Posts de ‘Fleet Foxes’

28th julho
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Enquanto o Fleet Foxes não lança seu segundo disco (provavelmente intitulado “Deepwater Horizon”), o vocalista, letrista, guitarrista e arranjador Robin Pecknold vai excursionando por aí. Ultimamente, abrindo para Joanna Newson.

Esse documentário foi gravado durante a primavera de 2010 (deles, outono nosso) e mostra os bastidores dos pequenos shows, algumas entrevistas, alguns ensaios, brincadeiras e, pra mim, o mais importante: um tanto de música. Robin toca algumas tradicionais, como “Look Down That Lonesome Road” e “Silver Dagger”, canções lotadas de tristeza; e uma do Fleet Foxes, “Blue Spotted Tail” (lançada em junho de 2009).

São 14 minutos que vão amenizar a saudade dos fãs do Fleet Foxes. Ou não (se o vídeo abaixo não rolar, clique aqui):

Uma pergunta importante: por que diabos todo documentário de música alternativa precisa ser em preto e branco? É bonito (se bem fotografado, como esse caso), mas precisa?

11th dezembro
2009
written by Fernando Augusto Lopes

E… Ei: ficou bom! É “White Winter Hymnal”, no Yahoo! Music, pro Pepsi Music Exclusive Cover Art. O folk original ganhou uma dose generosa de eletrônica dançante.

Não sei quando exatamente foi gravado, mas é refrescante – e isso não tem nada a ver com o refrigerante:

5th junho
2009
written by Fernando Augusto Lopes

Lembra desses franceses formidáveis, que misturam o que há de melhor, cinema com música alternativa?

Já coloquei um bocado de sessões aqui dos famosos Les Concerts A Emporter, de bandas bacaníssimas.

Agora, vai uma com o Fleet Foxes, tocando “Sun Giant” e “Blue Ridge Mountain”. Esqueça as perobices das performances a capela e veja que imagens geniais. Pra lembrar o conceito da trolha: esses franceses pegam bandas alternativas em visita ao país e sacam suas câmeras de cinema para captar essas bandas tocando ao vivo em lugares especiais da França.

24th dezembro
2008
written by Fernando Augusto Lopes

Como todo mundo sabe, não sou muito desse lance de listas, mas vai lá, não tô fazendo nada, só curando ressaca…

DISCOS QUE DEVERIAM TER SIDO OUVIDOS EM 2008

“Beautiful Future” – Primal Scream
“Microcastle” – Deerhunter
“Accelerate” – REM
“Dig Out Your Soul” – Oasis
“The Devil, You + Me” – Notwist
“Lust Lust Lust” – Raveonettes

SHOWS QUE DEVERIA SER VISTOS EM 2008

REM – Via Funchal (disparado)
The National – TIM Festival
The Breeders – Planeta Terra
Interpol – Via Funchal
Jesus & Mary Chain – Planeta Terra
Mudhoney – Clash

SENSACIONAIS DISCOS DE ESTRÉIA

“Vivian Girls” – Vivian Girls
“High Places” – High Places
“Vampire Weekend” – Vampire Weekend
“In Her Gentle Jaws”- The Depreciation Guild

MÚSICAS QUE DEVERIAM TER SIDO OUVIDAS EM 2008

“Mansard Roof” – Vampire Weekend
“Ordinary Song” – The Little Ones
“I’m Outta Time” – Oasis
“White Winter Hymnal”- Fleet Foxes
“Supernatural Superserious”- REM
“Hollow Man”- REM
“A-Punk”- Vampire Weekend
“Gold Coin”- High Places
“On Our Way Home”- The Silent Years
“Beautiful Future”- Primal Scream
“Uptown”- Primal Scream
“The Glory Of Love”- Primal Scream
“Girls & Boys”- The Subways

Foi um ano particularmente bom, mas com a dobradinha Radiohead + Kraftrwerk 2009 promete ser melhor.

Tomara.

Feliz Ano Novo pra você aí, que teve paciência de ler essas linhas inúteis.

Até lá.

10th outubro
2008
written by Fernando Augusto Lopes

O Gossip não vem mais ao Brasil, pro TIM Festival. Dizem que foi problema de datas. Sei. Não que faça diferença pra mim, porque acho a banda da gordinha uma perda de tempo. Mas pra mim, isso tem cheiro de crise mundial.

É fácil entender. Um bando de ciadadãos que trabalham em bancos resolveu que seria bacana transformar pessoas comuns na base dos seus melhores papéis. Viraram os fiadores de suas casas e revenderam esses papéis hipotecários pra Deus e o mundo. Quando os americanos não pagaram suas hipotecas por “x” motivos, os bancos também não puderam honrar suas dívidas por aí. O resultado é o que a gente vê, lê e ouve pelos jornais.

