Posts de ‘Clash’

25th agosto
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Por “sua” entenda a música de sua autoria, de sua propriedade, a sua própria criação. Parece piada, mas é seriíssimo!

De fato, são duas promoções, que a NASA chama de Space Rock: “A música para acordar os astronautas sempre fez parte do programa espacial, desde os dias das missões Apollo. Agora, a NASA está dando a você duas chances de fazer parte dessa história! Nós precisamos de sua ajudar para selecionar as músicas que irão despertar os astronautas durante as missões do Space Shuttle Program! Vote nas 40 músicas já utilizadas para acordas astronautas e envie uma música sua para fazer parte do programa”.

É mole?

A primeira “missão” é escolher entre 40 canções, as duas músicas que acordarão os astronautas da Discovery, que parte na 35ª missão para Estação Espacial Internacional, em 1º de novembro de 2010. A missão é a STS-133 (porque é o 133º ônibus espacial a vazar da Terra). As duas mais votadas são obviamente as escolhidas.

Eis algumas das músicas que concorrem (os títulos têm tudo a ver):
► Beautiful Day – U2
► Bright Side of the Road – Van Morrison
► Countdown – Rush (até a data que escrevo isso, era a que tava ganhando – e disparado!)
► Enter Sandman – Metallica
► Fly Away - Lenny Kravitz (escolha irônica, no mínimo)
► Fly Me to the Moon – Frank Sinatra (perfeito)
► Free Fallin – Tom Petty
► Get Ready – The Temptations
► Good Day Sunshine – The Beatles
► Here Comes the Sun - The Beatles
► Higher Ground – Stevie Wonder
► I Got You (I Feel Good) – James Brown
► Imagine – John Lennon
► Learn to Fly – Foo Fighters
► Moon River – Audrey Hepburn
► Over the Rainbow – Israel Kamakawiwo’ole
► Rocket Man – Elton John
► Should I Stay or Should I Go? – The Clash (e tem escolha?)
► So Far Away – Dire Straits
► Start Me Up – Rolling Stones
► The Distance – Cake
► Theme from the Star Wars Trilogy – John Williams
► What a Wonderful World – Louis Armstrong

Você pode ver e ouvir todas as 40 concorrentes (e as respectivas missões que foram usadas) e votar, clicando aqui.

Se você não lembra, a brasileira Jacqueline Lyra, que trabalhava na NASA, nas missões que enviaram os robozinhos pra Marte, em 1997, escolheu (pra acordar o robô!) essa maravilha da Beth Carvalho, que infelizmente não está na lista:

A segunda “missão” talvez te interesse mais. Você tem até 10 de janeiro de 2010 para enviar sua música. A NASA escolherás as finalistas para colocar em votação pública entre 8 de fevereiro e 22 de fevereiro de 2011. As duas mais votadas irão acordar os astronautas da missão STS-134, ainda sem data para partir.

Leia o regulamento (em inglês) no site da NASA, clicando aqui. Mas leia com atenção. Fico imaginando a projeção que as músicas que ganharem terão.

Faz sua correria aí e participe.

Depois, me agradece pelo toque.

29th julho
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Aos desavisados, Damasco é a capital da Síria, não a fruta. A Síria, pra quem não se localizou, é aquele país árabe, entre o Líbano, o Iraque, Israel, Jordânia, o Mediterrâneo e abaixo da Turquia.

Nesse singelo país, seus 20 milhões de habitantes podem se orgulhar de um feito e tanto: o Gorillaz fez o que é considerado até aqui o melhor show do ano – por vários motivos. Um deles é a história, contada abaixo.

Foi domingo passado, dia 25 de julho. A NPR explica tudo: “O que você está prestes a ouvir é o som de uma banda completando um ciclo, enquanto embarca num novo começo. Quando Damon Albarn decidiu continuar com o projeto do Gorillaz, chegando a um terceiro disco, ele buscou inspiração na Síria. Era março de 2009, e o ícone do britpop ficou obcecado com a música orquestral árabe; então ele levou suas demos a Damasco e gravou com a Orquestra Nacional de Música Árabe”.

