Posts de ‘SWU’

15th agosto
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Apesar da falta de confirmação oficial, o Queens Of The Stone Age vem, sim, ao Brasil, pra tocar no cascateiro festival SWU, em Itu, interior de São Paulo (clique aqui pra saber mais). Então, nada melhor do que apresentar esse show ocorrido em 12 de agosto último, no Club Nokia, em Los Angeles, Esteites.

Foi uma apresentação tão festejada quanto os fãs brasileiros comemoram a vinda da banda. Isso porque o Queens Of The Stone Age não tocava em Los Angeles há dois anos (desde 2008) – e pra quem tá beeem acostumado, isso é uma eternidade.

Não foi uma volta qualquer. Foi por uma boa causa: pra arrecadar uma grana pro tratamento do baixista do Eagles Of Death Metal, Brian O’Connor, com ingressos entre 50 e 250 dólares. O Eagles, você sabe, é um dos projetos paralelos que membros do QOTSA lideram.

Foi um show com cara de festival. Teve Eagles Of Death Metal, Last Shadow Puppets (projeto do líder do Arctic Monkeys, Alex Turner), Alain Johannes e Queens Of The Stone Age. Pra muitos, o melhor dos mundos. Ainda mais com a cereja no bolo: Mark Lanegan no bis de quatro músicas com o QOTSA.

Os vídeos que coloco aqui apresentam dois desses momentos do show: o QOTSA descendo o verbo e uma do bis, com Mark Lanegan (recentemente visto aqui no Brasil, lembra?).

Primeiro, a música de abertura, “Misfit Love”, no meio do povo, pra balançar a câmera mesmo:

Depois, “Burn The Witch”, do disco de 2005, “Lullabies To Paralyze”:

E então, “In The Fade”, do clássico dos clássicos “Rated R”:

Olha o setlist (provavelmente o que vai ser tocado por cá):

01. Misfit Love
02. Sick, Sick, Sick
03. Feel Good Hit Of The Summer
04. The Lost Art Of Keeping A Secret
05. Tangled Up In Plaid
06. Burn The Witch
07. Battery Acid
08. Make It Wit Chu
09. Long Slow Goodbye
10. Little Sister
11. Turnin’ on the Screw
12. 3′s And 7′s
13. Go With The Flow
14. No One Knows
15. I Think I Lost My Headache

BIS com Mark Lanegan
16. In the Fade
17. Hangin’ Tree
18. God Is On The Radio
19. A Song For The Dead

10th agosto
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Se você estiver na maior cidade do País, talvez tenha que pensar nisso. Levando em conta o calendário de shows inflado nesse segundo semestre, você já fez as contas de quanto vai gastar até o final do ano?

O Floga-se fez. E se assustou.

Vou contabilizar só os shows que eu gostaria de ir, sem carteirinha de pilantra, quer dizer, de estudante, tendo por base São Paulo (em outras capitais os preços são menos assustadores), para ingressos de pista ou equivalente, e para o último lote. A conta salgadíssima é assim:

R$ 80,00 (Vive La Fete – Comitê Club) – 5/8
R$ 20,00 (Fuck Buttons – SESC Pompéia) – 14/8
R$ 180,00 (Simple Minds – Via Funchal) – 17/8
R$ 150,00 (Swell Season – HSBC Brasil) – 28/8
R$ 90,00 (She Wants Revenge – Clash Club) 9/9
R$ 85,00 (Crystal Castles – Festival Kaballah) – 25/9
R$ 240,00 (Rage Against The Machine – Festival SWU) – 9/10
R$ 240,00 (Pixies, Yo La Tengo… – Festival SWU) – 11/10
R$ 190,00 (Air, Snow Patrol – Natura Nós) – 16/10
R$ 120,00 (Caribou – Fourfest/Clash Club) – 27/10
R$ 220,00 (Planeta Terra) – 20/11

TOTAL: R$ 1.615,00!

É isso: mil, seiscentos e quinze reais, sem contar transporte/estacionamento, alimentação, bebida, hospedagem (no caso dos shows em Itu – Kaballah e SWU) e eventuais taxas de inconveniência (que variam de 10% a 25%). A conta pode bater facilmente os dois mil reais. Dois mil reais!

Na cotação de hoje, dia 10 de agosto, o valor total acima dá US$ 918,00 ou € 702,00.

É claro que você pode optar por ir apenas a um dia do SWU (o que cairia R$ 240,00 da conta) ou ir também ao dia do Kings Of Leon (o preço-pacote para os três dias é R$ 570,00, o que aumenta a conta em R$ 90,00). Preço total (com um dia a menos:) R$ 1.375,00. Preço total (com o pacote): R$ 1.705,00.

É claro que você pode optar em ver o Echo & The Bunnymen (tocando “Ocean Rain” na íntegra), no mesmo dia 11/10, no Credicard Hall, em São Paulo, sem precisar viajar, a R$ 120,00. Preço total: R$ 1.495,00.

É claro que você pode comprar nos primeiros lotes, que sempre são promocionais, e economizar uns cem reais no total.

Não contei o show do Cramberries, que custa R$ 180,00; ou do Green Day, que custa também R$ 180,00 (e, em ambos, não faço a menor questão de ir). Preço total (com mais esses dois shows): R$ 1.975,00.

Não vou nem falar de apresentações do Rush, da Lauryn Hill, do Scorpions, do Black Eyed Peas, do Bon Jovi e afins, porque não têm nada a ver com quem gosta dos shows aqui listados.

E nem estou reclamando, veja bem, mas esse não é o tipo de agenda cultural palpável para todo mundo. Eu diria que de 1% da população (1,9 milhões de brasileiros, chutando alto) que gosta desse tipo de música, apenas 5% (95 mil) teria dinheiro pra tudo isso (ou disposição pra gastar tudo isso – ou até mesmo tempo e paciência pra tudo isso).

Ou seja, as pessoas vão escolher.

Ou vão usar a tal carteirinha…

10th agosto
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Mais uma boa notícia para quem gosta de música decente no festival cascateiro do SWU (cada vez melhor, certo?). O Yo La Tengo foi confirmado hoje, depois de meses de boataria forte. É pra tocar no mesmo dia do Pixies (e do Queens Of The Stone Age?). Os blogueiros e jornalistas mais “antenados” já haviam cravado nesse acerto.

O Yo La Tengo, pra quem não conhece (se é que isso é possível), é estadunidense (de Nova Jersey), foi formado em 1984 e é um trio: por Ira Kaplan (vocal e guitarra), Georgia Hubley (bateria) e James McNew (baixo). O disco mais recente do Yo La Tengo é “Popular Songs”, de 2009, o 13º.

Esse é um motivo pra comemorar!

Veja o clipe de “Here To Fall”, do “Popular Songs”:

E aqui, o de “Nothing To Hide”:

Mais sobre o SWU, clique aqui.

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4th agosto
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Via Twitter, o parça de Josh Homme nos shows do Them Crooked Vulture e no próprio Queens Of The Stone Age, Alain Johannes soltou essa: “So excited! Opening on the QOTSA South America Tour. Oct 9th Chile, 11th Brazil, 13th Argentina. Maybe a Chile show after”. A notícia apareceu também no fórum oficial da banda (clique aqui).

Isso quer dizer que talvez não só o Queens Of The Stone Age vem ao Brasil, pra tocar no dia 11 do festival (o mesmo do Pixies), como a banda nova de Alain Johannes pode entrar na jogada.

O Festival Maquinaria, no Chile, co-irmão do SWU, já anunciou seu line-up definitivo – e tem o Queens Of The Stone Age: clique aqui pra ver.

A vinda do QOTSA já era aventada há muito, mas estava sempre na base da boataria, sem confirmação oficial. Agora, é.

Melhorou um pouco mais esse quadro do decepcionante SWU.

Pra comemorar, veja a banda em ação na Austrália, em março de 2007, tocando “Feel Good Hit Of The Summer”, do clássico “R”, de 2000 (“Nicotine, valium, vicodin, marijuana, ecstasy and alcohol. Cocaine!”):

O Queens Of The Stone Age lançou ontem, dia 3 de agosto, a duplo de luxo de “R”, chamado “Rated R: Deluxe Edition” (clique aqui).

Mais informações do SWU 2010, clique aqui.

29th julho
2010
written by Fernando Augusto Lopes

Olha, eu vou dizer que gosto do Rage Against The Machine. Ponto. Mas os fãs (e fãs são normalmente xiitas com relação ao que se diz do foco de adoração deles) não vão concordar comigo.

O Festival de Itu, aquele SWU, que muita gente quer mandar tomar… banho, já não anda agradando quem gosta realmente de música e ainda fica enrolando pra divulgar seu line up. Esse papo de sustentabilidade anda dando no saco, porque pra música mesmo parece que a organização não liga (leia esse texto certeiro do Barcisnki sobre o assunto). É isca pra neguinho que adora uma ondinha, uma moda, ser fisgado: “é festival de música, sim, ou alguém acha que o Frank Black (do Pixies) vem ao Brasil pra plantar uma árvore no palco?” (boa, Barcinski!).

Ninguém diz que o assunto “sustentabilidade” deva ser esquecido, deixado de lado ou negligenciado, mas é preciso tratar a coisa com seriedade e não como argumento pra vender um produto/festival manco, mal planejado e caro.

Tem muita gente que vai por causa de festa, só pra falar que esteve lá, que participou; não importa que o Pixies toca no mesmo dia do Incubus e do Linkin Park, uma certa aberração; não importa o preço abusivo pra ver apenas uma (no máximo duas) banda que você gosta, deixando de ver outra(s) porque elas estão espalhadas disformemente nos três dias de festival; não importa a falta de informação por parte da produção, retidas em troca de brincadeirinhas bestas na Internet/Twitter/Facebook; não importa se vai haver ou não estrutura e transporte suficiente pra todos (independente de serem sustentáveis ou não)…

Mas tem muita gente que se importa. Com o preço – e com as atitudes. Um festival “sustentável” não pode estimular o uso de automóveis, ao dar estacionamento gratuito pra quem comprar dois ingressos VIPs (absurdamente caros); não pode deixar de informar como vai compensar a emissão de carbono na produção do evento gigantesco; não pode deixar de entregar ingressos em papel reciclado (ou coisa que o valha); não pode deixar de dar alternativas de locomoção a todos; não pode desistir de lutar contra a proibição crianças no lugar (Linkin Park, certo?)…

E não pode deixar de dar atenção às bandas, afinal é um festival de música.

Com o anúncio do Rage Against The Machine (que foi feito nessa sexta-feira, dia 30/7), pra tocar no dia 9/10, a pinimba pode diminuir um pouco, mas acho que pra muita gente o estrago tá feito.

Ouço por aí um bocado de gente dizendo que não vai pra Itu. Simplesmente não vai (informações sobre ingressos aqui). O papo cansou – e ainda ficou caro demais (embora a questão do dinheiro seja, infelizmente, pessoal, um peso que só cada um pode medir).

O Rage Against The Machine é uma grande banda. Assim como o Pixies (que, pra mim, é melhor, mais vá lá…). Mas não vai salvar o festival, que nasceu como uma cascata de “querer ensinar pra vocês o que é sustentabilidade”. O tom professoral é tão enfadonho e vazio (nos textos do site, no Twitter) que não vai mudar a cabeça de quase ninguém, não vai “educar” ninguém – o pessoal vai pela festa, pela(s) banda(s) que gosta, pelo evento.

Eu torço, sim, pro festival dar certo. Mas entenda “dar certo” como algo que agrade a maioria dos consumidores e não só o bolso dos organizadores (que afinal merecem a sua paga pelo trabalho todo, mesmo que esse tenha sido tosco – sem esse trabalho, não haveria, talvez, Pixies, Kings Of Leon ou rage Against The Machine pra você escolher em qual show ir). Esse papo que eu andei ouvindo por aí de “cultura de festival”, esqueça, é mais uma balela.

A concorrência com o Echo & The Bunnymen tocando “Ocean Rain”, no mesmo dia 11/10, no Credicard Hall, ficou forte.

3rd julho
2010
written by Fernando Augusto Lopes

“Start With U”, ou “começa com você”, é o nome do tal festival que andam falando um bocado (que eu já havia festejado aqui, na volta do Pixies ao Brasil), mas é também concorrente fortíssimo ao prêmio de grande cascata do ano.

Serão três dias de várzea, na Fazenda Maeda, no interior de São Paulo, em Itu (a cidade das coisas gigantes – tem alguma coisa a ver com a visão megalomaníaca dos organizadores?), em 9, 10 e 11 de outubro.

Itu fica a 70 quilômetros de São Paulo. Não deve ser um grande problema chegar lá.

Mas isso ainda é o de menos.

O pior é o “conceito”. Como no Rock’n'Rio, com aquela patuscada de “um mundo melhor”, esse SWU quer “mudar o mundo”. Ora bem! Mudar como? “Ensinando” as pessoas como agir, na medida mais rasteira do que se chama de “politicamente correto”. Uma pena. Há outras maneiras de conscientizar que não o tom professoral e a imposição.

Não sei, por causa disso, se vou ao festival. Penso em ver o Pixies na Argentina. Talvez haja menos “efeitos colaterais”. E acho até que não sou o único a ficar de bode com essa exploração forçada do “marketing ambiental(ista)”: mais gente deve preferir a Argentina (ou o Chile).

ATUALIZANDO (em 8 de julho de 2010)

A organização finalmente divulgou os preços dos ingressos.

Eles começaram a ser vendidos na terça-feira, dia 13 de julho. De acordo com o site do evento, “a partir da zero hora os ingressos poderão ser adquiridos pelo site da Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br). Além deste canal, estão disponíveis o Call Center 4003-1212 – de segunda a sábado, das 9h às 22h e domingos e feriados das 11h às 19h – além de mais de 60 pontos-de-venda por todo o país”. Clique aqui pra ver quais são esses pontos de venda.

A organização também mandou os dias (incluo só os shows mais importantes):

Dia 9/10 (sábado): Rage Agasint The Machine, Mars Volta, Mutantes

Dia 10/10 (domingo): Dave Matthews Band, Joss Stone, Kings of Leon, Regina Spektor, Sublime with Rome, DJ Sharam

Dia 11/10 (segunda-feira): Linkin Park, Incubus, Pixies, Yo La Tengo, Queens Of The Stone Age, Cavalera Conspiracy, DJ Erol Alkan

Tá sentado? Eles custam… Pista Comum custarão R$120,00 (meia entrada)R$ 240,00 (inteira). Já os ingressos da área Premium, próxima aos palcos, cutam R$ 320,00 (meia entrada) e R$ 640,00 (inteira).

Olha que mamata: “quem comprar ingresso Premium e for acompanhado de outra pessoa com bilhete para o mesmo setor tem estacionamento gratuito”. Que beleza, não? O evento é “ambientalmente correto” e oferece favores pra quem vai de carro! Espetacular.

A venda de passaportes para os três dias não foi anunciada, nem para os ingressos avulsos do dia 9.

Como a gente não sabe quem toca em que dia e quais as outras bandas que vão tocar, tanto faz.

Informação à conta-gotas… Maravilha!

ATUALIZADO (em 14 de julho de 2010)

Hoje começa a venda do primeiro lote de ingressos, com desconto. A pista inteira custa R$ 190,00. É possível parcelar a compra (!!!).

Clique aqui, vá ao Ingresso Rápido e veja todos os detalhes.

Veja o mapa do evento (clique para ampliar). Parece melhor do que imaginava. Espero que funcione na prática: