NÃO BASTA SER ELEGANTE Em “Psicopata Americano” (American Psycho, EUA, 2000, direção de Mark Harron), há uma cena em que Christian Bale explica sua visão de importância do Huey Lewis & The News: “o trabalho da banda no início da carreira era muito new wave pro meu gosto, mas quando ‘Sports’ foi lançado em 1983, acho que eles encontraram seu próprio caminho, comercialmente e artisticamente. O álbum todo era limpo, Leia Mais ...
UM VIVA AOS OBSESSIVOS! Um homem tem que ter suas obsessões. Uma que seja. É saudável. Mas a psiquiatria não concorda plenamente com essa afirmação. Chama de paranoia quem tem ideias fixas, ou é obcecado por uma emoção, pessoa, ato, ideal. E dá nome a essa paranoia: monomania. “Monomania” é também o nome do sexto disco de estúdio do Deerhunter de Bradford Cox, um sujeito que ninguém colocaria a estampa Leia Mais ...
Mosquitos são insetos que existem há dezenas de milhões de anos. São jurássicos. Sempre foram sugadores de líquidos como néctar, seiva e, claro, sangue. Mas por conta da seleção natural, eles evoluíram e conseguiram aperfeiçoar o modo como encontram suas presas. Os mosquitos da nossa era são como pequenos aviões de combate, equipados com sensores naturais pra identificar e rastrear quem receberá sua picada. São sensores visuais, de calor e Leia Mais ...
Há uma semelhança cruel entre esse novo disco do Cold War Kids e o mais recente do Strokes, “Comedown Machine”. Ouça ambos e pense nas escolhas que as bandas realizaram na criação deles. Está no olhar do pop radiofônico dos anos 1980 a aposta de dois grupos tão distintos. Enquanto o Strokes escorregou feio na suposta ousadia oitentista-eletrônica, como um pé-no-pau-da-barraca pra expurgar os péssimos relacionamentos internos e institucionais da Leia Mais ...
NOVAS INSPIRAÇÕES NO PASSADO Você pode achar que já ouviu esse disco antes. É, o Black Angels mostrou toda sua verve psicodélica nos seus três primeiros discos e, como já indicava “Phosphene Dream”, o trabalho anterior, de 2010, o frescor saudosista dos anos 60 parecia menos refrescante. Nesse meio tempo, a banda ajudou a criar o Austin Psych Fest, em 2008, (re)colocou o 13Th Floor Elevators na prateleiras de destaque Leia Mais ...
200 ADJETIVOS E UMA ESPERANÇA Insuportável. Intragável. Vergonhoso. Horroroso. Medonho. Ruim. Intolerável. Repugnante. Abominável. Desagradável. Detestável. Odioso. Execrável. Zopo. Preguiçoso. Sacrílego. Lastimoso. Nefando. Perverso. Imperdoável. Ominoso. Medíocre. Horrendo. Incompetente. Aborrecível. Antipático. Grotesco. Sacal. Esquálido. Ruinoso. Descortês. Desconexo. Manquitó. Asqueroso. Desacolhedor. Pavoroso. Galhofeiro. Nauseabundo. Enjoativo. Funesto. Obnóxio. Tosco. Achavascado. Bronco. Pequeno. Amorfo. Chucro. Torpe. Grosseiro. Fétido. Insultuoso. Boçal. Infausto. Bisonho. Risível. Aborrido. Inútil. Desabrido. Impertinente. Tarasco. Ordinário. Falido. Vexativo. Inconveniente. Tolo. Leia Mais ...
NA DOR E NA FÚRIA A morte é um troço fácil só pra quem é o protagonista. Pra quem fica, há a dureza de lidar com a dor, o vazio, as lembranças, a necessidade de reformar a vida. Robert Levon Been perdeu o pai, Michael Been, e a banda perdeu o produtor (do disco anterior, “Beat the Devil’s Tattoo”, de 2010). O dia a dia fica diferente, há essa lacuna Leia Mais ...
ARMADILHA AUTO-IMPOSTA O disco de estreia do Atoms For Peace, “AMOK”, parece uma armadilha que Thom Yorke fez pra se enfiar. A ideia parecia boa: chamar os amigos, montar um “supergrupo” e fazer algo dinâmico, novo talvez. Yorke pegou sua caderneta de telefones (tenho certeza de que ele tem uma, à moda antiga) e começou a discar. Quem topou foi Flea (baixo, Red Hot Chili Peppers), Nigel Godrich (produtor de Leia Mais ...
POP ELEGANTE Nick Cave é ainda um dos poucos que escrevem poemas e não letras de música. É impossível ouvir suas canções sem se atentar pras bizarrices que sua pena traça. Ele é um rapper boêmio, de madrugadas solitárias. Não fala seus versos, nem os canta. Fica no meio termo. Sempre achei que caras como ele e Leonard Cohen, por exemplo, mereciam um rótulo específico, algo como “pop elegante”, “pop Leia Mais ...
POR FAVOR, DESAFIEM KEVIN SHIELDS! O disco existe. Uma das lendas (e piadas) recorrentes do pop mundial era este disco do My Bloody Valentine, o tal sucessor de “Loveless”, de 1991, o “melhor disco de todos os tempos”. Kevin Shields é o tipo de cara que, por conta dos dois únicos discos lançados por sua banda (mais uma penca de EPs e singles e coletâneas), ganhou status de gênio. Ele Leia Mais ...







