Posts de ‘Gorillaz’
Anunciado há pelo menos duas semanas, esse era talvez o show mais esperado no Morning Becomes Eclectic, de Jason Bentley, desde… sempre?
Justo. O Gorillaz ao vivo é um evento e tanto, com palcos gigantescos, banda idem e audiência ainda maior: como se comportaria nos estúdios pequenos da KCRW?
Resposta: magnificamente bem. Damon Albarn não é um cidadão que brinca em serviço, de forma alguma. Senão não começaria o set com duas das melhores músicas do mais recente disco, “Plastic Beach”. Pega o ouvinte de cara. E, assim, o Gorillaz venceu mais uma.
A sessão tem 41 minutos e mostra que já foi-se o tempo em que o Gorillaz era “aquela banda de cartoons que o vocalista do Blur inventou”.
1. On Melancholy Hill
2. Stylo
3. Rhinestone Eyes
4. Broken
— Entrevista —
5. Glitterfreeze
6. Empire Ants
7. Cloud Of Unknowning
8. Dirty Harry
Ouça:
Aos desavisados, Damasco é a capital da Síria, não a fruta. A Síria, pra quem não se localizou, é aquele país árabe, entre o Líbano, o Iraque, Israel, Jordânia, o Mediterrâneo e abaixo da Turquia.
Nesse singelo país, seus 20 milhões de habitantes podem se orgulhar de um feito e tanto: o Gorillaz fez o que é considerado até aqui o melhor show do ano – por vários motivos. Um deles é a história, contada abaixo.
Foi domingo passado, dia 25 de julho. A NPR explica tudo: “O que você está prestes a ouvir é o som de uma banda completando um ciclo, enquanto embarca num novo começo. Quando Damon Albarn decidiu continuar com o projeto do Gorillaz, chegando a um terceiro disco, ele buscou inspiração na Síria. Era março de 2009, e o ícone do britpop ficou obcecado com a música orquestral árabe; então ele levou suas demos a Damasco e gravou com a Orquestra Nacional de Música Árabe”.
O site continua: “Na Síria, Albarn trabalhou com o maestro Issam Rafea, que compõs belas peças cheia de cordas e percussão para o terceiro disco, ‘Plastic Beach’. As sessões resultaram na introdução e final de ‘White Flag’ (…). Agora veja o que aconteceu domingo à noite. Gorillaz retornou ao deserto (sic) com o elenco de ‘Plastic Beach’ e todas as estrelas para uma apresentação especial na cidade, num palácio de mil anos de idade. Sob a lua cheia, os personagens animados dividiram o palco com a Orquestra Nacional Síria e deixaram sua marca no que esperamos seja uma nova era na música do Oriente Médio”.
E os convidados especiais? Outra razão pra ser o melhor show do ano… De La Soul, Bobby Womack, Paul Simonon e Mick Jones (do Clash), Shaun Ryder (do Happy Mondays)…
Uma hora e vinte e seis minutos de show. Algo inesquecível para os sírios (na primeira vez que uma banda de rock ocidental toca por lá) – e posso dizer, pra você também, que graças à NPR, pode ouvir o show inteiro, na faixa, de graça, no vasco, aí embaixo:
Olha o setlist:
01. Pre Show
02. Orchestral Intro
03. Welcome to the World of the Plastic Beach
04. Last Living Souls
05. O Green World
06. Stylo
07. On Melancholy Hill
08. Rhinestone Eyes
09. Kids With Guns
10. Superfast Jellyfish
11. Empire Ants
12. Broken
13. Dirty Harry
14. White Flag (Intro)
15. White Flag
16. Dare
17. El Manana
18. Glitter Freeze
19. Cloud of Unknowing
20. Feel Good, Inc.
21. Clint Eastwood (Intro)
22. Clint Eastwood
Ok, eu sei que é chato e que aquela boataria toda que surgiu meses atrás devem ter atiçado sua vontade de vê-los ao vivo, mas não vai ser em 2010.
Se você lembra bem, há alguns meses, surgiu no site da banda, na parte de “news”, um aviso de dois shows no Brasil, em novembro (coincidindo com o Planeta Terra). Logo na sequência, sumiram as datas e ficou por isso mesmo. Sempre achei que havia sido viagem minha, mas não fui o único a ver, então adiei a consulta ao psiquiatra.
Eis que ontem, com o titulão “Gorillaz Anuncia Turnê Mundial”, em vários blogues, corri pra ver qual era… Decepção. Por “mundial” entenda-se América do Norte, Europa, Oceania (Austrália e Nova Zelândia) e Asia (por enquanto, só Hong Kong). As datas ocupam outubro inteiro (Esteites), novembro quase inteiro (Europa) e dezembro.
E é pra valer, de acordo com esse vídeo maldito, que só nos deixa com mais água na boca:
Todas das datas da turnê você pode ver clicando aqui.
Quem sabe em 2011…
Banda de cartoons é o catzo! O Gorillaz está vivo, sagaz e cascudo! É o que reforça essa sessão ao vivo para o megasite AOL. Algo perto do sensacional (esse Damon Albarn é um gênio, certo?).
A banda mostra quatro músicas (na ordem, abaixo), todas do novo disco “Plastic Beach”, e deixa os brasileiros com água na boca: no site da banda, semanas atrás apareceu o Brasil na turnê (em novembro), mas sumiu dois dias depois o anúncio desses shows.
Por enquanto, é assim que vemos o e ouvimos o mundo do Gorillaz.
