.

Começo por ficar imaginando o que passa na cabeça dos chineses quando vêem duas moças fantasiadas (de qualquer coisa, até de homem) cantando numa língua que, embora seja a mais falada no mundo, é totalmente diferente da deles. Foneticamente, a língua se torna outro instrumento musical.

Quer dizer, isso vale também para qualquer cidadão que não fale inglês, nem entenda inglês, mas a China foi até bem pouco tempo um país fechado à influência de qualquer estrangeiro e estrangeirismos. As Olimpíadas e o acelerado crescimento da economia já trataram de diminuir essa distância, mas… será mesmo que diminuiu?

Mas eis que a música do CocoRosie é quase chinesa. Ou alguém não consegue “enxergar” traços daquelas melodias milenares na música da dupla? Talvez esteja aí a aproximação quase hipnótica que se vê na plateia nos trechos de shows que aparecem neste vídeo. Os chineses estão deslumbrados – e não afirmo que seja só com o CocoRosie, mas estão.

E tem a questão das irmãs Casady. Por “questão” entenda a diversão nos bastidores: rindo, brincando, zoando… E aparecendo. Ao contrário do que se vê no palco. No show que fizeram aqui no Brasil, em 2006, mesmo paramentadas no palco, já dava pra perceber o quão bonitas elas são. Mesmo: de rosto e corpo (que corpo! Onde está o Hugh Hefner quando mais precisamos dele?).

Elas se enfeiam no palco na óbvia tentativa de transformar a música delas – e todo mise-en-scène – na principal atenção dos seus shows. Ou, sabe-se lá, porque são doidas mesmo.

O fato é que os fãs vão suspirar, as moças vão adorar e os rapazes vão babar nesse vídeo. O CocoRosie não é demais?

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2nd setembro
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Raro leitor, há coisas que não posso evitar. Vivo falando de bandas novas (não necessariamente boas, bem entendido), mas não posso evitar citar um cabeção como o Neil Young, quando ele anuncia um disco novo. Tem que entrar aqui.

A peça é “Le Noise”, o milionésimo disco solo dele (sem contar com o Buffalo Springsfield e com o Crosby, Still, Nash & Young), foi produzida por Daniel Lanois (seria ele o quinto integrante do U2?), foi gravada numa mansão em Los Angeles e será lançada dia 27 de setembro no mundo todo, o que nos inclui, por certo.

De acordo com Lanois, a dupla conseguiu elevar “a guitarra acústica a novo patamar, a um novo nível”, o que quer que isso queira dizer, já que o próprio músico informa ser um disco “basicamente elétrico”. Na sua página no Facebook, Neil Young, que completa 65 anos em 2010, mandou a pérola: “‘Le noise’ está completo. É um disco solo. Estará disponível em CD, vinil e no iTunes na primeira edição, seguido por blu-ray e aplicativos para iPhone e iPad, mais ou menos um mês depois. Os aplicativos serão grátis e trarão a capa do álbum em versão interativa. Desculpem pelo uso da palavra ‘álbum’, mas sou ‘das antigas’”. Maravilha.

São oito canções – muitas delas já apresentadas durante a atual turnê do Neil Young:

1. Walk With Me
2. Sign Of Love
3. Rescue Me
4. Love And War
5. Angry World
6. Hitchhiker
7. Peaceful Valley Blvd
8. Rumblin’

Le Noise

Aqui você ouve “Walk With Me”, apresentada em Edmonton, Canadá, em julho de 2010:

a

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2nd setembro
2010
written by Fernando Augusto Lopes

A Apple não mede despesas para lançar seus produtos. Mas, também, pudera: depois de vender quase 300 milhões de iPods não dá pra economizar mesmo. Sendo assim, Chris Martin.

Ah, Chris Martin… O fanfarrão não mede esforços para fazer uma música fofoinha, que arrepie mocinhas e cause inveja nos mocinhos (não, não é o meu caso; e, se fosse, certamente admitiria). Na apresentação da sexta geração do iPod Nano (uma belezinha e tanto, como você pode ver aqui), o vocalista do Coldplay foi contratado pra fazer o número musical. Ótimo.

Tocou os hits “Yellow” e “Viva La Vida”, antes de anunciar uma música nova, “Wedding Bells”, sempre ao piano. Fofíssima, diriam os fãs. Sonolenta, diria eu. Mas veja bem, o que importa não é a minha opinião, mas a sua própria. Então, que seja fofíssima.

“Wedding Bells”

Coldplay/Chirs Martin e Apple: uma união e tanto, para os sinos badalarem fervorosos. A Apple vai vender outros milhões do seu aparelho e o Coldplay, provavelmente lançando um disco novo (“mais acústico”, segundo fontes, e sem a confirmação de “Wedding Bells” nele) ainda este ano ou no começo do próximo, vai arrebatar boas cifras.

Todos saem com um sorrisão na cara. Que beleza!

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2nd setembro
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Há pouco tempo, fiz um megapost sobre esse quarteto inglês (clique aqui e se esbalde). O Stornoway é uma grata surpresa e se mostra cada vez melhor, toda vez que o repeat do tocador de MP3 reinicia o ótimo disco de estreia “Beachcomber’s Windowsill”.

Essa sessão foi gravada lá em julho – e só publicada nesse dia 1º de setembro – e é a estreia da banda nas rádios estadunidenses.

Na entrevista, o entrevistador Russ Borris se espanta com a intensidade do som, como se tivesse “uns cem instrumentos diferentes nele”. Brian Briggs, o vocalista, letrista e guitarrista, responde que talvez haja mesmo, se você contar “umas coisas estranhas, como pias de cozinhas e cenouras”. “Cenouras? Pra quê vocês usaram cenouras?”: “Percussão”.

É piada, claro. Há humor inocente e quase imperceptível na música do Stornoway, como se eles contassem piadas internas pra eles mesmos rirem. Mas o papo segue – e para o óbvio: influências. Borris: “imagino que todos da banda sejam fãs do Beach Boys”. Ollie Steadman, baixista, responde: “Nem temos as mesmas influências. Rob (Steadman, seu irmão) e eu somos da África do Sul e temos um bocado de música tradicional na bagagem. (…) Brian e John (Ouin, tecladista) têm mais bagagem da música tradicional inglesa”.

Não é exatamente uma definição da banda. O Beach Boys e, insisto, o Housemartins definem bem o que se ouve aqui.

A sessão teve quatro músicas, todas tiradas do primeiro e até aqui único disco. E ouvindo você terá noção exatamente do que se trata – embora não vá escutar cenoura alguma, por mais que você se esforce.

“Fuel Up”

“We Are The Battery Human”

“Zorbing”

“Boats And Trains”

Leia a entrevista completa, clicando aqui. Vale. É possível saber, por exemplo, o que quer dizer “Zorbing”. Adianto: é um esporte radical – e estranho. Ah, vale…

1st setembro
2010
written by Fernando Augusto Lopes

A ideia dessa sessão não é muito diferente dos filhotes da Blogotheque: levar uma banda legal para tocar desplugada num local característico da cidade. A cidade, no caso, é Nova Iorque.

Aqui, o site Gothamist pegou o Walkmen e o levou à biblioteca pública (na 5ª Avenida), um lugar indescritível. Desnecessário dizer o quão boa ficou essa sessão: duas músicas do mais recente disco do Walkmen, “Lisbon”; captação profissa de áudio e vídeo; e a despreocupação das pessoas olharem pra câmera, o que faz diferença, mostrando que não houve “preparação” pra cena.

Essa é a primeira Gothamist House Series que interessa pra mim, mas se você quiser ver quais são as outras, é só clicar aqui. Os créditos merecidos estão no final de cada vídeo.

“Woe Is Me”

“Blue As Your Blood”

1st setembro
2010
written by Fernando Augusto Lopes

O show gravado aqui foi no festival do Flaming Lips, o prestigiado ATP New York. Mas a edição de 2009. Pra apresentação, o Caribou recrutou uma multidão pra tocar ao vivo: quinze pessoas em cima do palco, sendo quatro (!) bateristas. Uia!

É claro que você não estava no ATP (e se esteve, é uma brilhante, porém, discreta e muda exceção). O Caribou resolve o problema dos pobres mortais lançando esse LP (sim, um long play*) duplo, ao vivo, captado justamente dessa apresentação.

É uma edição limitada, que não será vendida em lojas, apenas nos shows do Caribou (mas não sei se aqui no Brasil o fato se dará). Com a agenda lotada até o final do ano, não me espanta que esse disco venda adoidado, mais do que nas próprias lojas.

O título completo do LP é “Caribou Vibration Ensemble Featuring Marshall Allen” e o pacote vendido ainda inclui um DVD do show. Olha o serviço:

LP1:
A1. Every Time She Turns Round It’s Her Birthday
A2. Hendrix With Ko
B1. Sandy
B2. Skunks

LP2:
A1. Barnowl
A2. Melody Day
B1. Brahminy Kite
B2. A Final Warning

Quer ter uma ideia da várzea que foi essa apresentação? Quarenta e seis míseros segundos já bastam:

O Caribou toca no Brasil, no FourFest, em São Paulo/SP, com o Gold Panda, dia 27 de outubro próximo. Informações completas você pega clicando aqui.

* Long play, ou LP, pra quem não sabe, é aquele troço com um diâmetro quatro vezes maior do que um CD, é tocado numa vitrola, com uma agulha, e é preciso virar de lado. Você deve encontrar em algum museu perto da sua casa.

1st setembro
2010
written by Fernando Augusto Lopes

O segundo disco do Vaselines, “Sex With An X”, já pipocou por aí, nas lojas do primeiro mundão. Por cá, caçando por aí, achei a peça uma maravilha, colocando-a no patamar de “altamente recomendável”. Sim, o Vaselines não perdeu a mão.

As músicas são simples, sem muitas invenções, e é possível ouvir duas delas nessa sessão acústica da The Fly. “Turning It On” e “Overweight But Over You” estão no disco recém-lançado. Nada de frescuras: Eugene Kelly e Frances McKee empunham seus violões e basta para fazer música pop de qualidade.

Simplicidade é isso aí.

“Turning It On”

The Vaselines – The Vaselines ‘Turning It On’

“Overweight But Over You”

The Vaselines – The Vaselines ‘Overweight But Over You’

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31st agosto
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Eu sei que teve um brasileiro que fez algo parecido quando a banda esteve por aqui, em março de 2009; mas em Praga, quando o Radiohead tocou por lá, em 23 de agosto do mesmo ano, um grupo de 50 pessoas, com câmeras portáteis, filmou o show, captando e oferecendo 50 pontos de vista diferentes.

Todas as imagens foram editadas, com áudio profissa entregue pela própria banda, e eis o DVD “Prague”. O que faz toda a diferença na produção final deste DVD é a edição ixxxperta e o áudio realmente bom.

Veja como ficou “Idioteque”:

São 25 músicas (o setlist tá aí embaixo) e você pode baixar o filme todo, completo, de graça, na faixa, no vasco – e na legalidade, afinal o Floga-se não publica links não autorizados pelas bandas e pelos detentores dos direitos autorais – clicando aqui. Note que de tantas chamadas de download, o lance está realmente lento. É preciso paciência, mas o fã será recompensado: “estritamente de graça – por fãs, para fãs. Por favor, compartilhe”, diz os responsáveis pelo site. O Floga-se está fazendo sua parte neste post.

Além disso, há uma variedade de opções de formatos: AVI, HD Quicktime, Apple Movie, iPod e iPhone.

Mas, como vivemos no país em que as bandas largas são vendidas com uma velocidade e entregues em outra, muito mais lentas, baixar o arquivo todo pode ser uma tortura (repito: um enorme tormento), por isso há a solução de ver todo o show, música a música, nesse canal do YouTube.

Esse é o trailer:

E esse, o setlist:
01. 15 Step
02. There There
03. Weird Fishes/Arpeggi
04. All I Need
05. Lucky
06. Nude
07. Morning Bell
08. 2+2=5
09. A Wolf At The Door
10. Videotape
11. (Nice Dream)
12. The Gloaming
13. Reckoner
14. Exit Music (For A Film)
15. Bangers and Mash
16. Bodysnatchers
17. Idioteque
18. Pyramid Song
19. These Are My Twisted Words
20. Airbag
21. The National Anthem
22. How To Disappear Completely
23. The Bends
24. True Love Waits
25. Everything In Its Right Place

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