E o Gossip talvez seja a primeira baixa por causa do dólar alto. Não sei se a banda já estava realmente fechada quando anunciada, lá em agosto, com o dólar a R$ 1,65. Hoje, com a moeda americana a R$ 2,20 pelo menos, o custo das bandas ficou mais de 50% mais caro. É só especulação minha. Se dizem que o problema é agenda, ok.

Se a TIM e o pessoal do Terra não pagaram seus artistas anunciados há pelo menos dois meses, quando o câmbio estava interessante, pode tomar prejuízos para honrar os compromissos e manter sua credibilidade entre os consumidores aqui.

Quem disse que seria fácil?

Cartola faria 100 anos hoje. Pode ser que você não goste, mas ele é um cara e tanto. E um compositor e tanto.

Dá uma olhada (clipe do programa “Ensaio”, da TV Cultura, 1974):

Alguém leu a matéria do “Ilustrada no Pop” sobre o Fleet Floxes, bandinha que o Floga-se já falou aqui há muito tempo?

Falei antes, mas o Thiago Ney falou melhor.

Leia aqui.

Hoje, finalmente, o Annuals lança seu segundo disco, “Such Fun”. Já falei sobre ele, dia desses, com serviço e tudo. Não lembra? Clique aqui.

Como foi lançado oficialmente, surgiu como formiga na Internet. Fácil de achar. Fácil de saborear. E é o único jeito, afinal não sai por aqui nem à pancada.

O Franz Ferdinand deu a entender que seu terceiro disco chamar-se-á “Tonight”, mas em se tratando de FF isso pode ser só uma brincadeira, mesmo que a gente não imagine o motivo.

De qualquer maneira, ultimamente, nos últimos três ou quatro meses, nos shows da banda, tem aparecido algumas novas músicas, que podem ou não estar no disco novo. A mais constante é a festiva “Bite Hard”, com mais teclados que o normal. No vídeo abaixo, ela foi apresentada no The Point, em Cardiff, no País de Gales, dia 28 de junho de 2008.

E teve também mais uma que os fãs apostam estar no próximo disco, “Turn It On”, com um baixo sujo. “Sujo” na medida que o Franz Ferdinand e seu pop podem fazer. O vídeo é de uma apresentação na Inglaterra, de 13 de junho.

6th junho
2008
written by Fernando Augusto Lopes

O que faz o FLEET FOXES ser o que está sendo?  Quer dizer… Não está sendo nada demais assim, assim… Mas o primeiro disco, ”Fleet Foxes”, lançado nessa terça-feira, dia 3 de junho, talvez seja a resposta. Que disco! Os rasgados elogios são merecidos.

A banda já havia lançado recentemente, em 8 de abril, o EP “Sun Giant”, com cinco músicas. O primeiro disco roda na Net há algum tempo, mas com o nome de “Ragged Wood”. É a mesma coisa. O que se ouve aí é uma grande banda fazendo country-rock (alt.rock, como quiser chamar), folk, traditional, com gospel, com coros inacreditáveis, um lance meio irlandês, um lance qualquer nota. Pra ouvir com a pança cheia de Guiness, pra ouvir numa boa.

As comparações imediatas são com Band Of Horses e Grand Archives (ambas favoritas do Floga-se), mas o buraco é mais embaixo, quarenta anos mais embaixo, com muito Neil Young e Bob Dylan na veia. A banda, do estado de Washington (aquele lá da costa oeste, quase Canadá), formada por Robin Pecknold (guitarra e vocal), Skyler Skjelset (guitarra), Christian Wargo (baixo), Casey Wescott (teclados) e Joshua Tillman (bateria), deve adorar ser hippie. Mas é um hippie pop, pode acreditar.

Ouça, por exemplo, a magistral “White Winter Hymnal”. Experimente os coros gospel de “Sun It Rises”, cortados por um violão rasgado, uma bateria quase de alegação fúnubre, e uma guitarra que chora como um cavaquinho sendo tocado por Lou Reed em seus solos desprentensiosos no Velvet. Experimente o disco inteiro:

01. Sun It Rises
02. White Winter Hymnal
03. Ragged Woods
04. Tiger Mountain Peasant Song
05. Quiet Houses
06. He Dosen’t Know Why
07. Heard Them Stirring
08. Your Protector
09. Meadowlarks
10. Blue Midge Mountains
11. Oliver James

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Se Sean Penn não tivesse chamado Eddie Vedder pra fazer a trilha de “Na Natureza Selvagem” (Into The Wild, EUA, 2007), bastava deixar rolar esse CD. Encaixaria perfeitamente.

Pra variar, é mais uma no rol da Bella Union. E podia ser de outra?

Segue também um vídeo da banda tocando no SXSW de 2008.