O site continua: “Na Síria, Albarn trabalhou com o maestro Issam Rafea, que compõs belas peças cheia de cordas e percussão para o terceiro disco, ‘Plastic Beach’. As sessões resultaram na introdução e final de ‘White Flag’ (…). Agora veja o que aconteceu domingo à noite. Gorillaz retornou ao deserto (sic) com o elenco de ‘Plastic Beach’ e todas as estrelas para uma apresentação especial na cidade, num palácio de mil anos de idade. Sob a lua cheia, os personagens animados dividiram o palco com a Orquestra Nacional Síria e deixaram sua marca no que esperamos seja uma nova era na música do Oriente Médio”.

E os convidados especiais? Outra razão pra ser o melhor show do ano… De La Soul, Bobby Womack, Paul Simonon e Mick Jones (do Clash), Shaun Ryder (do Happy Mondays)…

Uma hora e vinte e seis minutos de show. Algo inesquecível para os sírios (na primeira vez que uma banda de rock ocidental toca por lá) – e posso dizer, pra você também, que graças à NPR, pode ouvir o show inteiro, na faixa, de graça, no vasco, aí embaixo:

Olha o setlist:

01. Pre Show
02. Orchestral Intro
03. Welcome to the World of the Plastic Beach
04. Last Living Souls
05. O Green World
06. Stylo
07. On Melancholy Hill
08. Rhinestone Eyes
09. Kids With Guns
10. Superfast Jellyfish
11. Empire Ants
12. Broken
13. Dirty Harry
14. White Flag (Intro)
15. White Flag
16. Dare
17. El Manana
18. Glitter Freeze
19. Cloud of Unknowing
20. Feel Good, Inc.
21. Clint Eastwood (Intro)
22. Clint Eastwood

18th fevereiro
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Esse é o primeiro vídeo do quarto disco da banda, “The Chaos”, que será lançado em 26 de abril. Guitarras, um tanto de peso, um tanto de Clash e o resultado é algo pra animar festas, ou seja, o mesmo Futureheads de sempre. Pra quem gosta, ótimo, um prato cheio.

O clipe é, como diria a Hebe, “uma gracinha”:

10th março
2009
written by Fernando Augusto Lopes

Espetacular essa matéria sobre os produtos inspirados no iPod. Tem sabonete, sorvete, celular e até tocador de MP3.

É um álbum do UOL. Clique aqui para ver. Não sei quanto tempo fica no ar. Vale pra dar umas risadas.

Nem bem o Blur anunciou que voltará para um par de shows na Inglaterra e Graham Coxon, guitarrista e um dos principais compositores, anunciou que vai lançar em 11 de maio seu disco solo, “The Spinning Top”.

É um disco… errr… conceitual, contando a história de um homem do nascimento até a morte. Uma cabecice. E ainda vai ser acústico, com “alguns sons explosivos de guitarra elétrica” (citação do UOL).

Não tá me cheirando bem.

Algo me diz que o MySpace não é mais o mesmo. As bandas não informam novidades, principalmente músicas novas, como antes.

Pode ser só impressão.

Essa é boa. E só acontece em Londres.

Transcrevo a matéria: “Os amantes do rock agora têm um lugar novo para soltar seu guitarrista interior e ouvir como bandas britânicas, de Beatles e Led Zeppelin a Rolling Stones e The Clash, atravessaram o Atlântico para escrever a história da música.  O museu British Music Experience, inaugurado em Londres nesta segunda-feira (9), usa vídeos, memorabília e outros artefatos para contar a história da música britânica desde a 2ª Guerra Mundial, lançando olhares aprofundados sobre gêneros que vão do skiffle ao reggae, passando pelo punk, blues e urbano. Um estúdio interativo equipado com guitarras Gibson, baterias, teclados e um estúdio vocal incentiva visitantes a pegar e tocar os instrumentos para viverem o sonho do rock eles próprios, mesmo que por apenas alguns minutos”.

A dica foi do Pilim.

Depois de 19 anos, o Devo volta a lançar um disco de inéditas. Deve sair no meio do ano. Ainda não tem título, mas o primeiro single se chamará “Smooth Noodle Maps”, a primeira música nova em quase duas décadas.

Os véinhos, que estiveram por aqui em 2007, no Planeta Terra, tocarão no SXSW.

29th outubro
2007
written by Fernando Augusto Lopes

Bom, eu deveria falar do TIM Festival e tals. Mas ficou difícil depois do martírio desse domingo. Os cariocas se deram bem, com a organização de sempre. Já os paulistas… Uma dureza.

Hot Chip foi decepção só pra quem caiu na lorota de que eles eram bons. Não dá. Hot Chip não dá. Ainda bem que deu pau no som deles.

Björk foi a culpada de tudo. Se você não sabe ainda, a montagem (e desmontagem) do palco da islandesa fez atrasar a programação em três horas e meia! Se o show dela ainda fosse bom… Irritante. No lugar errado, na hora errada, totalmente fora de propósito. Uma das piores coisas que eu já presenciei. Mas vá lá, é Björk, queridinha e amada por quem entende de música. Como eu não sei diferenciar um fá de um mi, talvez eu esteja errado.

Veio daí a Juliette And The Licks. Esforçada a moça, assim como é nas telas. Mas só esforço não garante nada. Com o cansaço do público, a pancadaria que sua banda promoveu no palco não foi suficiente. Só eficiente, mas muito mala.

Apareceu o Arctic Monkeys, que acho chato demais. Os dois discos da banda são horrorosos, salvando-se uma música ou outra. O resto parece um tributo malfeito ao Clash. Pelo menos a referência deles é boa. Mas ao vivo, tenho que admitir, a banda foi edificante. Já às 2:30h eles entraram no palco e, sem frescuras, mandaram um som atrás do outro, no melhor estilo Fórmula 1, com velocidade e qualidade de motor (não vale o carro do Barrichello, é claro). “Balaclava”, uma das músicas mais chatas do segundo disco, “Favourite Worst Nightmare”, e “Teddy Picker”, me pareceram espetaculares ao vivo, apesar da altura baixa do som na Arena Skol.

As duas músicas ganharam em empolgação até dos hits “Brainstorm” (uma das melhores do disco, mas sem força ao vivo) e “Bet You Look Good On The Dancefloor”, do disco anterior e que de fato alçou o Arctic Monkeys à posição que está. A banda me surpreendeu. Cansadaço e sem poder tomar uma gelada (porque não havia cerveja gelada no local e, durante o show do AM, nem cerveja quente vendiam mais – a produção do evento simplesmente fechou os caixas e parou de vender cerveja, refrigerante, comida… e sem explicações!), o show valeu muito a pena.

Eis que mais meia hora de enrolação e, às 3:55h, sobem os Killers ao palco. A maioria dos 20 mil presentes à Arena Skol já havia vazado. Ali estavam umas nove mil, dez mil pessoas no máximo. Quem ficou não se arrependeu. Não pode ter se arrependido.

Talvez sabendo da provação que aquelas pessoas estavam passando, com as quase quatro horas de atraso, o Killers fez bonito na escolha do setlist: era hit atrás de hit, com direito, logo no começo, à excepcional “Shadowplay”, do Joy Division, a banda mais falada do momento e a que deveria ser mais ouvida. Tocaram tudo que a rapaziada (criançada e tiozões) queria ouvir: “Mr. Brightside”, “Somebody Told Me”, “Bones”, “Read My Mind”, “Jenny Was A Friend Of Mine”, “When You Were Young”, “Sam’s Town”, “For Reasons Unknown”, “Smile Like You Mean It”…

Via aquela moçada lá e lembrava exatamente de shows sensacionais que assiti (como Strokes, Cure, New Order em 88, Charlatans, Siouxsie, White Stripes, Blur etc. etc. etc. etc. – uma lista interminável dessa que é coisa mais bacana a se fazer em termos e música): eles estavam apaixonados pela primeira grande banda dessa geração. “Grande” no sentido de poder se tornar mesmo um gigante como o U2, só para comparar com uma que o próprio Killers se espelha. Viram o Killers senão no auge, porque eles podem fazer ainda mais sucesso, mas pelo menos não em decadência.

Quem ficou até cinco da matina, mesmo sem cerveja e sem comida e sem água, mesmo com uma organização sofrível e ofensiva, não se arrependeu.

Pior ficou a imagem da TIM em São Paulo. Não foram poucos os que queriam torcar de operadora depois da falta de organização no evento. Os papos que se ouvia eram esse, mesmo que fossem brincadeira. Será? Uma organização porca dessas suja o nome de qualquer empresa.

Vamos ver ano que vem. Torço para nomes mais perto da tradição do festival.

P.S.: Antes que me perguntem, não tirei foto alguma, porque algum imbecil acha que é melhor proibir câmeras fotográficas no evento (como se os celulares de hoje, mas não o meu, não fossem pequenas câmeras…).

26th outubro
2006
written by Fernando Augusto Lopes

Quarteto esperto do norte de Londres, formado por Alfie Jackson (vocal, guitarra e gaita), Rob Skipper (vocal e guitarra), Bryn Fowler (baixo) e Dave Danger (bateria). Eis o THE HOLLOWAYS. Novatos, têm apenas um disco lançado, “So This Is Great Britain?”, aclamado pelos “entendendores” do assunto. Novatos que já fazem barulho. Na verdade, um barulho dos diabos na ilhota em que vivem. É um som típico da Inglaterra-querendo-ser-Jamaica, tipo Madness, tipo Clash nas últimas faixas de “London Calling”. Exagero?

Ouve lá e comprove. Dá para baixar as músicas dos caras na Internet (até porque duvido que lancem aqui no Brasil), e dá pra ouvir no My Space deles (http://www.myspace.com/theholloways). As quatro disponíveis são muito boas, pra animar aqueles esquentas antes sair pra várzea: “Generator”, “Two Left Feet”, “King Cross Cutie” e “Hallelujah I Love Her So” (as duas últimas não estão no álbum). Mas no site deles dá para ouvir a maioria das músicas que fazem parte do primeiro CD.

Ouça aí, abra umas geladas e saia pulando como um doido.

01 – Great Britain
02 – Generator
03 – Dancefloor
04 – Fit For A Fortnight
05 – Two Left Feet
06 – Reinvent Myself
07 – Most Lovely Face
08 – Malcontented One
09 – Happiness And Penniless
10 – What’s The Difference
11 – Diamonds And Pearls
12 – Nothing For The Kids
13 – Fuck Ups

holloways-soitsgreatbritain

Veja o clipe de “Two Left Feet”, o primeiro single:

19th maio
2006
written by Fernando Augusto Lopes

Ontem eu ouvi “Small Town Girl”. Indicado por sei lá quem, fui atrás da música de uma banda que nem disco tem ainda, o GOOD SHOES. Música espetacular, lembra um Clash cru, de garagem; mas lembra um monte de coisas que têm surgido nos últimos tempos em Londres. Não é para menos, eles são de Londres! E são moleques fazendo música. Ponto.

Eles são Joel Cox/baixo, Rhys Jones/vocais, Steve Leach/guitarra e Tom Jones (não aquele, claro)/bateria. Eles tocam música dançante, com guitarras, o que é sempre importante. Gostam de dançar, beber, escrever músicas etc. etc. etc. Gostam de ser adolescentes, digamos. Vi isso no My Space deles e lembrei que aquele velho ícone do rock tinha razão: ninguém que faz música deveria passar dos 22 anos.

Ponha seu baixador de músicas para funcionar. Logo mais, o Good Shoes lançará um álbum completo, com 14 canções, mas se a preguiça for grande, baixe pelo menos a citada pérola do primeiro parágrafo.

Olha o vídeo da citada:

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6th abril
2006
written by Fernando Augusto Lopes

“‘Homem é retirado de vôo por cantar música punk’

A polícia anti-terrorismo impediu nessa quarta-feira a saída de um vôo do aeroporto de Durham, na Inglaterra, depois que um motorista de taxi suspeitou do seu passageiro que estava cantando músicas da banda punk The Clash. Detetives pararam o avião que ia para Londres e retiraram Harraj Mann, 24 anos.

O motorista de taxi ficou preocupado no trajeto para o aeroporto porque Mann estava cantando um dos grandes sucessos da banda The Clash, ‘London Calling’. A letra da música diz ‘agora a guerra está declarada, e a batalha chegou’ enquanto outros versos alertam para a ‘explosão esperada’.

Mann disse a jornais que o taxi havia sido equipado com um sistema de som que permitia que ele conectasse o seu MP3 player, e que ele havia tocado bandas como The Clash, Procol Harum, Led Zeppelin e Beatles para o motorista. ‘Ele não gostou de Led Zeppelin nem The Clash, mas não acho que havia necessidade de chamar a polícia’, disse Mann ao jornal Daily Mirror.

Uma porta-voz da polícia de Durham disse que Mann foi liberado logo após ser questionado, porém ele já havia perdido o seu vôo”.

Só tem brincalhão no mundo, não?

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