“On Melancholy Hill”:
“Rhinestone Eyes”:
“Broken”:
“Glitter Freeze”:
Venha, Gorillaz, venha…
Não sei como deixei passar batido essa. A sessão aconteceu no último dia 11 de junho, há uma semana, mas não dava pra deixar de colocar aqui.
O Gorillaz tomou forma, em carne-e-osso, e subiu ao palco do World Cafe da WXPN, pra muito falatório e, infelizmente, pouca música. Só tocaram três, mas Damon Albarn falou um bocado sobre o que quer dizer “Plastic Beach”, o mais recente disco do Gorillaz; de onde ele tirou as ideias todas e esse blá-blá-blá todo.
No que interessa, três das melhores pérolas de “Plastic Beach”:
1. Stylo
2. On Melancholy Hill
3. Rhinestone Eyes
Ouça tudo aqui (se quiser passar direto pras músicas, “Stylo” começa no minuto oito):
Para ler a matéria de apresentação e ouvir “Clint Eastwood” numa versão exclusiva, clique aqui.
O que falar do Gorillaz? O disco novo, “Plastic Beach”, já vale a pena por si só, mas o diabo é que Damon Albarn sempre oferece mais e mais… Aquela banda-cartoon já evoluiu tanto visualmente, que os vídeos do Gorillaz são cada um uma obra de arte em animação e computação gráfica.
“On Melancholy Hill” tem o mesmo padrão de “Stylo” e companhia, com o acréscimo de Lou Reed e Snoop Doggy versão animada. Sensacional. É mais um espetáculo do Gorillaz (a música e o clipe, bem entendido?).
A história… Bom, a história é uma viagem só. Uma baita viagem. Não vou tentar explicar. Só veja.
A música será lançada nessa terça-feira em formato digital-single, se é que te importa pra algo.
Foi sexta-feira passada. A (ex-) banda de cartoons tocou duas músicas e nenhuma delas foi escolhida ao acaso, afinal Damon Albarn nunca deu ponto sem nó: “Clint Eastwood”, a segunda, é um hit e tanto; e “On Melancholly Hill”, do último disco, “Plastic Beach”, que será afinal a próxima “música de trabalho”, com vídeo e single.
Vê se faz sentido:
Essa música gruda na cabeça…
O Gorillaz no “Later With Jools Holland” não me parecia uma coisa muito lógica, tal a parafernália que a banda precisa pra dar andamento aos seus shows. Mas veja o quão enganado eu estava! Funcionou que é uma beleza!
Nesse dia 27 de abril, a banda (ex-cartoon?) esteve no programa e agradou (aos fãs – se a música é boa ou não são outros quinhentos). Havia ali o telão, a orquestração, a teatralização e tudo o mais.
Foram duas músicas. A mais ou menos “White Flag” e o hit “Stylo” (com o clipe passando nos telões). Curioso, divertido… O adjetivo que você quiser encaixar pro Gorillaz vai funcionar. Até chato, às vezes, por que não?
A gente chama de Smashing Pumpkins porque Billy Corgan o faz, mas seria mais apropriado chamar de Billy Corgan solo. O Smashing Pumpkins de hoje é um solo do Billy Corgan. Não sobrou mais ninguém da banda original e o próprio site do SP alerta que está a procura de um baixista e de um tecladista.
Daí que o espanto do cidadão ao reagir ao insulto de um fã que gritou “foda-se o Coachella!”, festivalzão acontecendo a alguns bons quilômetros da loja onde o Smashing Pupkins fazia seu “show intimista”, naquela tarde do dia 17 de abril, em Los Angeles, Esteites, não foi nada justificado. Corgan: “Gorillaz é maior do que o Smashing Pumpkins. Foi o que eu ouvi. Thom Yorke solo? Maior que o Pumpkins…”. É demais…
É preciso dizer – e não resisto – que até o Pelé já parou de jogar, embora fosse o maior…
Por outro lado, estou sendo um tanto injusto. Esse não é o Smashing Pumpkins, é só uma banda de apoio pra Billy Corgan desfilar seus hits e poder colocar a banda em andamento. Quando digo “injusto”, é porque o show foi bom. Ou seja, Corgan não precisa necessariamente parar. Só precisa parar de se achar maior do que é.
Na Internet, é possível achar o show quase inteiro. Apenas 250 pessoas puderam vê-lo. Foram as primeiras que encomendaram uma edição limitada do novo EP “Teargarden in Kaleidyscope, Volume 1: Songs for a Sailor” na Amoeba Music e puderam, enfim, entrar no Space 15 Twenty, de uma galeria de arte…
Não vou colocar o show inteiro, mas vale uma ou outra pra você assistir e decidir a quantas anda o Smashing Pumpkins. Primeiro, ”Bullet With Butterfly Wings”, porque é um clássico:
E agora, a nova “A Song For A Son”:
Um show do Gorillaz literalmente é um show. A banda, que há tempos deixou de ser “a banda cartoon” ou a “outra banda do Damon Albarn” (até porque não existe só ela mesmo), fez mais um espetáculo, no sentido puro da palavra, dessa vez no Coachella 2010.
Há um bocado de vídeos no YouTube, o que possibilita aos pobres mortais que lá não estiveram assistir a praticamente a apresentação toda. Mas um, em especial, pega o calor do público, lá no meio, na hora da abertura da brincadeira, com “Welcome To The World Of The Plastic Beach”, do último disco, “Plastic Beach”, de 2010.
O Gorillaz é o equivalente na música pop ao o que “Avatar” é pro cinema: as imagens no telão não deixam dúvidas nas reações que causam na platéia. Isso sem contar a hora que Snoop Dogg aparece. Aí, o chão treme:

