Posts de ‘Kraftwerk’
É fato: “Another World” é a melhor música de “Further”, o recente disco do Chemical Brothers (clique aqui pros detalhes). Ou pelo menos, eu acho. Eu diria até que “Another World” “salva” o disco. Mas os fãs descerão o porrete nessa afirmação.
A música é bem boa, calma, cheia de efeitos que devem ter feito os vovôs do Kraftwerk, inspiradores do CB, ficarem orgulhosos e uma melodia deliciosa.
O vídeo é uma viagem com aqueles padrões visuais que acompanham o ritmo da música, leds que viram uma pessoa, que canta e dança levemente, que viram líquido, que viram pés, que tomam formas abstratas, que… Bom, deu pra entender.
Quer dizer… Deu?
Escolheram a banda que abrirá para o Oasis no Brasil. É o Cachorro Grande.
Menos mal. Pior se fosse como no Kraftwerk+Radiohead. Não que os gaúchos sejam um primor, mas convenhamos que são mais divertidos que certos barbudos.
O problema é que toda banda brasileira vai ser mesmo uma irrelevância perto do Oasis.
Vai ser hora de filas e filas para pegar umas cervejas.
O Kasabian está de volta.
O terceiro disco está na agulha, pronto para ser ouvido pelos quatro cantos do planeta. Chama-se “West Rider Pauper Lunatic Asylum” e será lançado nos mercados que interessam em 8 de junho.
O primeiro single, “Vlad The Impaler”, será distribuído “de grátis” nessa terça-feira, dia 31 de março, no site oficial da banda. Mas só por quatro dias, até meia-noite do dia 3 de abril. O primeiro single “físico” será “Fire” e sairá dia 1º de junho.
As sessões de gravação do disco foram resumidas como “uma viagem psicodélica”. No show de sábado, dia 27, em Londres, a banda apresentou algumas músicas novas e mais bem recebida foi “Underdog”, inspirada no “movimento alemão Krautrock”.
Assim que pintarem capa, lista de músicas e clipes, coloco aqui, é claro.
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E virou moda.
O Bob Dylan dará de graça uma faixa do seu novo disco, “Together Through Life”, no seu site oficial. A música “Beyond Here Lies Nothin’” ficará disponível apenas nessa segunda-feira, dia 30 de março, e será lançada “fisicamente” dia 27 de abril.
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Os Strokes (de vez em quando) estão em estúdio. O quarto disco vem aí. Mas até agora, segundo o senhor Casablancas, só há três músicas ajeitadas – porém não prontas. O resultado, segundo ele, não é dos melhores. Pelos projetos paralelos de todos, não há chance de ouvir um, disco novo até 2010.
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Dizem que 2009 será o ano em que não teremos os festivais a que estamos acostumados no segundo semestre. Dizem que dizem. Prefiro esperar.
O fato da TIM ter desistido do TIM Festival não quer dizer que não achem outro patrocinador.
O fato do portal Terra ter desistido do Planeta Terra não quer dizer que não achem outro patrocinador.
A crise vale para nós, vale mais ainda para eles na Europa e nos Estados Unidos. A agenda de shows das bandas continua quase no mesmo ritmo, lotadaça. E o dólar aqui vai continuar no mesmo patamar do ano passado.
O quadro, na verdade, mudou muito pouco.
De novo, prefiro esperar.
Quem já teve Iron Maiden, Radiohead e Kraftwerk, e vai ter Oasis e B-52′s, por enquanto, não deve estar reclamando.
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Se aparecer mais coisa (e paciência), volto mais tarde aí.
Estava disposto, sinceramente, a falar mal do Radiohead.
Mas para quê?
E por qual motivo?
Não há um sequer. E por isso, minha lógica montada para esse texto foi por água abaixo. O Radiohead é bom, melhor ainda ao vivo e pronto.
Sim, ao vivo vira uma banda orgânica (e o termo não é modinha) destruindo todos os aparatos de produção que o disco utiliza para esconder uma possível banda limitada. Mas longe disso! A produção esmerada dos discos é mais um instrumento do Radiohead e, mesmo sem ela, a banda é forte como um touro até nas músicas mais contemplativas.
Não preciosu muito para eu perceber isso. Bastou o pontapé inicial, com “15 Steps”, infinitamente melhor do que no disco. A segunda, “There There”, que pressupõe-se ser melhor ao vivo, pela carga de peso, fica melhor mesmo! Até “House of Cards”, minha preferida do último disco, “In Rainbows”, que só veio no segundo bis (seguida de outra que teoricamente não funcionaria ao vivo, mas ficou melhor, “Everything Its Right Place”), acabou surpreendendo pela crueza com que foi desfilada.
Não ligo para o palco criativo, mas nada original (quem viu REM no Brasil, sabe do que tô falando). Se a música é o que importa, ao menos o Radiohead se esforça para compor uma “experiência” aos pagantes. Tubos transparentes cobrem o palco com laseres sobre eles, dando um tom futurista de Rua 25 de Março, mas que funciona muito bem pela grandiosidade. E os telões diminutos, com as muitas câmeras, como essas de segurança de shopping center, acabam fortalecendo o clima: o Radiohead quer ser visto de todas as maneiras, formas e em todos os lugares.
E é aí que eu quero chegar. O Radiohead sabe o que faz. Dentro e fora dos palcos. A exigência da abertura ser do Kraftwerk mostra que a importância da banda vai além do quesito musical (“Ok Computer” e “Kid A” são, sim influências de feridas duradouras): é educativa.
Basta ver a molecada embasbacada diante de “Radioactvity”, “Trans Europe Express”, “Tour de France”, “Music Non Stop”, “Computer World”, “The Model”, “Showroom Dummies” (essa cantada em alemão), “The Robots”, “Man Machine”, “Aero Dinamik” e de “Autobahn” (diminuída, por motivos óbvios). “os caras são doidões”, é o que se ouvia por aí. São, sim. E influenciaram 99% dos seus ídolos.
Ver o show do Kraftwerk é de fato uma “experiência”, daquelas que o Radiohead ainda busca, 15 anos após o lançamento do seu primeiro disco. Os alemães são poetas musicais e visuais. A simplicidade das projeções nos telões e das músicas chega até a assustar de como funcionam tão bem 40 anos depois de estrearem em estúdio. É o terceiro show deles que vou e não me canso de dizer são os melhores, mesmo que o som e o lugar, como o de ontem, não ajudem.
Se ao menos 10% dos moleques e gurias que estvam na Chácara do Jóquei nesse domingo e na Apoteose, sexta-feira, resolverem baixar as músicas ou comprar os CDs do Kraftwerk, Thom Yorke e companhia já terão ficado satisfeitos. E eu também.
O Kraftwerk é vital e está em plena vitalidade. Tanto quanto seus fãs, o Radiohead.
O que resume: foi um show para viver, sentir e lembrar pra sempre.
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Ah: os Los Hermanos são realmente um lixo!
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Ah (2): Quando alguém (além do pessoal do Planeta Terra) vai aprender a organizar um show que obedeça o mínimo de respeito aos consumidores? Essa Chácara do Jóquei é o fim da picada!
Música. O assunto deste blog é música. Música e algumas outras besteiras, mas o foco é sempre música.
É música porque gosto e sobre música que eu gosto. E que, no final das contas, se você lê isso, é sobre música que você também gosta.
Não quer dizer que seja sobre música boa, porque esse é um conceito muito pessoal. É sobre música boa para mim. Ou nem sempre isso, admito.
O que importa, além da música ser boa para mim, é que ela seja jovem. Não juvenil, não nova e nem sempre original, mas só jovem. Ainda gosto (de vez em quando) de Led Zeppelin, de U2, de Oasis, de Nirvana, de Radiohead, mas não são bandas que toquem com aquela vontade e vitalidade com que tocavam quando tinham 18 anos. Por outro lado, são bandas para as quais a gente corre sempre que quer ouvir algo realmente bom. Mas isso é outra história.
O que eu quero dizer tem, ao menos para justificar esse preâmbulo, algo a ver com o Radiohead. Ou com os shows que a banda fará no Brasil daqui a 20 dias.
Um amigo comprou o ingresso há poucos dias. Comprou só agora porque decidiu só agora ir. Não é dos maiores fãs, percebe-se. Não entrou naquela correria que imaginava-se aconteceria em dezembro, quando do começo da venda dos ingressos.
Correria que agora sabe-se não aconteceu.
E não aconteceu mais coisas do que se imaginava. A informação que deram a ele foi que havia ainda cerca 40% de ingressos disponíveis em São Paulo e mais da metade no Rio de Janeiro. O que isso quer dizer é muita coisa.
Primeiro que, como sempre, a maioria dos brasileiros tem uma mania chata de deixar tudo pra última hora. Torço para que seja isso mesmo e que a lotação esteja esgotada. Shows como esse precisam fazer sucesso para que se repitam sempre.
Mas é preciso perceber que há uma certa supervalorização dessas bandas. O Radiohead para 30 mil aqui no Brasil parece-me demais. Ainda mais com Kraftwerk. O Los Hermanos pode ser uma tentativa de salvar a pátria em termos populares.
Os produtores talvez leiam demais alguns blogueiros de rock – ou se baseiam em informações de vendas de discos que desconheço. Ou apenas gostam mesmo da banda. Esse blogueiros enaltecem algumas bandas, baseados em textos de publicações inglesas que nada mais fazem do que procurar a “nova grande banda”. É assim que vemos os CSS da vida surgirem.
A lista de bandas que tocaram para casas com público pela metade da lotação é respeitável. O Radiohead talvez entre nessa lista e repito: torço para que não. Agora, por conta disso, acham que o Radiohead é o U2 e lota estádios.
Eu levo na brincadeira os exageros desses colunistas. Exagerar é legal nesses casos. Falar que uma bandinha de nada, que imita bandas que a gente gosta, é a salvação do rock é bacana. Faz as pessoas ouvi-la. Não se pode levar a sério esse tipo de coisa. Enquanto virar papo de boteco, ok, dureza é quando vira base para negócios.
Numa lógica comercial, há um agravante: é preciso entender o Brasil como um mercado diferente dos da Europa, Japão e Estados Unidos. Aqui, a música independente, que por definição já atinge menos pessoas que o mainstream, sofre uma concorrência desigual. Temos axé, samba, pagode, sertanejo, MPB, bossa nova, dance, músicas folclóricas, chorinho, uma série quase interminável de estilos concorrentes, o que faz com que ainda menos pessoas tenham acesso, tempo, saco e grana para gostar desse tipo de música.
Aqui no Floga-se, tenho um bocado essa tendência, só por diversão. Mas sei que as bandas não são nada originais, que imitam outras que eu gosto. Falo de bandas novas porque é como se as que eu sempre curti ficassem mais jovens com essas imitações, lançando discos novos. Mas não há nenhum fundamento lógico, matemático ou preciso. Embora as notas musicais sigam um padrão matemático, longe de querer ser “catedrático” no assunto.
Mais uma vez: não se pode levar a sério.
Se você leva a sério, leia outra coisa.
Para quem estava reclamando que as datas da banda símbolo da New Wave iriam coincidir com as do Radiohead+Kraftwerk, pode comemorar. As datas foram alteradas: são próximas, mas não são nada concorrentes. Afinal de contas, imagino, ninguém é bobo nem nada.
Saca só:
17/abril – Rio de Janeiro, Brasil – (Citibank Hall)
18/abril – São Paulo, Brasil – (Credicard Hall)
20/abril – Porto Alegre, Brasil – (Teatro do Bourbon)
Mais um que não dá pra perder.
2009 começa com duas perdas, uma irreparável outra quase também.
A primeira é a morte de Ron Asheton, um dos fundadores do Stooges, que dispensa qualquer apresentação. Melancolicamente, ele morreu sozinho em casa, achado depois de dias do falecimento. Ele tinha só 60 anos, mas estava arrendondado.
A segunda é a saída de Floran Schneider do Kraftwerk, um dos fundadores da maior banda de todos os tempos. Da formação original só sobrou Ralf Huetter. O Kraftwerk, como se sabe, fará o maior show da história no Brasil, abrindo para o Radiohead, em março. Pena.
Como todo mundo sabe, não sou muito desse lance de listas, mas vai lá, não tô fazendo nada, só curando ressaca…
DISCOS QUE DEVERIAM TER SIDO OUVIDOS EM 2008
“Beautiful Future” – Primal Scream
“Microcastle” – Deerhunter
“Accelerate” – REM
“Dig Out Your Soul” – Oasis
“The Devil, You + Me” – Notwist
“Lust Lust Lust” – Raveonettes
SHOWS QUE DEVERIA SER VISTOS EM 2008
REM – Via Funchal (disparado)
The National – TIM Festival
The Breeders – Planeta Terra
Interpol – Via Funchal
Jesus & Mary Chain – Planeta Terra
Mudhoney – Clash
SENSACIONAIS DISCOS DE ESTRÉIA
“Vivian Girls” – Vivian Girls
“High Places” – High Places
“Vampire Weekend” – Vampire Weekend
“In Her Gentle Jaws”- The Depreciation Guild
MÚSICAS QUE DEVERIAM TER SIDO OUVIDAS EM 2008
“Mansard Roof” – Vampire Weekend
“Ordinary Song” – The Little Ones
“I’m Outta Time” – Oasis
“White Winter Hymnal”- Fleet Foxes
“Supernatural Superserious”- REM
“Hollow Man”- REM
“A-Punk”- Vampire Weekend
“Gold Coin”- High Places
“On Our Way Home”- The Silent Years
“Beautiful Future”- Primal Scream
“Uptown”- Primal Scream
“The Glory Of Love”- Primal Scream
“Girls & Boys”- The Subways
Foi um ano particularmente bom, mas com a dobradinha Radiohead + Kraftrwerk 2009 promete ser melhor.
Tomara.
Feliz Ano Novo pra você aí, que teve paciência de ler essas linhas inúteis.
Até lá.
Tem duas semanas que eu não escrevo nesse espaço. O trabalho exige, a várzea também. Faltou tempo.
Mas depois que eu li a notícia de que o Radiohead escolheu simplesmente o Kraftwerk para abrir seus shows no Brasil, aí não teve como resistir.
Sendo assim, esse show passa a ser o melhor de todos os tempos. Ou quase.
O anúncio é da Folha de S. Paulo, do UOL e de quase todos os sites não-oficiais. No oficial, não achei essa informação.
Se for verdade mesmo, Papai Noel existe.
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Detalhe: ainda existem ingressos.
Se coça.
Esta semana, em São Paulo, temos algumas boas pedidas, pra espantar o frio e ouvir bons sons.
Hoje, quarta-feira, dia 8/10, tem The Cult, no Credicard Hall, na turnê do último disco, “Burn Into This”.
Na Clash Club, tem os britânicos do Young Knives, bandinha que os indies adoram adorar. Também nessa quarta-feira. Tem o ex-Krafwerk Karl Bartos, no dia seguinte (ele também toca em Brasília).
Aí, na sexta-feira, é a vez do Vive La Fête, na The Week.
Além disso, pra quem tá em Fortaleza, tem o Ceará Music, com The Cult.
São alguns aperitivos pro que que vem forte nas próximas semanas, de TIM Festival a REM e Duran Duran, passando pela maratona do Planeta Terra.

